Por Ester Jacopetti

Alok inspira coragem, virtude e determinação, mas nem tudo saiu como planejado. Aos 9 anos de idade, enfrentou uma depressão que reapareceu quando tinha apenas 12 . “As pessoas não acreditavam que uma criança de 12 anos poderia sofrer de depressão”, disse o DJ durante entrevista à revista TUDO. Mas essa experiência serviu para o transformar no homem que é hoje. Espiritualizado, ele percebeu seu propósito de vida e, hoje, se dedica não só a música, mas a ajudar pessoas através do seu Instituto, no qual investiu 27 milhões de reais, inicialmente. “O Instituto é tão importante e reforçou ainda mais a minha conexão com o divino”, afirmou. Considerado o 5º melhor DJ do mundo pela revista DJ Mag, Alok está em festa e vivendo um dos melhores momentos de sua vida, já que se tornou pai novamente, desta vez de uma menina, a pequena Raika. Em meio a paternidade, a luta contra a Covid-19, e a fé inabalável que aprendeu a ter – Alok era ateu – esse querido passa por aqui para contar como se tornou o personagem mais vendido no mundo dos games e como consegue passar a sua mensagem de amor e transformação para o mundo.

Recentemente você foi eleito o 5º melhor DJ do mundo ao lado de grandes nomes da música
eletrônica, como você recebeu essa notícia, aliás, era um projeto seu?

Quando eu fiquei sabendo que era o quinto foi muito louco e me trouxe uma grande responsabilidade; começamos com 128º, 44º, 25º, 19º, 13º, 11º e chegamos em 5º. É o reflexo do trabalho que tem sido feito, não só por mim, mas por toda a minha equipe. A música, a entrega e a disposição precisam estar em equilíbrio. O que eu acho muito legal disso tudo é poder representar o Brasil. Sempre que eu viajava em turnê pelo mundo, os contratantes deixavam a primeira noite de apresentação somente para brasileiros; na segunda já era mais mesclado. Primeira noite eu falava em português, na segunda falava as duas línguas e na terceira era só inglês. Era bem engraçado. O brasileiro está em todo lugar, eles me acolhem muito bem.

Revisitando um pouco o seu passado desde o início da sua carreira, se olhasse pra traz neste momento, o que o Alok de hoje falaria para o Alok que tocou a primeira música em uma turnê?

A primeira vez que eu toquei foi um desastre; eu tinha uns onze anos e toquei numa festa de família; mandei muito mal, errei tudo, saí correndo e fui pra casa. Falei que eu era o pior DJ do mundo e que nunca mais faria isso. Se eu tivesse que encontrar esse Alok hoje, eu diria: “Você é ruim mesmo, mas tenta melhorar” (risos).
Depois, fui tocar na primeira festa oficial com público mesmo e foi a melhor sensação que vivi até então, apesar de sentir muito medo; foi impressionante porque, naquele momento, quando eu levantei a mão e a música começou a tocar, as pessoas levantaram as mãos também, e eu pensei: “Caracas, como assim? Eu me conectei com elas”. Naquele momento, eu sabia que queria fazer aquilo para o resto da minha vida, mas também já pensei em desistir.
Viver de arte é muito difícil. Eu estava com 19 anos, via minha família e amigos passando por dificuldades e pensava: ainda tenho tempo para mudar o meu caminho, fazer faculdade.
Meu pai me incentivou a não parar. Cometi muitos erros porque eu me armava muito para ser aceito. Meu pai era DJ e as pessoas questionavam os meus valores, a minha essência e isso fez com que eu construísse uma armadura para ser aceito na sociedade.

Considerado um dos grandes DJs do mundo, o público sempre espera algo grandioso dos seus
shows, mas a gente sabe que após ter passado por tudo que você passou – covid, nascimento
da filha – não foi fácil continuar e retomar a rotina…

Foi tudo muito rápido; eu testei negativo para Covid numa quinta-feira e, na
segunda-feira, testei positivo. Naquele momento, eu já sabia que não dava mais para fazer a live que estava programada. Remarquei. Dois dias depois a minha filha nasceu prematura. As primeiras 72 horas foram muito intensas, eu não queria passar isso para as pessoas. Eu não estava conseguindo comemorar porque estava tudo muito difícil. Dois dias depois elas já estavam bem e prontas para sair do hospital. Neste processo de retomada, eu ficava ouvindo as músicas que eu tinha separado para a live; é impressionante como a música me faz bem, como ela cura o nosso emocional. Sei que muitas pessoas não estão bem, não só no contexto da doença, mas também em relação aos impactos sociais e econômicos que tivemos. Sei que eu posso contribuir de alguma forma através da música.

Durante esse período como você administrou o seu emocional?

