Juliana Knust: um mulherão de 40

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Fotos: Gabriel Farhat
Make: Flavia Frazão
Stylist: Gugu Ribeiro

O tempo tem sido generoso com Juliana Knust. Gatíssima, ela celebrou 40 anos de vida, sendo 25 de carreira, e está com a vida profissional agitada com o retorno aos palcos. Discreta, mãezona, impecável naquilo que se propõe fazer – e depois de sobreviver às impermanências desta pandemia – Juliana está em cartaz com o espetáculo “Parabéns, Sr. Presidente In Concert”, onde atua ao lado de Claudia Ohana e solta a voz para interpretar Marilyn Monroe.

Apesar de discreta com a vida pessoal, Ju vira e mexe compartilha um pouquinho da sua intimidade com os seguidores, mas não vê isso como uma cobrança. “Eu tenho tantas coisas para fazer: tenho uma casa para administrar, filhos para educar, livros para ler, filmes para assistir, marido para namorar, viagens para aproveitar”, explica ela sobre sua relação com o mundo cibernético. Ela adora a aproximação virtual com os fãs, mas não se tornou escrava disso.

Da maluca por limpeza até a zen do yoga, buscou o equilíbrio nos filhos durante o isolamento social e tentou se manter em sanidade para deixar a situação mais leve para as crianças. “Tive diversos altos e baixos durante a pandemia. Me cobrava muito para dar conta de tudo dentro de casa, de ser a melhor mãe, a melhor professora, a melhor faxineira, a melhor organizadora. Aos poucos fui entendendo que eu não precisava provar nada para ninguém”. Matheus e Arthur, frutos da união com o empresário Gustavo Machado, com quem comemora treze anos de parceria, cumplicidade e companheirismo, são as razões da vida da atriz. “Meu sonho é criar bem os meus filhos nesse mundo tão complicado”, conta.

Segura de si e completamente desprendida da preocupação com os padrões sociais, vale lembrar que nem sempre foi assim. Aos quinze anos, para viver um personagem, a artista engordou dez quilos e teve dificuldades para retornar ao peso, enfrentando o julgamento do mercado e uma depressão, marcada pelo uso de reguladores de apetite e por dietas mirabolantes.

Hoje, a geminiana mantém uma vida leve se alimentando bem, praticando atividades físicas, se autoconhecendo e tomando uma dose de sol diária. “De forma alguma me sinto refém de qualquer tipo de tendência que venha a existir”, afirma ela durante essa entrevista que tivemos a honra de fazer. Que sorte a nossa!

A atriz iniciou sua carreira no ano de 1997, em Malhação. Porém, foi em 2003, ao atuar ao lado de Malu Mader na telenovela Celebridade, onde interpretou Sandra, que Juliana consolidou sua carreira.

Juliana, você começou a estudar teatro muito cedo. Pelo jeito sempre teve o apoio da família para seguir a carreira artística. Conte-nos sobre essa escolha.

“Comecei a fazer teatro aos doze anos e foi tudo muito por acaso, obra de Deus. Eu fazia curso de inglês e um professor de teatro foi lá dar aulas na escola e, por insistência de uma grande amiga, entrei no teatro e fui me encontrando no movimento da arte. Entrei nessa onda pra ver se iria curtir, despretensiosamente, e fui me descobrindo artista ao longo dos meus estudos. Sempre tive muito apoio dos meus pais que, em momento algum, se colocaram contra essa minha vontade. Sou muito grata, afinal, nunca tivemos um artista na família e, de fato, eu nunca tinha pensado sobre isso.

Comecei aos 15 e nunca mais parei. A cada trabalho eu tinha certeza do que eu queria para a minha vida.”

Seus últimos trabalhos na TV foram interpretando personagens bíblicos na Record. Quer falar sobre crença e espiritualidade?

