Luis Ricardo de Souza Gandolfi, da Spina Saúde e ITC Vertebral, bateu um papo com a gente sobre a coluna vertebral, essa estrutura óssea que o consagrou como referência nacional no assunto
Como anda a saúde da sua coluna?
Sente dores? Desconforto para fazer as atividades do dia a dia?
Saiba, então, que você faz parte de um grupo composto por cerca de 27 milhões de adultos no Brasil que sofrem com doenças crônicas na coluna, o que corresponde a aproximadamente 18,5% da população adulta brasileira, segundo dados da Pesquisa Nacional da Saúde, realizada pelo IBGE e Ministério da Saúde.
Mas, o que eu posso fazer pra mudar isso?
A primeira resposta, sem dúvida é: procurar um profissional que realmente vá resolver o seu problema.
A REVISTA TUDO foi conhecer de perto o trabalho de Luis Ricardo de Souza Gandolfi, um profissional com mais de 10 mil pacientes diretamente tratados e que se tornou uma referência reconhecida no manejo de casos complexos, incluindo quadros com indicação cirúrgica. O especialista passou a exercer influência não apenas no atendimento clínico, mas também na formação de equipes, na educação em saúde e no desenvolvimento de serviços especializados na região.

Doutor, conte pra gente: como anda a saúde da coluna dos cotianos, apesar de atender pessoas de todo o Brasil? Quais os problemas mais comuns entre seus pacientes?
De forma geral, o que vemos em Cotia reflete o estilo de vida atual: muitas horas sentadas, excesso de telas, pouca atenção à postura e sedentarismo acabam cobrando um preço da coluna. Isso não é exclusivo da cidade, acontece em todo o Brasil. A diferença está em buscar ajuda no momento certo. A dor não deve ser mascarada com remédios — ela é um sinal de alerta de que algo não está funcionando bem.
A maioria desses quadros pode ser prevenida e tratada com sucesso. O aumento das academias é positivo, mas também temos visto muitas lesões causadas por treinos inadequados. Avaliar a coluna antes de iniciar o fortalecimento é fundamental. Corrigir desalinhamentos e alinhar fisioterapia e exercício faz toda a diferença.
O que mais preocupa hoje é que os problemas de coluna estão surgindo cada vez mais cedo. Já atendo pacientes muito jovens, inclusive adolescentes, com hérnia de disco e dores persistentes. A isso se soma o fator emocional: estresse, ansiedade e sobrecarga mental aumentam a tensão muscular e intensificam a dor.
A dor é real e não é só fraqueza. Corpo e mente estão profundamente conectados. Ignorar os sinais pode transformar algo tratável em um problema crônico. Por isso, cuidar da coluna é cuidar do corpo como um todo. Quanto mais cedo esse cuidado começa, maiores são as chances de preservar saúde, movimento e qualidade de vida.
“A dor não deve ser mascarada com remédios”
São mais de 10 mil pacientes atendidos nestas duas décadas de atuação clínica e experiência em manejo de casos complexos. Imaginamos que já tenha tido contato com os mais variados casos. Fale um pouco dessa trajetória.
Ao longo de mais de 22 anos de atuação clínica, com mais de 10 mil pacientes atendidos, a trajetória naturalmente se torna muito rica em aprendizados — tanto do ponto de vista técnico quanto humano. Cada paciente traz uma história diferente, um desafio único e, muitas vezes, expectativas moldadas por dor crônica, limitações funcionais e até frustrações com tratamentos anteriores.
Nesse período, tive contato com casos simples e extremamente complexos: desde dores posturais do dia a dia até hérnias volumosas, estenoses de canal, deformidades da coluna, falhas de cirurgias prévias e pacientes com múltiplas comorbidades. Essa diversidade de situações foi fundamental para amadurecer o raciocínio clínico e entender que não existe uma solução única para todos.

Um dos grandes aprendizados dessa trajetória foi a importância do manejo individualizado. Nem sempre o caso mais grave no exame de imagem é o que mais sofre, e nem toda dor intensa significa necessidade de cirurgia. Saber ouvir o paciente, correlacionar sintomas, exame físico (principal) e exames de imagem é algo que só o tempo e a experiência ensinam.
Outro ponto marcante foi acompanhar a evolução da medicina da coluna: novas técnicas minimamente invasivas, avanços em bloqueios, infiltrações, reabilitação e, principalmente, uma visão cada vez mais multidisciplinar do tratamento. Hoje, o foco não é apenas “tratar a coluna”, mas devolver função, autonomia e qualidade de vida.
Por fim, essa caminhada reforçou algo essencial: trabalhar com dor exige empatia. Muitos pacientes chegam fragilizados, com medo e insegurança. Fazer parte do processo de recuperação — seja aliviando a dor, evitando uma cirurgia desnecessária ou conduzindo um caso complexo com segurança — é o que dá sentido a essa trajetória e motiva a seguir evoluindo todos os dias.

