Etarismo: Mulher não tem prazo de validade 

A ideia de que o mundo é dos jovens, da novidade, do descartável, é coisa do passado

“Younger” é uma comédia dramática sobre Liza Miller (Sutton Foster), uma mulher de 40 anos recém-divorciada que, após dificuldades em recolocação profissional, finge ter 26 anos para conseguir emprego na área editorial.

Envelhecer é bom! Mas existe um movimento conhecido pelo nome etarismo que tem preconceito com cabelos brancos, aposentadorias e solidão. Não vamos muito longe para te dar exemplos sobre isso:  não é nada fácil ser idoso num mundo que diz coisas tão ruins sobre a passagem do tempo, a maioria delas erradas.

Ashton Applewhite, ativista anti-etarista, em entrevista, disse: “Há muita pressão e a ideia de que, como mulher, você tem uma data de validade, como uma caixa de leite no supermercado. Num determinado ponto [lá pelos 50, segundo os dados], você diz: foda-se. Tem a ver com o fato de, em termos heteronormativos, os homens não olharem mais para você. O motivo não é bom, mas o foda-se é libertador. O desafio agora é nos libertarmos pelos nossos próprios termos.

Um estudo de 2020 realizado pelo Centro de Longevidade de Stanford [na Califórnia] mostrou que pessoas mais velhas, ainda que estivessem mais isoladas e em maior risco biológico, se sentiam melhor do que os jovens na pandemia, eram mais resilientes. 


A pandemia de COVID-19 impulsionou um movimento significativo de mulheres assumindo cabelos brancos e grisalhos, motivado pelo isolamento social, busca por conforto, naturalidade e libertação de padrões de beleza impostos. Muitas aproveitaram o período para pausar tinturas, gerando um “grito de liberdade” e empoderamento.

Gloria Pires inspirou muitas mulheres ao assumir os fios brancos

Principais Aspectos do Etarismo:

  • Discriminação Profissional: cerca de 57% dos profissionais já sofreram preconceito por idade, muitas vezes enfrentando barreiras na recolocação profissional ou assumindo que não se adaptam a tecnologias.
  • Impacto Social e Familiar: idosos frequentemente sofrem com abandono familiar e sentimentos de inutilidade, sendo um fator para o alto índice de depressão em pessoas acima dos 60 anos
    .
  • Legislação: no Brasil, o Estatuto da Pessoa Idosa visa proteger contra abusos e o etarismo é combatido como uma violação de direitos.
  • Combate ao Etarismo: a valorização da experiência, o convívio intergeracional (jovens e velhos juntos) e a promoção de vagas de emprego inclusivas são formas de mitigar esse preconceito. 
  • O etarismo é frequentemente intensificado pela supervalorização da juventude, gerando exclusão social e redução de oportunidades para populações mais velhas. 

Viver mais e melhor
Há mais adultos saudáveis ​​do que nunca na história da humanidade.

O aumento da longevidade é um fenômeno global impulsionado por avanços na medicina, melhor nutrição, saneamento e melhores condições de vida. No Brasil, a expectativa de vida atingiu 76,6 anos em 2024, com mulheres vivendo mais (79,7 anos) que homens (73,1 anos). Esse cenário exige adaptações sociais, como políticas de saúde, previdência e hábitos saudáveis para garantir qualidade de vida, não apenas tempo de vida.


Ashton Applewhite: “O preconceito contra a idade é um preconceito contra o nosso eu futuro. E se pudéssemos nos libertar dele”?

Muitos de nós, assim como Ashton, acredita em um mundo para todas as idades e é realmente possível se reconhecermos o potencial dentro de cada um de nós

Mais notícias

Você viu tudo

Não há posts

Abrir Chat
Precisa de Ajuda?
Como podemos ajudar?