Prazer, Flurona: saiba tudo sobre a recém-descoberta dupla infecção por COVID-19 e gripe

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O número de casos de “flurona“, a dupla infecção por COVID-19 e influenza, tende a crescer nos próximos meses no Brasil. O primeiro caso confirmado foi notificado pelo governo de Israel, no final do ano passado, e acendeu um alerta entre a comunidade científica.

A combinação entre o as duas doenças não caracteriza uma nova enfermidade, já que não se trata de um fato inédito ou inesperado para o meio científico – em especial por se tratar do vírus da gripe, o influenza. A flurona é, afinal, a concomitância da COVID-19 e da gripe, ou seja, uma infecção dupla dos dois vírus.

A bióloga e doutora em medicina Beatriz Carniel explica ao Valor Econômico que o vírus da gripe, ao infectar um paciente, rompe as células epiteliais do nariz, deixando-o exposto para que outros vírus possam entrar, causando uma infecção paralela a anterior.

É assim que o Sars Cov-2, vírus da COVID-19, convive com o influenza.

Os sintomas dessa dupla infecção também não são novidade: tosse seca, coriza, dificuldade para respirar, dor de garganta, febre, mal estar e calafrios – todos comuns tanto para a gripe, quanto para o coronavírus.

O diagnóstico dessa infecção mista só pode ser feito através de exames específicos, explica Isabella Balallai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). “Você não consegue definir se a dor de cabeça é da COVID e o espirro é da influenza. Um dos grandes desafios hoje é o diagnóstico diferencial, baseado em sintomas. O quadro clínico é o mesmo. Ambas podem evoluir para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que é o que leva à hospitalização. Aí, em termos de imagens de pulmão, há diferenças entre as infecções”, completa ela.

A prevenção recomendada é a mesma dos últimos meses de pandemia: fazer uso de máscara em ambiente público, manter as mãos bem higienizadas, evitar aglomerações e tomar as duas doses da vacina, assim como a dose de reforço. Ao menor sinal de sintomas, o ideal é ficar em casa – e, se possível, realizar um teste antígeno para identificação do vírus.

Hoje, pesquisadores do mundo todo seguem acompanhando de perto os casos de dupla infecção em busca de conclusões mais precisas sobre seus impactos no corpo humano.

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