Entrevista Capa
Juliana Paes a musa das sete é um verdadeiro deslumbre nas páginas desta edição


Por Michele Marreira

Ela é preferência nacional. Não somente pela silhueta impecável, pele torneada ou look transado. Juliana Paes é a referência da mulher contemporânea, cativa a todos com seu bom humor, característica marcante em sua personalidade. Com o desafio duplo de conciliar trabalho e família (ela é casada e mãe de dois filhos), a bela ainda encontra tempo para atacar de empresária, gerenciando de perto os negócios e investindo cada vez mais em seus empreendimentos. Recentemente lançou a linha de esmaltes intitulada “Como ela é” que leva seu nome. O catálogo luxuoso da campanha foi eternizado nas ruas de Nova York, pelo amigo e fotógrafo André Nicolau. Profissional apaixonada pelo ofício, seu début na dramaturgia se deu no ano 2000, em pleno horário nobre, no folhetim Laços de Família. Aos poucos, viu sua carreira deslanchar na Rede Globo. Em 15 anos de TV, já integrou algumas das seguintes produções: O Clone, A Casa das Sete Mulheres, Celebridade, América, Pé na Jaca, Duas Caras, A Favorita, Caminho das Índias, Gabriela, Meu Pedacinho de Chão. E, para conquistar o patamar de estrela global, a atriz, natural de Niterói, iniciou a carreira fazendo figuração em Malhação, no final dos anos 90. Viveu de mocinhas a vilã. Atualmente, sua personagem, Carolina Castilho, confunde o expectador, que se depara com as tramóias que a editora de moda prepara, para a rival Eliza, a mocinha de Totalmente Demais.  Entre vilanias, glamour e frustração, a personagem parece estar humanizando-se e mudando as estratégias de jogo no amor. Nesta edição descobrimos o que Ju tem feito para manter um corpo ainda mais curvilíneo, se no dia a dia também é muito ligada em moda e, será que há planos de aumentar a família? Confira as próximas páginas e deleite-se!

TUDO: Sua personagem é a verdadeira vilã da trama?

Juliana Paes: Carolina é uma personagem antagonista, não a vejo como vilã. Não é politicamente correta. É uma mulher ardilosa que não mede esforços para conseguir o que deseja. Eu diria que ela tem um código de ética um pouco elástico. Vilão é aquele que pratica maldades e isso ela não faz. Ela quer cuidar da própria vida. Agora, se alguém atravessar o caminho dela, tudo muda. É o que acontece mais para frente.  Além disso, que vilã que vocês conhecem que já começa uma novela tentando engravidar? Carolina só começa a colocar as garrinhas de fora quando percebe que essa vontade de ser mãe, fica ameaçada por uma mulher mais jovem, através da personagem da Marina (Ruy Barbosa).

Vocês duas têm algo em comum?

A Carolina é uma personagem muito diferente de mim, ela não faz o menor esforço para agradar. Eu normalmente sou uma pessoa sorridente, gosto de estar em contato com as pessoas. Carolina não tem qualquer característica minha. Acho que a única coisa que temos em comum é o desejo da maternidade. Em certo momento de minha vida tive esse desejo fortemente.

Qual a sensação de brincar na ficção em ser uma jornalista de sucesso na TV? Visitou redações para ajudar na composição de Carolina e seu ambiente de trabalho?

É muito linda nossa redação. Eu até brinquei que vai ter muita gente com inveja, porque deve ser muito bom trabalhar em um lugar tão bonito, inspira. Nessa novela a TV Globo caprichou bastante na cenografia, sua marca registrada. Visitei diversas redações como a Vogue, Marie Claire, Glamour. Tive a oportunidade de conversar com as principais editoras-chefes dessas revistas de moda.

Você é uma mulher consumista, Juliana?

Que mulher que não é? Eu sou! Hoje em dia, surgiu um termo, que eu estava lendo sobre: low sumerism, a moda de reaproveitar as coisas. Existe esse movimento, eu não sei se vai ter muita adesão, mas tenho feito isso.

Em seu ofício surgem muitas viagens de trabalho. Gostou de gravar na Austrália?

Aquele lugar é divino, fiquei bem impressionada. As pessoas adoram dizer que a Austrália é o Rio de Janeiro que deu certo. Eu já tinha escutado isso algumas vezes e não entendia bem... Os australianos têm um sorriso no olhar, um jeito de receber, tem um pouco de nossa ginga, são muito receptivos. Não têm a dureza do americano nem o nariz em pé como alguns europeus. São muito calorosos. Adorei!

Para compor o perfil desta jornalista você deve ter mergulhado intensamente no universo da moda, certo?

Sou assinante de todas as revistas sobre o assunto, adoro acompanhar tudo sobre moda, mas sei das minhas limitações para consumir moda. Tenho o corpo curvilíneo, e muitas das propostas que são colocadas não vão me valorizar. Hoje em dia, já sei o que funciona em mim. Procuro sempre o clássico, cores neutras, saias lápis. Estou feliz em fazer uma personagem que tenha essa verve, pois vou explorar esse meu gosto pela moda. Apesar de ela ser uma editora, não é uma vítima da moda, não usa “modices”.

Conte-nos todos os segredinhos para manter-se em forma com o corpo.

Combino o TRX (exercício de resistência corporal) com aulas que usam os princípios do Crossfit. São 40 minutos intensos e bem próximos ao meu limite. Também comecei a treinar Muay Thai e estou completamente apaixonada!

Maternidade no fundo é algo que está nos planos de toda mulher?

A grande maioria tem esse desejo, sonha com esse momento ou já cogitou essa possibilidade em algum momento da vida. Eu tenho algumas amigas que optaram não ter filhos. A Carolina passa por um contemporâneo. O momento de você se sentir bem profissionalmente e como mulher achar que aquela é à hora de ter filho, mas ainda não tem esse companheiro para dividir esse momento, ainda não ter encontrado essa pessoa para dividir esse momento.

E a receita para conciliar os compromissos de trabalho e os cuidados com a família?

Todo mundo acha que nossa vida é um glamour. Não é só isso. A gente fica muito angustiada. Eu agora, quase me atrasei, porque o Antônio acordou e queria ficar no meu colo. E, aí?  Fica fazendo aquele chameguinho de manhã e a gente acaba cedendo. Eu fiquei com ele mais um pouquinho. Você acaba deixando de fazer uma coisa ou outra para passar mais tempo com o filho. Mas, no final dá tudo certo.

Pinta aquele sentimento de culpa nessas horas?

Às vezes sim. Principalmente, quando há semanas que não consigo compensar e aí a culpa vem mesmo. Então, eu trabalhei 12 horas, e, amanhã vou levá-los, buscá-los na escola ou consigo colocar um deles para dormir.

 

Engordou muito na gestação do Antônio?

Eu tinha engordado 16 kg nessa gravidez. A gente ganha, mas precisa perder (risos). Minha prioridade era amamentar o Antônio, não utilizei nenhum tipo de complemento nesse período.

Qual mudança sentiu no seu corpo?

Muda tanta coisa. Não fico na paranóia com o corpo. Amamentar é divino emagrecemos sem perceber.

Pretendem ter mais filhos?

A Angélica outro dia me perguntou se eu não queria tentar uma menininha. Eu disse que, por enquanto não, só quero os dois. Mas falei para ela me perguntar novamente daqui a uns dois anos (risos).

 
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