Águas cristalinas e potáveis, dunas alaranjadas, chapadões, rios e cerrado abundante; tudo isso dentro de 34 mil km² divididos em quatro municípios: Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. Por mais famoso que seja, principalmente entre os amantes do ecoturismo, o Jalapão se tornou um roteiro queridinho para turistas nacionais e internacionais e foi tema romântico da novela global, “O Outro lado do Paraíso”. Adorado por uns, desafiador para outros. Em alguns pontos não se consegue água, comida e nem gasolina. Portanto, ir altamente preparado é livramento para os perrengues que podem surgir.

O parque estadual do Jalapão é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, localizada na região leste do estado do Tocantins.

Quem já foi, reforça a beleza do lugar. O carioca, Marcos Vinicius Lotte, que viajou em setembro de 2018, garantiu que a experiência foi exatamente o que esperava, tanto na questão de atendimento e guias, quanto na beleza natural do local.

Se você é daqui das nossas bandas, para chegar ao paraíso precisa percorrer 1758 km até o Tocantins e, de lá, mais 180 km da Capital, Palmas. Se for de avião, a viagem leva cerca de duas horas, mas, se for por terra, prepare as pernocas pois ficará sentado no carro, em média, 21 horas, dependendo do caminho e do roteiro que fizer.

Cotando a viagem com seis meses de antecedência dá para pagar R$600,00 ida e volta, dependendo da companhia área. Se fechar um pacote de viagem, pode conseguir por R$1.800,00, ida e volta, para curtir três ou quatro noites, com guia, passeios turísticos e alojamento. Garimpamos estas informações na Jalapão Oficial / Cristiano Tavares que, por meio das redes sociais, posta promoções para diversas épocas do ano.

Marcos Vinicius desembolsou em torno de R$ 3.000,00 ida e volta, inclusos passeios e guia turístico. As acomodações foram pagas à parte, pois escolheu dar a volta por todo o parque e dormiu em pousadas diferentes pelas cidades que passou. Ele garantiu que há bons lugares para descansar, no entanto, sem muito luxo; o lugar faz questão de manter sua rusticidade o que, de acordo com ele: “é exatamente isso que garante a preservação e a beleza do parque”.

O Jalapão é bruto
Para quem quer fazer essa trip de carro, se jogue sem problemas, mas com muita cautela. O ideal é alugar ou ter um carro 4x4, pois como se lê nas placas: “O Jalapão é bruto”. Isso quer dizer que passear por lá, dirigindo, não é uma tarefa para amadores. Todas as estradas, sem exceções, são de terra ou areia e, de acordo com o blog “Pé na Estrada, é preciso ter um bom senso de direção e interpretação de mapas já que, ao longo do percurso, terá dificuldades com sinais de internet e de satélite. Na época seca, que vai de maio a outubro, a viagem pode, literalmente, ser uma grande aventura. Isso porque se o carro atolar em uma das estradas, o socorro pode demorar bastante e o turista terá que ter paciência e esperar o guincho com muito sol na moringa; a temperatura durante o dia pode chegar, em alguns lugares, a sórdidos 50 graus, além da sinalização deficitária. Ou seja, o calor é de rachar.

Hospedagem
O site do Governo de Tocantins informa que diversas agências de turismo oferecem ótimos pacotes para você ir sem qualquer complicação; curta muito e aventure-se nos passeios que o destino oferece.
Para se hospedar no Jalapão, as pousadas locais, sem muito requinte, são acolhedoras. Essas pousadas estão concentradas nas cidades bases para conhecer o parque. Outra forma de hospedagem são os campings que oferecem algumas atrações particulares.

Uma dica é o Acampamento Korubo, que funciona como uma espécie de safari.
Um pacote de sete dias e seis noites sai em torno de R$2.700,00 por pessoa (all inclusive). Acesse o site: www.korubo.com.br

Já a Pousada Jalapão oferece descontos para expedições. Fb.com/pousadajalapao

Onde comer
A vida noturna no Jalapão não é muito badalada, por isso, sair para conhecer a culinária local é obrigatório. Os restaurantes possuem preços convidativos e estão na média de outros destinos turísticos – em média R$28,00 por pessoa. Edgio Junior, de São Paulo, foi sozinho e no pacote que fechou a alimentação estava inclusa. Ele indica experimentar o prato local, a Paçoca de Carne de Sol, que é uma farinha de mandioca batida no pilão junto com carne seca e frita em óleo bem quente.

O que é possível encontrar na gastronomia local: pratos com carne e peixes da região; mandioca, legumes e folhas frescas. É importante avisar que os restaurantes não ficam abertos até muito tarde.

Artesanato
Agora, se for comprar algum produto artesanal feito à base do capim dourado, os preços sobem e podem chegar a R$300,00 ou mais; por ser um produto único, produzido artesanalmente, vale o investimento. Desembolse sem dó e leve uma lembrança linda desse paraíso. A Festa da Colheita do Capim Dourado acontece de 16 a 18 de setembro, estação seca, no Povoado do Mumbuca, e conta com programação especial que vai desde a culinária local, cantorias, conhecer os campos de plantação do capim a apresentação teatral.

