O mundo é nosso.

Por Ester Jacopetti

Apesar de todo o estilo CDF de ser, Pedro Andrade, ariano nascido há 39 anos no Rio de Janeiro, antes de colocar a mochila nas costas e rodar por esse mundão afora, já usou seu rostinho bonito como modelo e já namorou o ex-integrante gatíssimo da banda N’Sync, Lance Bass.
Mas não foi nada disso que o levou a conquistar altos patamares do jornalismo.
Pedro é descolado, inteligente e mostrou que nasceu para conhecer histórias e pessoas … e dividir toda essa experiência com a gente.
Ele já viveu experiências memoráveis viajando pelo mundo, mas ao contrário do que se pensa, nem todas foram perfeitas; pelo contrário, com seu programa de destaque no canal GNT “Pedro Pelo Mundo”, o jornalista do Manhattan Connection (programa transmitido no Brasil pela Globosat), Pedro Andrade contou com exclusividade os perrengues, mas também as lições humanitárias que viveu de perto. “Depois que visitei os três mil templos de Bagan, os campos de arroz do Vietnã, e o deserto de Omã, notei que tudo aquilo, de certa forma, me marcou, mas, o que ficou guardado foram lições que as pessoas trocaram comigo. A generosidade de uma pessoa que foi vítima de genocídio, o líder da comunidade LGBT em Moscou que foi espancado, a mulher muçulmana cujo filho virou terrorista ou, ainda, uma mulher que encarou um soldado americano que estava numa base militar em Oquinaua”, relatou ele emocionado, explicando que a principal mensagem de seu programa é que todos nós somos muito parecidos. “O que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa. Seja lá qual for o assunto, essa é a mensagem que o programa quer passar”, finalizou. Com uma carreira bem-sucedida dentro e fora do Brasil, Pedro conquistou seu lugar, mas como ele mesmo diz, foi necessário mostrar conteúdo. “Começamos a trabalhar, mas eu tinha apenas uma condição para entrar no Manhattan. Eu falei que não queria ser o café com leite da bancada. Nessa altura do campeonato, já estou no programa cerca de sete, oito anos; já existe respeito, admiração mútua, não há nenhum tipo de barreira, de você falar disso ou daquilo”, conta Pedro.
Ah gente, aceitem nosso convite e embarquem com o Pedro nessa matéria de-li-ci-o-sa… pelo mundo.
O que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa
O jornalismo mudou. Não tem mais aquela coisa professoral. teleprompter de ‘boa noite, estamos aqui’, não existe mais.

Nos dias de hoje, a tecnologia tornou-se essencial. Você, por ser uma pessoa que viaja bastante, como utiliza os benefícios dela na sua vida?
Vou ser muito sincero com vocês. Como jornalista trabalhando no Globo News – comecei nos Estados Unidos em rede nacional americana – aos poucos fui percebendo que não era mais uma questão de escolha. A tecnologia não é algo que nasceu no meu DNA ou natural para mim. Quando eu era criança, não passava horas jogando vídeo game, mas comecei a embarcar a partir da chegada da internet. Nós temos uma enxurrada de informações, 24 horas por dia. Então, ou eu embarcava, aprendia e me adaptava ao mundo de hoje ou eu ficaria para traz. Cada vez mais cresce a minha motivação para detalhes, facetas e aspectos da tecnologia que talvez eu não tivesse interesse ou coragem de mergulhar neles. Hoje em dia eu tenho esse interesse. Os utilitários se tornaram ‘user-friendly’, um termo muito usado nos Estados Unidos. É fácil para os usuários e os benefícios que eu tenho hoje em dia são incontestáveis.

Mas em algum momento, o fato de ser uma pessoa pública, em relação as redes socais, você toma um certo cuidado nas postagens, ou faz o que tem vontade?
Enquanto muitas pessoas reclamam da exposição das redes sociais, no meu caso, pelo menos, vejo como uma plataforma de troca. Eu nunca fui muito chegado a ideia de que o famoso, ou a pessoa que faz televisão, ou a celebridade são intocáveis. Sempre achei isso muito estranho. As redes sociais humanizam as pessoas. Com o “Pedro Pelo Mundo”, que graças a Deus é recorde de audiência no GNT, o facebook live é o que mais tem acesso hoje em dia no canal. Eu acho que isso tem muito a ver com essa minha abertura, com a minha linguagem acessível que mostra que eu sou igual a você. Se não fosse até as redes sociais, eu não teria esse contato, essa troca que é mútua. Eu amo música, e as pessoas me mandam músicas via twitter, spotify. Essa linguagem tem quer ser muito igual. O jornalismo mudou. Não tem mais aquela coisa professoral. teleprompter de ‘boa noite, estamos aqui’, não existe mais. A forma com que eu me comunico no twitter é a mesma que eu transmito no “Pedro Pelo Mundo”, falando sobre seja lá o que for, ou falando sobre política externa na Faixa de Gaza no “Manhattan Connection”, ou entrevistando o Justin Bieber nos Estados Unidos. As redes sociais nivelaram um pouco essa linguagem.