Já presenciei alguns milagres na minha vida, o que me deixa mais firme na minha missão que é servir, por isso, o Instituto (criado por ele para combater desigualdades sociais) é tão importante e reforçou ainda mais a minha conexão com o divino.
Eu tive algumas depressões na minha vida; a primeira aos 9 anos de idade; depois com 12 anos. Eu lembro, que naquela época, as pessoas não acreditavam que uma criança de 12 anos poderia sofrer de depressão; achavam que era problema familiar e tal.
O tempo foi passando e chegou um momento da minha vida que eu estava com 24 anos, tinha dinheiro, bens materiais e tudo que a gente acredita que é ter sucesso na vida, porém, esse foi o momento mais depressivo para mim, quando eu realmente entrei dentro de um buraco, porque se esse era o sentido e o sucesso da vida, não tinha mais sentido algum.
Percebi um vazio existencial, um vazio dentro de mim; eu já tentava entender um pouco mais sobre filantropia, mas nada que mexesse muito comigo. Foi quando eu conheci um médium chamado Andrei Moreira que publicou vários livros espíritas e acabou trazendo um pouco dessa luz pra minha vida, com mais perspectiva.
Ele me salvou através das ações filantrópicas, da caridade; foi quando comecei a ingressar na África, Madagascar e Moçambique, e foi então que comecei a entender um pouco mais.
Foi através desta conexão que eu, inclusive, consegui me conectar com o divino. Eu era ateu, não acreditava em Deus. Mas quando uma senhora cega de dois olhos falou que estava orando pra Deus, eu a questionei sobre Deus tê-la abandonado. Na verdade, percebi que, eu tinha tudo e estava reclamando, e ela que estava naquela situação extrema, estava com muito mais fé do que eu. Percebi o quanto era miserável. Foi ali que eu comecei este trabalho e fui levando no meu dia a dia. Certa vez eu estava num show no Rio Grande do Sul e, quando acabamos, desliguei o som e aproveitei pra falar com a galera. Essa festa tinha 3 mil voluntários, então, eu também queria me voluntariar e doei o meu cachê.
É isso que me move de alguma forma, saber que tem muitas pessoas fazendo com que esse mundo seja um lugar melhor. Podemos transformar o mundo.

DJ Alok anunciou por meio de suas redes sociais, a criação de um instituto com finalidade de combater desigualdades sociais. O investimento inicial do artista, considerado um dos melhores DJs do planeta, é de R$ 27 milhões

Recentemente você fez uma parceria com o game Garena Free Fire para a criação do seu
Instituto Alok, dedicado a investimentos sociais, como foi o início desta parceria?

Comecei minha conexão com o universo game através do Free Five, um dos jogos mais baixados do planeta, e o mais acessível também.Eu me transformei num personagem. Quando me perguntaram que habilidade eu gostaria de ter, falei que gostaria de poder curar as pessoas.
Eles me colocaram dentro do jogo e isso terminou mudando drasticamente, inclusive na dinâmica do jogo; o personagem foi um dos mais vendidos porque todo mundo precisava de um personagem com uma qualidade dessa.
Este personagem não foi um best seller por causa do bigode ou porque sou eu, mas porque realmente a minha ideia ficou muito legal no jogo. Decidi abrir mão de todo lucro para que pudesse ser usado socialmente, e assim, outros parceiros foram chegando.
A ideia do Instituto começou com um capital inicial de 27 milhões, e foi exatamente por isso que eu liguei para o meu tio Bhaskar, que trabalhou 25 anos nesta área e ganhou muitos prêmios nacionais de direitos humanos e das crianças.
Ele foi para a Índia, virou guru, e depois voltou para o Brasil, fazendo meditações. Comentei que acabaria com a paz dele (risos), “Vamos voltar para a ativa, agora aplica a sua meditação comigo”, eu disse. Chamei para que ele fosse o diretor executivo e estamos juntos nesta caminhada.

Não quero voltar para aquele lugar que eu estava, que era de depressão, de angústia, de vazio existencial.

Comecei a ler muitos comentários que falavam: “Ah que cara legal, né? Vai ter várias isenções de impostos, lavagem de dinheiro”. Eu fiquei pensando: “Pô, qual a dificuldade das pessoas entenderem que às vezes eu só abri mão do meu lucro para ajudar”?
Eu entendo essas pessoas porque eu também já fui assim. Há 8 anos eu era uma pessoa que não acreditava em filantropia. Ainda bem que eu mudei, se eu fosse o mesmo Alok de 8 anos, alguma coisa estaria errada comigo.

Em 2020 você fez duas lives, duas apresentaçõesincríveis, diria que foi uma forma de celebrar a vida diante de tantos acontecimentos?

Sinceramente, eu não sei se foi uma live de celebração da vida. Muitas pessoas não estão em momento para celebrar, muitas delas estão sofrendo de ansiedade, estão deprimidas, outras até mais agressivas, e não podemos ser condutores desta energia, destes sentimentos negativos.
A bondade é uma forma de travar esses sentimentos. Uma vez curados, também conseguiremos ajudar o mundo a se curar emocionalmente.

Legenda da foto: Alok era ateu; hoje, é dono de uma fé inabalável.

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