Bem estar pode ser considerado, muitas vezes, um conceito subjetivo. Enquanto uns buscam o esporte, a adrenalina, outros buscam a meditação, a ioga, o autoconhecimento. No fundo, se invertermos a ordem das palavras, encontraremos a chave e o caminho desta busca cada vez mais frenética. Bem estar nada mais é do que estar bem!

A equipe da Revista TUdo conversou com dois terapeutas, de diferentes áreas, que mostram duas abordagens para alcançar, ou pelo menos iniciar o caminho do sentir-se bem e em paz consigo mesmo.

Tanto a constelação familiar, quanto o iChing, em sua essência, têm aspectos em comum para aqueles que buscam a evolução, o autoconhecimento e o tão sonhado bem estar pleno. Ambos mostram que as respostas estão bem aí, dentro do você. Basta olhar com atenção para si mesmo e para tudo que o rodeia. As respostas você já sabe, basta elaborar, ordenar, aceitar e então ter a coragem de dizê-las em voz alta!

 Constelação Familiar Sistêmica e a Mulher!

A Constelação Familiar Sistêmica segundo o psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, seu criador, é uma ferramenta ou caminho para o alcance de um melhor nível de consciência de uma situação problemática. A nova lente de percepção nos possibilita a enxergar faces do problema que antes não eram percebidas e possivelmente estão nos atrapalhando, adoecendo, nos impedindo de ter êxito ou equilíbrio.

O termo “Constelação Familiar Sistêmica” é usado no Brasil e se inspira na tradução da palavra alemã Stellung, que situa uma pessoa em um lugar, neste caso, na própria família.

Constelação Familiar Sistêmica é resultado das experiências de vida  de Hellinger enquanto seminarista, teólogo, filósofo, psicanalista, entre outros. Enquanto missionário católico na África do Sul, conheceu os xamãs. Através dessa tradição, abordagens do psicodrama, estudos dos campos morfológicos, DNA energético, física quântica e espiritualidade desvelou a ligação fundamental que temos com nossa ancestralidade. Somos resultado de aspectos, dramas, comportamentos, crenças e sabedoria de todos que vieram antes de nós na nossa família, da nossa cultura e país.

Essa comunicação é no sentido de que além de características físicas, propensão a determinadas doenças, carregamos conosco as experiências e vivências que nossos ancestrais tiveram, independente de tê-los conhecido ou não, independente de termos a consciência disso ou não.

Desse modo, nós mulheres temos uma ligação com todas as ancestrais femininas da nossa linhagem, da nossa família. 50% somos compostas por nossa mãe, 50% são do nosso pai.

Dos 50% da mãe somos também um pouco das nossas avós, um pouco das bisavós, tataravós e assim por diante. Às vezes temos um comportamento ou jeito de alguém da nossa família que nem conhecemos. Um exemplo disso é quando alguém observa: “Nossa você tem o jeito da sua avó!” Quando, nesse exemplo, você nem conheceu sua avó. Esse é um tipo de comunicação: no campo morfológico existe uma comunicação entre todos, vivos atualmente ou não.

Podemos então dizer que pertencemos a esse campo morfogenético. Do mesmo modo que recebemos influência, influenciamos todos que pertencem ao campo. No aspecto hierárquico cada um tem seu lugar. Os que vieram primeiro até os que estão hoje. Tocando na nossa ancestralidade feminina, por conta de todas as que vieram antes é que existimos nessa atual experiência de vida. Ao dizer TODAS me refiro a 100% delas: as aceitas e as não aceitas, as reconhecidas e as não reconhecidas. No campo todas são incluídas e cada uma tem nossa gratidão por existirmos. Quando, por algum motivo, alguém não é incluído, há uma desordem nos lugares hierárquicos. Isso pode ser a razão de conflitos atuais, doenças físicas ou psíquicas, problemas nos relacionamentos, por exemplo.

Assim, nos comunicamos, interferimos e recebemos interferência de todas as mulheres que fazem parte do nosso campo, por assim dizer, da nossa “família”.

Hellinger diz que mais de 50% das causas dos conflitos estão no campo morfogenético e que a Constelação Familiar Sistêmica nos ajuda a encontrar os caminhos para a resolução dos conflitos que muitas vezes se encontram distantes ou mais próximos do que imaginamos.

Assim, a Constelação Familiar traduz uma experiência única, individual. Cada uma de nós  que passa por uma, seja sozinha ou em grupo, se depara com as percepções necessárias para naquele momento resolver os impedimentos. Como estamos em constante comunicação com o campo morfogenético, todos aqueles que pertencem a esse campo poderão receber os benefícios, mesmo sem a consciência disso, tanto os homens quanto as mulheres.

