Se você for visitar o 2° país mais populoso do mundo, prepare-se para viver uma experiência diferente de tudo aquilo que você viu ou viveu.
Por ter esta conotação exótica, está na lista de desejo de muita gente.
Num banco de ônibus onde cabem duas pessoas, provavelmente cinco irão coladinhos. Num trem noturno, onde uma pessoa deveria viajar deitada – viajam sete pessoas.
O trânsito, então, é uma loucura.
É tuk tuk, rickshaw, taxi, uber, bicicleta, moto, carro normal e pedestres que vivem num formigueiro de dar medo. Mas é um medo bom, tá?
Aliás, temos boas notícias: a Índia conhecida pela sujeira, dores de barriga e taxistas malandros está às vias de extinção. O “I” dos BRICS está se desenvolvendo a passos largos. Avanços da internet como aplicativos de táxi, reservas de hotéis e avaliações de restaurantes facilitaram muito a vida dos turistas.
Uma das civilizações mais antigas do mundo espera por você.

 

A Capital
Nova Deli é a capital da Índia – está situada ao norte do país – e é a segunda maior cidade do mundo atualmente (atrás somente de Tóquio) com aproximadamente 27 milhões de habitantes. Mas a estimativa é que Deli ultrapasse Tóquio até 2050, passando a ser a maior cidade do mundo. Os verões cravam 40 graus no termômetro.
O metrô de Deli é barato, prático, seguro e chega em literalmente todas as atrações turísticas! Ou pelo menos perto delas. Há vagões exclusivos para mulheres.
*Possui hospedagens com preços variados, que vão R$50 a R$800 a diária.

 

A religiosidade da Índia
As religiões predominantes na Índia são o Hinduísmo, com cerca de 80% da população, seguido pelo Islamismo, em torno de 15%, pelo Cristianismo com 3% da população, sendo que o Skhismo, o Budismo e o Jainismo completam essa estatística.

O Hinduísmo, que conta com aproximadamente 900 milhões de adeptos no país, trata-se de uma religião complexa de se entender, com milhões de deuses, cuja principal tríade é composta por Brahma, Vishnu e Shiva. Muitos outros deuses são apenas encarnações ou manifestações dessa tríade. Já o Islamismo espalhou-se na Índia através da invasão de imperadores árabes e, atualmente, conta com número expressivo de adeptos.
O Budismo, por sua vez, mesmo tendo sido originado aqui, atualmente não possui muitos praticantes, apesar dessa religião ser considerada uma das principais exportações da Índia para o mundo.

Legenda da foto: Templo dos Ratos de Karni Mata, onde mais de 25 mil ratos soltos dividem espaço (e comida!) com humanos.

Como chegar lá
Não existem voos diretos para a Índia saindo do Brasil e será necessário fazer ao menos uma conexão. Dá para chegar lá gastando uns 3.000 reais, voando com as companhias Ethiopian, Air China e Emirates.

Brasileiros precisam de visto para entrar na Índia, que pode ser obtido na representação consular mais próxima. Mas desde a implantação do Visto Eletrônico (e-Visa) o processo ficou bem mais simples e rápido.

O custo de emissão do e-Visa é de US$10 por até 30 dias durante os meses de abril a junho (baixa temporada) ou US$25 por até 30 dias durante os meses de julho a março (alta temporada). Também é possível emitir o visto com duração de um ano a US$ 40, ou US$ 80 por um visto de cinco anos. O visto eletrônico pode ser solicitado até 4 dias antes da data do início da viagem e fica pronto em até 48h.

 

 

Gastronomia
Acredite! Se bilhões de pessoas comem a comida indiana, você também pode comer sem medo de ser feliz. Temperos fortes, muita pimenta e sabor marcante despertam a curiosidade por um lado, mas, por outro, há quem afirme que exista falta de higiene no preparo dos pratos, causando piriris homéricos em quem experimenta. Será? Na verdade, os turistas chegam à Índia com a falta de costume de ingerir condimentos e pimentas em excesso e acabam passando mal. Considere educar seu organismo antes de viajar.

O que experimentar pelas ruas da Índia?

 

Samosa
Comida indiana muito famosa e deliciosa. Trata-se de pastéis fritos que podem ser recheados com lentilhas ou algum tipo de carne, sempre temperados com especiarias indianas.

Vada Pav
É um sanduíche vegano que possui ‘hambúrguer’ de batata em um pãozinho (o pav).

Vindaloo
Este prato representa um pouquinho do tempero português na comida indiana. Ele é feito com carne de porco e sua receita ainda contém cardamomo, pimenta, canela, gengibre, alho, pó de mostarda e vinagre. Esteja ciente de que este é prato picante, normal na comida indiana. O nome vem do prato português “carne de vinha-d’alhos”.

Lassi
É outra iguaria típica que você não pode deixar de provar. É um refresco feito com iogurte, água de rosas, gelo e a fruta que você quiser.