“Minha religião é Deus. É a minha fé. É a minha conexão e a minha espiritualidade. Ao longo da vida eu tive contato com diversas religiões e me conecto com muitas ideias, de muitas delas; concluo que muitas têm algo em comum como o amor ao próximo, o respeito, a busca pela fé.”

Como é a sua relação com a moda?

“Gosto muito de acompanhar o mundo da moda, mas, de forma alguma me sinto refém de qualquer tipo de tendência que venha a existir. No meu dia a dia sou uma pessoa super básica e preso pelo meu conforto acima de tudo. Gosto de ficar atenta e curto usar algo diferente em eventos mais glamorosos.”

Falando em família, conte pra gente como foi o seu período de confinamento com duas crianças. O que a pandemia transformou em sua vida?

“Essa pandemia me trouxe uma enxurrada de novas emoções. Precisei de muita paciência e muita calma para administrar tantos sentimentos intensos. Ao mesmo tempo que eu tinha consciência de que deveria aproveitar esse momento perto da família para fortalecer os laços dentro de casa, eu tinha muita ansiedade e muito medo e ficava com a energia muito baixa por conta disso. Tive diversos altos e baixos durante a pandemia. Me cobrava muito para dar conta de tudo dentro de casa, de ser a melhor mãe, a melhor professora, a melhor faxineira, a melhor organizadora. Aos poucos fui entendendo que eu não precisava provar nada para ninguém.

A única coisa que eu precisava ser era a melhor mãe que eu pudesse, para estar ali acolhendo os meus filhos e todos os seus sentimentos confusos. Eu precisava estar inteira para eles. Voltei para a terapia com o intuito de me conectar de novo.”

Você reúne mais de 700 mil seguidores no Instagram. Como é essa relação com a ferramenta e com quem te segue?

“Eu gosto muito dessa aproximação com o meu público e procuro estar conectada com ele sempre que posso. Só acho que não consigo ser tão frequente quanto deveria, até mesmo porque o Instagram virou uma ferramenta de trabalho. É preciso dedicação, apesar de não me cobrar.”

“Eu tenho tantas coisas pra fazer: tenho uma casa para administrar, filhos para educar, livros para ler, filmes para assistir, marido para namorar, viagens para aproveitar…” Juliana sobre sua presença não tão frequente no Instagram.

Divida com a gente os sonhos que ainda faltam ser realizados.

“Ver meus filhos crescerem felizes. Ver a nossa família unida e estruturada. Apresentar lugares para as crianças, outras culturas; quero que eles sejam adultos íntegros, respeitosos, admiráveis. Meu sonho é criar bem os meus filhos nesse mundo tão complicado.”

Atuou como Inesita de “Celebridade”, em 2005, Débora em “Duas Caras” (2007) e fez algumas participações em 2008, como na série “Casos e Acasos” como Patrícia. Em 2011 foi ao ar como Zuleika em “Fina Estampa” e após um ano, em 2013, interpretou Fátima na reta final de “Lado a Lado”. Em 2017 estreia na RecordTV em participação na novela “Belaventura” como a rainha Vitoriana, assassinada misteriosamente no primeiro capítulo.

Nos palcos, vivendo Marilyn Monroe em “Parabéns, Sr. Presidente – In Concert”, Juliana Knust entra em cena em celebração dupla ao completar 40 anos de vida e 25 de carreira. “Eu estava apavorada de viver uma personagem que não só existiu, como é um ícone, um mito! Mas eu me pus esse desafio de me divertir sem pretensão de provar nada para ninguém, sem pretensão de prêmios, sem o peso da Marilyn. Topei porque seria um bom momento para comemorar e também para divertir as pessoas depois dessa loucura toda que nós estamos vivendo”.

A atriz aponta a característica mais lhe aproxima de Marilyn Monroe. “Ela que era mulher forte (em todos os sentidos) e que estava sempre à frente do tempo, tinha suas angústias, mas, levava com transparência os seus sonhos e metas”.

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