Na construção de quem somos enquanto mulher, encontrar e reconhecer nossa ancestralidade feminina pode dar a luz a comportamentos que temos, dramas, crenças, pactos, tabus e até doenças físicas herdadas das nossas ancestrais e que não nos são necessárias, nem tem a ver com o tipo de mulher que somos verdadeiramente. Cuidar amorosamente dessa área nos leva a um caminho magnifico de volta a nós mesmas, desse modo  poderemos olhar melhor para nosso feminino e cuidarmos de nós mesmas  amorosamente.

Integrar em nós nossa ancestralidade ativa o recebimento da herança da sabedoria de todas as mulheres da nossa família para daí sim olharmos nosso corpo físico e integrarmos nosso trabalho corporal com o feminino caracterizado pela nossa pelve, berço da perpetuação da nossa espécie, sagrado na própria sexualidade.

Habita aí a força da mulher, que cuida de si, da sua saúde e do seu prazer. Nosso corpo físico, em especial, no campo da pelve que acolhe tanto a saúde quanto o prazer, tem a oportunidade agora de ser visto verdadeiramente, observado, sentido e treinado.

Helllinger fala da importância das mulheres serem cuidadas por mulheres, da importância das mulheres seguirem juntas.

Está feito o convite: Juntas seguimos melhor!

Eliana Tessitore: fisioterapeuta, Mestre em Enfermagem Psiquiatrica  (EEUSP|HC|IPq), fisioterapeuta pélvica, RPG, MTC, Terapeuta Floral, Aromaterapeuta, Sons Curativos, prof. Meditacao e Dança Egípcia.

O I Ching pode transformar a Vida

Muitas vezes, diante dos acontecimentos e circunstâncias da vida, nos sentimos perplexos, hesitantes, frágeis. É preciso agir, tomar decisões e, ao mesmo tempo, frente a essas imposições e à solidão que as acompanha, compreender que pouco sabemos sobre o mistério de sermos humanos caminhando entre o céu e a terra.

Quem somos nós? O que somos nós? Tecemos nosso destino, ou por ele somos arrastados? Dor e alegria, sofrimento e felicidade, noite e dia, fracasso e realização, morte e vida são pares de forças contrárias e excludentes? Será a existência um embate sem fim entre uma e outra, uma débil tentativa de aniquilar uma e endeusar a outra? O I Ching nos ensina que não. Antes, são forças opostas que se completam e se reconciliam, formando uma unidade como as costas e palma de uma mesma mão ou inspiração e expiração que, juntas, formam a respiração dando suporte e sustentação à vida.

Conhecido como o Livro das Mutações, o I Ching é um texto com cerca de quatro mil anos de existência. De origem chinesa, vem sendo consultado como oráculo e fonte de sabedoria, inspiração e serenidade interior por homens e mulheres, ilustres e anônimos, ao redor do planeta.

Confúcio (a quem se atribui partes do livro) e Lao Tsé, duas figuras centrais na tradição espiritual e filosófica chinesa, Dalai Lama, C. G. Jung e o escritor prêmio Nobel Hermann Hesse foram alguns dos que procuraram, fascinados, abrir seus corações e mentes às lições e ensinamentos práticos contidos nas metáforas e símbolos do I Ching. Usando sempre as leis da Natureza como referência, o livro parte de oito símbolos básicos – céu, terra, fogo, água, trovão, montanha, lago e madeira (ou vento) para incutir e exaltar naquele que o consulta, o conhecimento de si mesmo, a reflexão lúcida e inteligente e o seu relacionamento com o mundo.

“E ficava horas inteiras, debaixo da centenária pereira, o I Ching ao meu lado, e praticava sua técnica. Surgiam todas as espécies de resultados notáveis e indiscutíveis, relações cheias de sentido com os meus próprios pensamentos e sentimentos…”, escreveu Jung em suas memórias. Ou então, de forma mais sucinta e direta, definiu Hermann Hesse: “O I Ching pode transformar a Vida”.*

O Livro das Mutações é exigente com quem o consulta e lembra que metade da resposta está contida na pergunta. Daí a importância na elaboração da mesma. A pergunta deve surgir não a partir de vaidades ou interesses mais imediatos e egoístas, mas sim, se possível, de uma região mais essencial e verdadeira em nós.

Na realidade somos nós mesmos, em nossa profundidade, que damos as respostas. O I Ching e o consultor, ao interpretar o texto, apenas nos ajudam a encontrar a verdade, submersa em nosso coração. Assim como as estrelas, o I Ching não é a meta, mas a direção.

  • Fernando Vianna é instrutor de meditação e consultor de I Ching
  • ferseth@gmail.com
  •  *Citações extraídas do livro I Ching – O Livro das Mutações
  •  Autor- James Legge   Hemus – Livraria Editora LTDA

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