Onde bater perna na imensidão da Índia

Taj Mahal
Localizado em Agra, cidade que fica no norte da Índia, considerada poluída e suja, o Taj Mahal é o maior símbolo do país. Recentemente foi declarado uma das maravilhas do mundo moderno. A entrada do Taj Mahal custa 1000 rúpias (cerca de 50 reais). O monumento está aberto de 6 da manhã às 7 da noite, todos os dias, exceto na sexta-feira (fechado para orações). Dois dias antes e dois depois da lua cheia, o monumento é aberto para visita à luz da lua de 20h30 às 24h.

Legenda Taj Mahal:  É claro que uma viagem para o país não pode deixar o Taj de fora, afinal, é um cartão-postal que tem fama realmente merecida

Jaipur
Com cerca de 3 milhões de habitantes, Jaipur tem tudo de melhor que a Índia pode oferecer. E o que há de pior também: Ela é caótica, confusa, suja e lotada, mas também guarda fortes de marajás e encantadores de serpentes. É a Índia que você viu na TV.
Dá para chegar em Jaipur pela rota turística tradicional, depois de cinco horas dentro de um trem que parte de Nova Delhi. É a porta de entrada para o Rajastão.

Legenda Jaipur: Elefantes, encantadores de serpentes e palácios onde moram marajás. Com cerca de 3 milhões de habitantes, foi a primeira cidade planejada da Índia.

Box
Jaisalmer é um dos principais destinos turísticos do Rajastão. A cidade fica no deserto do Thar, que durante anos foi rota de comerciantes transportando mercadorias em camelos. Mais tarde, o mesmo deserto foi usado para testes nucleares. Hoje é por ali que acontecem os famosos safáris de camelo, com direito a passar uma (ou várias) noites no deserto.

Khajuraho e Kama Sutra
Khajuraho é uma pequena cidade indiana famosa internacionalmente por ser casa de templos religiosos com estátuas eróticas, os Kama Sutra Temples. Possui 10 mil habitantes. Com ótima infraestrutura turística e no caminho para Varanasi, é uma parada diferente para quem vai ficar mais tempo na Índia.

Legenda Kama Sutra: Detalhe para a mulher envergonhada, no centro do monumento

Como conhecer os Templos do Kama Sutra, em Khajuraho

  • Dois dias são suficientes para ver tudo que é preciso e ainda sobra um tempo para ficar de bobeira em algum restaurante da cidade.
  • Espere pagar em torno de 400 rúpias (R$ 14), para o quarto duplo simples. Bem simples. O gasto total gira em torno de de 1200 rúpias (R$ 42) por dia.
  • De Khajuraho é possível voltar para Délhi, pegar um trem até Agra (onde fica o Taj Mahal) ou então ir de ônibus até o Nepal. Outra alternativa, a que seguimos, é ir de Khajuraho até Varanasi. Para isso é preciso pegar um trem até Mahoba, que fica a 60 quilômetros de Khajuraho, e de lá pegar outro trem para Varanasi.

 


Coloque na rota de sua viagem
Varanasi, a cidade mais incrível da Índia
Consagrada à Shiva, principal deus Hindu, a cidade de Varanasi representa a destruição de tudo o que existe e a perspectiva de um novo começo. É ali que a maior parte dos indianos deseja morrer: às margens do rio Ganges.

Legenda da foto Veranasi: O destino de todos os turistas que chegam a Varanasi é a cidade velha, uma região formada por ruelas estreitas e labirínticas que se entrelaçam até chegar ao rio.

Curiosidade
Diz-se que em muitas partes do sagrado Rio Ganges não existe mais nenhuma molécula de oxigênio e, consequentemente, nenhum ser vivo. O rio é morto e, ainda assim, cheio de vida devido às celebrações religiosas que acontecem diariamente dentro e fora dele.

Você sabia?
Dentro da Índia, cada estado tem uma cultura totalmente diferente, assim como culinária e idioma; são 21 línguas reconhecidas pelo Estado indiano, mas há relatos sobre a existência de mais de 400 dialetos, alguns falados por pequenos grupos isolados.

O que você percebe na Índia
1) Tudo cheira a tempero, o ar, as roupas no varal. É um cheiro forte, seco, amadeirado e apimentado, mas que com o passar dos dias acostuma-se e deixa-se de sentir.  Além dos aromas culinários, há bastante fumaça no ar – originada de queimas, principalmente de excrementos de vacas.

2) As roupas são coloridas, decoradas e utilizam-se muitas pulseiras. A maioria das mulheres ainda usa o saree, um tecido de sete a nove metros, que é enrolado no corpo de diversas maneiras e, de acordo com a região, pode significar que a mulher é casada.

3) Tirar os sapatos é uma questão de respeito ao espaço, isso serve para templos e para as casas das pessoas.

4) Em muitas regiões da Índia, as pessoas não utilizam talheres para se alimentar, apenas as mãos.

5) Sabemos que a maioria das casas indianas ainda não tem banheiro e que muitos fazem suas necessidades em banheiros públicos ou nas ruas.

6) O povo indiano é bastante expressivo e eles balançam muito a cabeça.

 

Legenda da foto Haridwar: Em Haridwar, eram búfalos, bicicletas, riquixás, carroças, motos, carros, pedestres, todos competindo por um espaço e sem nenhuma regra específica.

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