 Primeiro destino: Palmas

Viajando de avião, dependendo do horário que embarcou e considerando cerca de duas horas de voo, dá tempo de programar o primeiro passeio para o mesmo dia. Chegando à capital do Tocantins, se fez pacote ou contratou o guia de viagem, ele te pega na cidade, daí são 64 km pela Rodovia TO-050 até Porto Nacional e depois mais 116 km pela Rodovia TO- 255 até Ponte Alta de Tocantins, que é considerada a porta de entrada do Jalapão.

Entre os principais atrativos do Jalapão estão: a Cachoeira da Velha, a Cachoeira do Formiga, as dunas, os Fervedouros, o Povoado Mumbuca, a Prainha da Cachoeira Velha, a Serra do Espírito Santo e o Rio Novo.

Cachoeira da Velha
A maior cachoeira da região é formada por dois semicírculos, um de costas para o outro, com uma árvore que cresce no meio deles. São 15 metros de queda por 100 metros de largura, que podem ser vistos por uma plataforma de madeira construída especificamente para apreciar a beleza da queda d’água. Agora, se você pretende sentir a cachoeira mais de perto e ter uma vista mais completa dela, aconselha-se ir de rafting pelo rio e, por lá, dá para chegar mais perto dos pés da cachoeira. 

A Cachoeira da Velha recebe a água de um dos maiores rios de água potável do mundo, o Rio Novo. Mas para fazer esse passeio é preciso agendar, com custo em torno de R$170.

Cachoeira do Formiga
Um grande atrativo deste passeio é a cor da água, com um tom de verde esmeralda que encanta. Ao mergulhar nela é possível ver o fundo da piscina natural que é de areia calcária e também a pedra que dá tons de azul em alguns trechos dela. Sua queda não é muito grande, mas o que realmente chama atenção é a piscina que se forma com águas calmas, não muito gelada, com temperatura ideal para a região. Ótima escolha para quem quer relaxar e também para quem não sabe nadar.

A Cachoeira do Formiga está localizada em uma área particular, por isso é cobrado R$20,00 por pessoa; para quem quiser passar mais um tempinho por lá, a área conta com um Camping que custa em média R$30,00 e, por ser um uma atração muito cogitada, em época de feriado prolongado ela pode estar bem cheia.

Dunas do Jalapão
As dunas de areia que ganham uma coloração dourada /alaranjada com o pôr do sol são um espetáculo à parte, por ser a única formação de dunas no cerrado brasileiro.

Devido a uma junção perfeita de fatores e ventos, elas sempre estão no mesmo lugar e são formadas por erosões das rochas de arenitos que dão forma a Serra do Espírito Santo. O acesso às dunas acontece até às 18 horas.

Fervedouros
Outro passeio bem famoso por sua beleza são os fervedouros. São piscinas naturais com potentes nascentes; o mais incrível é que lá você não afunda, por mais que queira. As pessoas apenas flutuam e isso acontece devido à força da pressão das águas vindas dos lençóis freáticos.

De acordo com o site “Melhores Destinos”, estima-se que existam mais de 20 fervedouros na região, porém, abertos para visitação, somente oito estão disponíveis. Como eles estão localizados em áreas particulares há custo e varia entre R$10,00 e R$25,00 por pessoa.

 Povoado Mumbuca e o Artesanato
Em meio a toda beleza natural que o Jalapão tem, visitar a comunidade do Povoado Mumbuca e seus artesanatos tem que constar no roteiro. O Povoado Mumbuca é reconhecido como comunidade quilombola pela Fundação Palmares. Sua principal economia é o artesanato do capim dourado, que dá origem a diversos assessórios como chapéus, colares e brincos, entre outros tantos artefatos que são produzidos por ali. O Capim Dourado nasce com a coloração natural, o que garante um charme para os produtos que são feitos a partir dele.

O povoado também vive da agricultura familiar, onde os homens cuidam da roça e do cultivo e as mulheres cuidam da colheita e fabricação de farinha de mandioca.

Dica:
Antes de viajar, pesquise pacotes, entre no portal do Governo de Tocantins e no site: www.turismo.to.gov.br, para se informar qual é melhor época para ir e como contratar serviços de agências de viagens, guias turísticos, hotéis e pousadas. Depois disso, é só embarcar e curtir o que o lugar tem de melhor para te oferecer.
Aproveite esse pedaço do céu em terra firme.

A região do Jalapão faz divisa com a Bahia, Maranhão e Piauí. Na alta temporada, as coisas ficam mais caras e cheias de turistas. Se for por conta própria, você pode dormir em Ponte Alta ou Novo Acordo, que são cidadezinhas maiores e com infra melhor. No entanto, ficar por Mateiro ou em São Félix te deixa mais próximo das atrações.

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