Você comentou sobre a possibilidade de falar sobre diversos assuntos sem nenhum tipo de preconceito, desde uma entrevista com Justin Bieber a assuntos mais sérios como política, por exemplo. Você faz isso muito bem, sabendo dosar os dois e manter a credibilidade do profissional. Mas em algum momento já sofreu preconceito?
Obrigado! Eu fico lisonjeado. Quando me chamaram para fazer parte do Manhattan, muitas pessoas acharam que eu comecei em rede nacional brasileira, mas isso não é verdade. Eu já trabalhava fora; eles me chamaram, me entrevistaram, deu tudo certo e disseram que se eu quisesse teria uma cadeira cativa. Começamos a trabalhar, mas eu tinha apenas uma condição para entrar no Manhattan: eu falei que não queria ser o café com leite da bancada. Para isso, eu tinha que ter argumentos, conteúdos para poder falar sobre qualquer assunto. Nessa altura do campeonato, eu já estou no programa cerca de sete, oito anos; já existe respeito, admiração mútua, não há nenhum tipo de barreira, de você falar disso ou daquilo. Eu acho que todo mundo tem que estar preparado para falar sobre qualquer assunto. O debate faz isso, ele te prepara para o que der e vier. Eu apresentei um programa matinal para a ABC, nos Estados Unidos (The Morning Show) e eram três horas diárias ao vivo, das sete as dez da manhã, e eu tinha que acordar às três da madrugada. Isso também tonifica o seu músculo jornalístico para poder falar do que for necessário.

Você acredita que o programa americano “Good Morning America” funcionaria no Brasil, por exemplo?
Eu acho que é uma coisa cultural. Nem tudo que é fenômeno no Brasil, será em outros lugares. E existem fenômenos globais, como por exemplo os reality shows, que fazem parte de um formato que funciona no mundo inteiro. Eu não sei se “Good Morning America” necessariamente funcionaria aqui, mas é um programa que tem um público muito específico e, geralmente, é aquela pessoa que pela manhã está em casa. Então, não é para estudante, porque normalmente eles estão na escola e você tem que levar isso em consideração também, ou seja, quem é o foco, quem é o público.

Recentemente você viajou para a Rússia.
Qual foi a experiência que você teve em relação a essa país?
Eu fui cheio de preconcepções e pré-conceitos, do tipo: ‘ah, é um lugar sem liberdade de imprensa, com censura, com grandes diferenças de gênero. Levando em consideração esses defeitos, me apaixonei por outros aspectos da Rússia. “Pedro Pelo Mundo” é um programa muito esclarecedor e eu fiquei encantado pela gastronomia, pela arquitetura, por uma série de coisas da Rússia. Adoraria voltar novamente, mas também sei dos problemas que o país enfrenta.

Em que momento você achou interessante a proposta do GNT em apresentar um programa de viagem, mas que fosse além de conhecer lugares?
O canal já queria fazer um programa comigo há um tempo, e eu sempre sonhei em fazer algo sobre pessoas, sobre realidades de lugares passando por situações irreversíveis. Quando eu sentei em frente a equipe do GNT, as pessoas tinham algumas ideias e eu falei que não tinha interesse em fazer o que estava sendo proposto. Aprecio e respeito as ideias, mas eu queria fazer de forma diferente. No início houve uma certa resistência, e eu não gosto de carimbar ou titular o programa “Pedro Pelo Mundo”, como um programa de viagem.  Eu sou um contador de histórias e vou onde elas estão. Então, se me levar a Miami, será ótimo, mas se me levar para Oquinaua, será maravilhoso também. Eu apresentei a minha ideia e deu certo.

Falando um pouco sobre a sua experiência como viajante, o que mais te impressionou em relação aos direitos humanos?
É difícil. As pessoas me perguntam muito sobre o que foi mais inesquecível. Depois que visitei os três mil templos de Bagan, os campos de arroz do Vietnã, e o deserto de Omã, notei que tudo aquilo, de certa forma, me marcou, mas, o que ficou guardado foram lições que as pessoas trocaram comigo. A generosidade de uma pessoa que foi vítima de genocídio, o líder da comunidade LGBT em Moscou que foi espancado, a mulher muçulmana cujo filho virou terrorista ou, ainda, uma mulher que encarou um soldado americano que estava numa base militar em Oquinaua. Eu acho que se há uma mensagem que “Pedro Pelo Mundo” quer passar é: “Nós somos muito mais parecidos do que imaginamos. O que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa”. Seja lá qual for o assunto, essa é a mensagem que o programa quer passar.

Mesmo com todos esses relatos, conhecer o mundo a partir desse olhar é gratificante, mas, de alguma forma, a sua profissão é invejável e muitos gostariam de ter…
É por aí mesmo. É a melhor profissão do mundo, mas é muito diferente dos que as pessoas pensam que é. Porque elas não levam em consideração o fuso horário, a mala que se perde no aeroporto, muita coisa que pode sair errado e muito rápido. Nós somos uma equipe muito pequena, não temos segurança, então, tudo pode dar errado. Eu já passei por vários perrengues como intoxicação alimentar; mas, hoje em dia, a gente incorpora. Numa das viagens eu caí na Tanzânia e tirei 47 espinhos de ouriço do meu pé. Quer dizer, essas coisas acontecem, faz parte, mas para ter os louros, tem que passar por esses perrengues.

Curiosidades sobre o Pedro
– Aos 17 anos, durante um programa de intercâmbio nos Estados Unidos, pegou um trem e conheceu Nova York pela primeira vez.
– Nunca obteve o diploma de jornalista, da profissão que hoje exerce. Sua graduação foi interrompida pelo convite que mudou sua vida: para se tornar modelo.
– O primeiro trabalho, um editorial para a revista de moda Visionaire, deu visibilidade, e os convites internacionais começaram a aparecer. Pedro trabalhou em Bangcoc, Atenas, Londres e Paris.
– Quando as torres gêmeas caíram, nos atentados de 11 de setembro de 2001, Pedro trabalhou como voluntário.

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