Primavera-verão 2025: todas as línguas da moda – Por Celso Finkler

Já sabemos que a moda tem um idioma universal, mas nesta primavera-verão 2025 ela está mais poliglota do que nunca. De Nova York a Milão, de São Paulo a Tóquio, algumas peças atravessaram oceanos, fronteiras e temperamentos culturais para se consagrarem como verdadeiros ícones globais. É aquela roupa que você pode ver tanto numa cena de filme indie francês quanto num blockbuster hollywoodiano estrelado por super-heróis.

O slip dress eterno: minimalismo de tapete vermelho ao café da esquina Sim, o vestido slip segue reinando absoluto. Ele já brilhou em Margot Robbie passeando por Cannes, apareceu nas telas em looks cheios de frescor como os de Zendaya em Challengers, e continua sendo aposta certa para quem quer praticidade com sofisticação. O segredo do sucesso? É sexy sem esforço, funciona de dia com tênis brancos ou marrons (os mais democráticos da estação) e, de noite, com salto fino e batom vermelho cinematográfico digno de Scarlett Johansson em qualquer papel femme fatale.

Camisas oversized: do ateliê ao set de filmagem
As camisas largas de alfaiataria leve estão por toda parte! Combinadas com shorts de cintura baixa, em Milão, usadas abertas sobre biquínis, em Ipanema, ou reinterpretadas com minissaias, em Tóquio, elas trazem aquele ar de peguei-emprestado-do-guarda-roupa-do-personagem-principal, lembrando o estilo cool de Timothée Chalamet fora das telas ou até o figurino descontraído de personagens de Greta Gerwig em Lady Bird. É o uniforme oficial do fashion despretensioso.

O jeans que nunca morre: renovado, global, imbatível
Se existe um clássico do cinema e da moda, este é o jeans. James Dean e sua calça em Rebel Without a Cause já provaram sua eternidade, mas, este ano, ele aparece ainda mais ousado: cortes largos, cintura baixa (sim, ela voltou e está aqui para dividir opiniões) e lavagens claras que lembram a estética Euphoria. Em São Paulo, ele surge com croppeds bordados. Em Nova York, com regatas minimalistas, e no Japão, com sobreposições inusitadas. E em todos os lugares o jeans funciona, e muito.

Transparências poéticas: porque todos gostam de sonhar
Os tecidos translúcidos são outra unanimidade. Eles aparecem em tops, saias longas e vestidos fluidos, sempre brincando com camadas e luminosidade. É a moda com espírito cinematográfico: lembra os figurinos etéreos de Florence Pugh em Midsommar, só que em versão urbana e menos perturbadora. Essa tendência fala com o desejo coletivo por liberdade e leveza, algo que ninguém, em nenhuma cidade do mundo, quer abrir mão.

Cores solares: amarelo, laranja e azul vibrante
O verão pede energia, e a cartela global desta temporada é puro blockbuster: amarelo de pôr do sol, laranja saturado estilo poster de Barbie e azuis intensos que lembram o universo de Avatar. Essas cores aparecem em bolsas, vestidos curtos, camisas de seda e até nos acessórios esportivos que tomaram conta do street style. São tons que atravessam culturas porque carregam emoção pura: alegria, calor e otimismo.

Acessórios statement: óculos grandes e bolsas-escultura
Tanto em Nova York quanto em Tóquio, ninguém escapa do poder dos acessórios que parecem saídos de uma galeria de arte. Bolsas que lembram esculturas como se Gaudí tivesse decidido virar designer, e óculos de sol futuristas que poderiam muito bem estar no rosto de Cate Blanchett em qualquer filme de ficção científica. Eles são universais porque transformam o look básico em cena principal – e quem não quer ser protagonista?

O porquê do universal
Essas peças conquistaram o mundo porque carregam três segredos: versatilidade (funcionam em diferentes corpos e climas), narrativa (cada uma conta uma história, seja de rebeldia, sensualidade ou frescor) e reconhecimento imediato (são símbolos de estilo que se conectam tanto no tapete vermelho quanto no dia a dia).

No fim das contas, a moda primavera-verão 2025 é como o cinema: não importa a língua em que se fala, a gente entende a mensagem. E este ano a mensagem é clara: leveza, ousadia e autenticidade, com um toque de drama digno da sétima arte.

Celso Finkler
[email protected]

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