A queda é uma situação que se torna comum com o envelhecimento, mas não pode ser interpretada como normal. Há sempre um motivo que levou a pessoa a cair e este deve ser investigado e abordado para evitar novos episódios. As consequências de uma queda vão desde pequenas lesões até quadros mais graves, como as fraturas de fêmur, uma condição que pode gerar um comprometimento global do estado de saúde do idoso, além de uma grande demanda de cuidados e alta mortalidade.

                Nós, geriatras, consideramos esse dado tão importante que se um idoso apresenta mais de duas quedas em um ano, nomeamos um novo diagnóstico para esse paciente, o de Caidor Crônico. Torna-se então uma de nossas prioridades no seu acompanhamento médico, com uma busca ativa dos fatores que motivaram a queda, que se iniciam com investigação de fatores ambientais, passando por interações medicamentosas e finalizando com o diagnóstico de condições clínicas envolvidas.

                De maneira geral, para termos equilíbrio e caminharmos, nosso corpo deve ter sintonia entre órgãos do sentido (principalmente visão, audição e tato), nervos, cérebro, coração, articulações e músculos. Com o envelhecimento do nosso organismo, a interação entre esses órgãos e sistemas torna-se mais lenta e se houver um comprometimento de qualquer uma dessas etapas, há um fator de risco para a queda.

                Assim, um óculos mal adaptado, alteração de sensibilidade nos pés, medicações que provoquem tontura, algumas doenças neurológicas, dor nas articulações e até mesmo diminuição da força e massa muscular são, entre muitos outros, fatores de risco para que um idoso apresente uma queda.

                Um outro grupo de causas igualmente importantes que predispõe a uma queda são os fatores ambientais, que vão desde a segurança do ambiente em que o idoso transita até o tipo de calçado utilizado. A maior parte das quedas ocasionadas por um fator do ambiente ocorre dentro de casa, em locais que o idoso conhece e se sente confiante, como banheiro, sala e quarto. Um dos cenários mais comuns que encontramos na prática clínica é aquela pessoa que se levanta a noite para ir ao banheiro e sonolenta, em um ambiente sem luminosidade, coloca um calçado inadequado, escorrega em algum tapete pelo caminho e sofre a queda.

                O idoso que cai desencadeia um processo de medo de cair novamente e, esta insegurança que se instala ja é um fator de risco para um novo episódio. Muitas vezes, o próprio paciente e familiares acabam restringindo suas atividades para diminuir a chance de uma outra queda ou utilizando por conta própria dispositivos de marcha como bengalas e andadores. É importante lembrar que esses dispositivos têm uma indicação precisa de modelo, altura e material correto para cada paciente, sendo que seu uso sem indicação médica pode além de ocasionar lesões em articulações e dores, aumentar o risco de queda se não adaptados.

                Percebemos dessa forma, a complexidade e a interação de fatores intrínsecos ao paciente, além de outros, ambientais, que culminam em uma queda, que pode ser também o prenuncio de uma doença ou condição clínica ainda não diagnosticada. Logo, é um sinal de alarme para uma consulta com um geriatra, com o objetivo de tratar as causas médicas, programar ações para minimizar ao máximo esse risco e promover segurança no dia a dia.

Dra. Juliana Marília Berretta, geriatra membro da Sociedade Brasileira de Geriatra e Gerontologia e Afiliada da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo. CRM: 135463

 

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