Renato Góes e Thaila Ayala

Amor que não se mede

 

Por Ester Jacopetti

 

Renato Góes é um pernambucano arretado que conquista a gente a cada personagem. Coisa linda de ver.

O Rio de Janeiro lhe adotou com tanto amor que ele retribui em doses cavalares de talento.

Apesar dos 32 aninhos, foi aos 4 anos que começaram suas aparições na televisão, em comerciais e pequenas participações em campanhas publicitárias.

Os primeiros passos como ator foi em Recife, porém, foi em 2005 que ele saltou da vida comum ao posto de global e que as portas do estrelato começaram a abrir. Em 2006 participou timidamente de um episódio da Novela Pé na Jaca e, em 2017, protagonizou a série Os Dias Eram Assim, onde viveu o personagem Renato Reis, um médico que lutou contra a ditadura militar, representou milhares de brasileiros e foi premiado pela atuação.

Neste mesmo ano, seu caminho cruzou com o de Thaila Ayala, modelo e atriz paulista, do interior de São Paulo, de 33 anos.

Foi em 2007 que ela agraciou, pela primeira vez, os brasileiros com seu desempenho, na novela teen Malhação. E daí por diante, se a agenda já era uma loucura, ficou ainda pior. É que Thaila migrou para o cinema e consolidou sua carreira de atriz galgando uma trajetória sólida e merecedora.

Hoje, ao lado de Renato Góes e prestes a colocar um vestido de noiva e dizer sim ao amado, ela se divide entre a carreira, o amor aos bichos e o sonho de ser mãe!
Ah, e o sonho de subir ao altar com uma cerimônia formal, com a presença da família e amigos.

E assim, a Helô, da Série Coisa Mais Linda, e o Jammil, de Órfãos da Terra, interpretados pelo casalzão Thaila e Renato, partilham com a equipe da TUdo esse momento único na vida pessoal e profissional do casal.

Acompanhe essa entrevista repleta de novidades e de romantismo.

O amor está no ar.

O amor está na TUdo.

RENATO GÓES

Durante a virada do ano, você fez um pedido de casamento à atriz Thaila Ayala, e todo mundo vibrou com a felicidade de vocês. Apesar da data estar marcada, vocês já demonstraram interesse em aumentar a família. Quando esse desejo começou?

 Quando eu estava com 30 anos comecei a ter muita vontade de ser pai, mas era uma ideia um pouco distante. Quando conheci a Thaila, já conversávamos sobre esse assunto. Os dois tinham muita vontade e isso só cresceu. Por mim nós já teríamos, mas ela quer oficializar a união primeiro e eu acho bacana nos casarmos na igreja. Queremos fazer uma cerimônia formal e quero muito que a minha avó esteja presente. Se Deus quiser será perto da minha família em Recife e pretendemos casar ainda esse ano.

Nas novelas, você já viveu personagens apaixonados que enfrentam tudo e todos para viver um grande amor. Você acredita que um amor possa ser resistente ao tempo?

 Eu realmente acredito. Sou desses que, quando me proponho a estar ao lado de uma pessoa, é para viver uma história de amor. Acredito que, se escolhi começar, é porque a  pessoa possa ser para a vida toda. Na minha família tive exemplos de pessoas que viveram no mínimo 10 anos juntos e, a maioria, permanece junta. Sou romântico à moda antiga e acredito que amor é parceria e concessão.

Como é ter alcançado um lugar de visibilidade após anos dedicados ao trabalho e, hoje, finalmente colher os frutos?

Eu sou bastante reservado e você pode ver até pelas minhas redes sociais. Eu não exploro muito o lado do Renato como pessoa, porque acho mais justo explorar o personagem que eu estiver fazendo. Se todo mundo me conhecer muito como pessoa, quando eu quiser usar a mim mesmo como inspiração, não vai funcionar. Claro que eu não fecho os olhos para o que está acontecendo, estou fazendo um personagem que é sucesso. Trabalho tanto que, se tem alguém que me para e fala bem do trabalho, aquilo me revigora e me dá forças para continuar. É uma entrega grande.

Órfãos da Terra mostra uma clássica história de amor em que dois jovens fazem de tudo para ficar juntos, mas também tem a questão da luta pela sobrevivência de um povo que enfrenta a guerra na Síria. Do ponto de vista humano, o que mais te impactou?

 O que mais me fascinou nessa história foram as diferentes interpretações de um mesmo texto. A forma como cada ramificação interpreta o alcorão. Por exemplo, na Bíblia nós temos passagens fortes de Jesus e cada um interpreta de um jeito. Existe um trecho que diz: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” Mateus 10:34. O catolicismo entende como uma força para lutar contra os outros, mas no sentido de combater o mal e levar para um novo caminho. Mas poderia ser interpretado de várias maneiras, como por exemplo um grupo extremista.

Além desse fascínio pela história, você precisou aprender algumas palavras regionais para desenvolver a personalidade do Jamil. Como foi a sua dedicação para conhecer esse dialeto pouco conhecido no Brasil?

