Estética
QUANTO CUSTA UMA CIRURGIA PLÁSTICA?


por Dr Mauro Henrique Milman

 Muitos pacientes procuram programar sua cirurgia com muita antecedência e têm como prioridade guardar o dinheiro necessário. Para melhor entendimento, vamos separar os custos em antes, durante e após a cirurgia.

Antes da cirurgia: zero a R$ 1000,00. O gasto pode começar com a consulta médica, pois a maioria dos cirurgiões plásticos não atendem pelos convênios. O paciente não deve abrir mão de médico especializado e associado a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Outro custo pode ser os exames pré-operatórios solicitados, que variam de acordo com a cirurgia e com o médico, mas geralmente os pacientes fazem estes exames pelo convênio.

 
A CIRURGIA PLÁSTICA NOS PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA


A partir do ano 2000, houve a popularização da Cirurgia Bariátrica, que tem o objetivo de proporcionar a perda de peso significativa e duradoura a pacientes com obesidade mórbida. Assim, iniciou-se um novo segmento na Cirurgia Plástica: a Cirurgia Pós-Bariátrica.

É claro que sempre existiram pessoas que emagreceram de maneira vultuosa e apresentavam-se com sobra e flacidez de pele anormais, mas eram casos de exceção. Por outro lado, os pacientes pós-bariátricos representam hoje uma parcela significativa dos procedimentos realizados pela maioria dos cirurgiões plásticos. Além disso, as diferenças de funcionamento do organismo nas duas situações é muito grande: aquele que emagreceu “naturalmente” pratica exercícios regularmente e  tem dieta balanceada, mas o pós-bariátrico frequentemente apresenta deficiências nutricionais e tendência a anemia.



A proporção de peso perdido pode ser muito grande – tenho pacientes que perderam até 65% do peso inicial (de 180Kg para 60Kg). As consequências estéticas também serão variáveis. Podem  ocorrer sobras de pele no pescoço, braços, mamas, abdômen, costas, nádegas e coxas (isoladas ou associadas).

Para iniciar a programação de cirurgias plásticas, deve-se seguir algumas regras:

  1. A cirurgia plástica deve ser feita apenas após estabilização do peso, que ocorre em média após 18 meses da cirurgia bariátrica.
  2. Deve-se evitar associações de procedimentos, principalmente nos pacientes com tendência a anemia.
  3. Não existe sequencia ideal: o paciente determina qual procedimento é prioritário. O mais comum é iniciar pelo abdômen.
  4. Não existir expectativa breve de gestação.

O preparo operatório deve ser cuidadoso, pois muitos pacientes apresentavam doenças degenerativas antes de emagrecer, que podem repercutir no procedimento.

Estas cirurgias devem ser sempre realizadas por cirurgiões plásticos, em hospital e sob anestesia.

A técnica de abdominoplastia será determinada pela presença de cicatrizes no abdômen.  Pacientes com cicatrizes acima do umbigo são candidatos a abdominoplastia em âncora. Pacientes portadores apenas de cicatrizes de cirurgia laparoscópica são submetidos a abdominoplastia “tradicional” ou associada à torsoplastia (a cicatriz dá a volta na paciente). A lipoaspiração pode ser associada se existir o acúmulo de gordura.

As complicações são mais comuns nos ex-obesos. O sangramento é maior devido o maior calibre dos vasos sanguíneos. A cicatrização pode ser influenciada pelo diabetes, hipertensão, desnutrição e tabagismo.  A permanência de drenos é prolongada.

O intervalo mínimo para outra cirurgia não existe, depende da recuperação plena do paciente. Sugiro aos meus pacientes aguardar pelo menos 90 dias para submeter-se a um procedimento em outra área corporal.

 
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