“Nem sempre o caso mais grave no exame de imagem é o que mais sofre, e nem toda dor intensa significa necessidade de cirurgia”
Você sempre demonstrou inclinação para áreas de alta complexidade clínica. Destacou-se academicamente, participou de monitorias em massoterapia e anatomia e buscou, desde cedo, aprofundamento técnico em ortopedia, traumatologia e reabilitação musculoesquelética. Por que optou por esse caminho?
Desde o início da formação, sempre tive uma inquietação muito grande em entender o porquê das coisas, especialmente quando o assunto era dor e limitação funcional. A área musculoesquelética, em especial a ortopedia e a traumatologia, exige exatamente isso: raciocínio clínico apurado, domínio da anatomia e capacidade de integrar diferentes abordagens terapêuticas. Esse desafio intelectual sempre me motivou.
A anatomia deixou de ser apenas matéria e passou a ser uma ferramenta viva de trabalho. Entender cada estrutura, cada relação anatômica e como pequenas alterações podem gerar grandes impactos clínicos despertou em mim um interesse natural pelos casos mais complexos.
Além disso, percebi muito cedo que pacientes com dores crônicas ou quadros ortopédicos mais graves, muitas vezes, chegam sem respostas claras ou após tratamentos fragmentados. Isso despertou em mim o desejo de me aprofundar tecnicamente para oferecer soluções mais completas, baseadas em diagnóstico preciso, reabilitação baseada em evidência científica e acompanhamento contínuo.
A escolha pela alta complexidade também veio da compreensão de que ela exige uma visão ampla: não basta tratar o sintoma, é preciso entender o contexto biomecânico, emocional e funcional do paciente.
Em resumo, optei por esse caminho porque ele me desafia diariamente, me obriga a estudar constantemente e, principalmente, porque me permite fazer diferença real na vida de pessoas que, muitas vezes, já haviam perdido a esperança de melhora.
Um dos campos mais desafiadores da fisioterapia é o de tratar disfunções da coluna vertebral, que exige precisão técnica, raciocínio clínico avançado e atualização constante. Como você enxerga esse segmento de coluna no Brasil? Os avanços estão acontecendo?
O cuidado com a coluna no Brasil vem evoluindo, e isso é algo positivo de se observar. Hoje, há mais conhecimento, mais profissionais buscando especialização e uma compreensão maior de que muitas dores na coluna podem — e devem — ser tratadas de forma conservadora, com avaliação cuidadosa e fisioterapia baseada em evidência bem conduzida.
Ao mesmo tempo, ainda existem desafios importantes. O acesso ao tratamento especializado não é igual para todos, e muitos pacientes chegam tardiamente. Além disso, a grande maioria das clínicas ainda atende de forma coletiva e isso faz uma enorme diferença, afinal, não tem como um profissional dar atenção para 10, às vezes até 15 pacientes ao mesmo tempo. Falta, em muitos lugares, uma cultura de cuidado contínuo, que priorize o acompanhamento, a reabilitação e a prevenção.
Vejo esse momento como uma fase de transição. A fisioterapia de coluna está ganhando mais espaço, mais respeito e mais embasamento científico. Mas, o grande avanço, na minha visão, acontece quando conseguimos unir técnica e humanidade: ouvir o paciente, entender sua história, individualizar o tratamento e devolver não só movimento, mas confiança e qualidade de vida. É aí que o cuidado com a coluna realmente faz sentido.
“O acesso ao tratamento especializado não é igual para todos, e muitos pacientes chegam tardiamente”
Você se consolidou um líder nato, recebendo Moção de Reconhecimento do CREFITO, prêmios empresariais e institucionais concedidos por entidades regionais e convites para palestras em faculdades, eventos científicos e ações comunitárias. Fale um pouco da sua atuação na liderança.
Minha liderança inclui: supervisão e capacitação de equipes multidisciplinares, implementação de protocolos clínicos avançados, atuação em eventos acadêmicos, palestras e jornadas científicas e participação em projetos de prevenção, performance esportiva e educação em saúde.
Busco manter a minha equipe sempre atualizada e capacitada, isso faz parte da essência da nossa clínica. Além disso, contratamos e seguimos sempre treinando quem gosta de cuidar de pessoas. Lidamos com quadros clínicos complexos então, nosso atendimento deve ser ainda mais acolhedor.
E todo esse trabalho e reconhecimento o levou a abrir as portas da Spina Saúde_ITC Vertebral, uma referência em fisioterapia na região. Conte sobre a Clínica e o que as pessoas encontram nela?
Buscamos trazer o que há de melhor para a região pois entendemos que não faz sentido uma pessoa com dor, ter que buscar atendimento longe.
Investimos sempre em tecnologia para oferecer aos nossos pacientes o que há de melhor e mais moderno, sempre baseado no que é cientificamente comprovado e em uma equipe realmente especialista.
E você uniu diferentes frentes em um só lugar, certo?
Sim. Na Spina Saúde tratamos o corpo todo. Temos R.P.G, Quiropraxia, Fisioterapia Ortopédica, Terapia Manual, pre e Pós Operatório, Fisioterapia Esportiva, recovery, acupuntura, massagens, pilates e fortalecimento. Já no ITC Vertebral, oferecemos tratamento especializado da coluna vertebral, ajudando pacientes que sofrem de hérnia de disco lombar, hérnia de disco cervical, dor ciática, cervicalgia, lombalgia, fibromialgia, dentre outras.
Conhecemos o espaço e vemos o quanto você se preocupou em deixá-lo acolhedor.
Estamos localizados no Praticittà Granja Viana onde todos tem facil acesso. Conseguimos ajudar desde a retirada do paciente do veículo (muitos chegam realmente sem conseguir andar). Priorizamos o bem-estar desde o momento da chegada para que a experiência seja prazerosa de forma completa. Cada núcleo de atendimento tem sua sala separada para que todos possam ficar à vontade.

Perfil empreendedor e impacto regional
Empresário desde 2010, Luis Ricardo construiu e expandiu clínicas especializadas que se tornaram referência regional. Seu modelo de atuação alia:
Atendimento clínico de alta qualidade.
Gestão profissional de serviços de saúde.
Compromisso com responsabilidade social e acesso à saúde.
Esse posicionamento contribuiu para o fortalecimento do ecossistema de saúde local, geração de empregos e elevação do padrão técnico do atendimento oferecido na região
Quer saber mais sobre o Spina Saúde e sobre o trabalho do Luis Ricardo na região?
spinasaude.com.br / (11) 95885-1081