Nós falamos muitas palavras em árabe e a ideia é falar bem. Cada ator segue o seu caminho para falar sem errar as palavras, para dar identidade a elas. Eu, por exemplo, uso a boca um pouco mais fechada, dou a minha identidade. Antes de iniciarmos a pré-produção eu já estava há uns três meses estudando a cultura, a religião e a língua que, para mim, é um ponto de conexão com esse povo e com a história. Com a produção foram mais três meses de preparação, ou seja, seis meses estudando. Eles têm muito respeito pela língua e, minimamente, eu também preciso ter para interpretá-lo.

“Órfãos da Terra” é uma novela que te traz um novo olhar sobre a vida, especialmente por conhecer a história desse povo. Em algum momento você entrou em contato com os refugiados que vivem no Brasil?

Eu acompanho intelectualmente porque faço um curso de história e, volta e meia,  abordarmos o assunto. Mas o contato em si, especificamente com a cultura, religião e as pessoas, só tive quando fiquei sabendo do projeto. Estive presente em alguns centros de refugiados em São Paulo, numa preparação guiada pela produção; convivi com profissionais que fazem parte da obra e estão nos passando suas experiências. A novela não fala só dos sírios e libaneses, mas das nações que necessitam de ajuda. Nós passaremos informações sobre a cultura e a necessidade desses povos. É valorizar situações e o chão que você pisa. É entender o lado dessas pessoas que saem não como fugitivos, mas como vítimas, pessoas que escolhem entrar num barco que não sabem se vão chegar do outro lado. O Líbano foi um país que chegou a receber um milhão de refugiados. Eles já abraçaram, mas agora precisam ser abraçados.

THAILA AYALA

As pessoas têm acompanhado o seu relacionamento com o Renato através das redes sociais, e o pedido de casamento dele foi incrível. Onde vocês pretendem fazer a cerimônia e como será o seu vestido de noiva?

Provavelmente vamos nos casar ainda este ano, inclusive já comecei a dar uma olhada nos vestidos de noiva sim, mas estou pensando em ser uma noiva tradicional.

Ele gosta de fazer algumas declarações de amor pra você e, recentemente, comentou sobre vocês terem filhos.

Eu quero ser mãe; é novidade para mim também porque eu pensava em adotar, não queria gerar, mas tive amigas e irmãs que tiveram – uma delas teve uma gravidez tão incrível que já despertou algo diferente em mim. Eu quero ser mãe e ele é louco para ser pai, então, é óbvio que falamos sobre esse assunto, mas estamos cientes de que não será agora.

Você já participou de várias frentes em defesa dos animais e também procura usar suas redes sociais para manter os alertas e a conscientização do respeito e o amor pelos bichos. Quais são as outras formas que você procura ajudar?

Varia muito mas, por exemplo, com a ONG “Ampara Animal” – já estou com eles há uns dez anos mais ou menos – sempre participei do calendário beneficente, desde a criação de uma campanha juntos, de como conseguir um patrocinador para um evento de arrecadação, ou, até mesmo, apresentando um leilão. É superbacana poder usar a imagem e o nome para algo bom no qual eu acredito.

Atualmente, eu tenho dois bichinhos de estimação, são dois gatinhos adotados e, na verdade, foi um presente. Eu estava querendo um animalzinho porque o meu cachorro faleceu e o Renato adotou e meu deu de surpresa. Eles ficam no Rio de Janeiro, mas quando eu não estou o Renato cuida, quando não dá tempo de ele cuidar, sempre tem alguém para ficar com eles.

Você tem dividido sua vida entre o Brasil e os Estados Unidos e, mesmo assim, conseguiu se dedicar a filmes e séries; em que momento decidiu morar fora do país e como tem sido essa experiência?

Quando eu saí do Brasil – a ideia inicial era passar três meses – eu não pensava em morar; eu paguei uma escolinha de inglês porque eu não falava nada e, de três meses passou a ser um ano; fui para outra escola e fui ficando. Eu vou muito a Nova York porque sempre tive muitos amigos lá. Quando percebi que o meu inglês estava bom procurei um agente, encontrei um que eu amei e fiz o meu primeiro teste que foi para o filme do “Pica-Pau Amarelo” (2017) e, alguns meses depois, “The Pretender”, que ainda não estreou. É uma experiência incrível, principalmente quando você está longe de sua terra, dos seus amigos, da sua raiz; você sai da sua zona de conforto e traz uma transformação em você; foi muito positivo em todos os sentidos. Eu também consegui me dedicar à série da Netflix “Coisa Mais Linda” e eu já tinha a dimensão da importância dessa série nos dias de hoje, falando sobre a mulher, empoderamento, machismo, feminismo. A minha personagem sofre muitos preconceitos como todas as mulheres daquela época. Ela entra numa empresa onde a maioria é homem. Essa série traz mulheres feministas e que exploram a bossa nova, essa geração que traz essa força.

Você comentou sobre sua personagem na série “Coisa Mais Linda” e, nos últimos anos, o país se revelou conservador e as pessoas se sentem à vontade para expressar seus preconceitos e homofobias.

Eu me surpreendi bastante, não tinha essa ideia do nosso país, talvez pelo fato de eu ter vivido em bolhas, e por mais que eu venha de uma cultura e um lugar diferente, do interior, de um lugar conservador, ainda assim eu não tinha noção que a maioria do nosso Brasil, – claro que existem as exceções e somos elas – fosse tão conversadora e que tivesse essa mentalidade. Nós temos que avançar no tema e sair desse lugar porque já deu. Precisamos evoluir! 

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