Como equilibrar as individualidades de cada um e o projeto do casal em uma relação?

Muitas vezes, quando estamos apaixonados, naquele sentimento arrebatador, temos a sensação de que achamos a tampa da nossa panela, a pessoa perfeita pra gente, e declaramos em alto e bom som: Somos um só!

E a sensação é essa mesma. O ideal do amor romântico, descrito por poetas, cantado em verso e prosa, vivido em filmes, livros e nos contos de fadas nos mostra isso. Quando o amor é demais dois se tornam um só, uma única alma, uma única vontade, um único objetivo.

Mas será que isso é saudável para a relação? Até que ponto abrir mão da individualidade pelo casal é bom para o relacionamento e para cada um? E se não é bom, como ser ímpar, quando se quer tanto ser par?

A equipe da Revista TUdo conversou com o psicólogo e terapeuta de famílias e casais  Alexandre Coimbra Amaral, que também é consultor do programa Encontro com Fátima Bernandes da Rede Globo e morador da Granja Viana!

Segundo ele, no nosso tempo, o amor romântico, unicamente, não nos satisfaz mais. “Queremos muito mais do que uma fusão com o parceiro ou a parceira. Do século passado para cá, os ideais de liberdade também passaram a fazer parte das buscas incessantes da nossa vida. Liberdade rima com individualidade, rima com privacidade. E o casal é o espaço em que se pode fomentar isso, mas não é através do amor romântico”.

Como assim?

Ele explica que nós nos juntamos a outra pessoa, nos apaixonamos, escolhemos. E aí construímos um projeto de vida com essa pessoa, mas não é apenas a união que importa. “O que importa é a coexistência de duas vidas que desejam coisas, às vezes, muito assimétricas”. Ou seja, um casal não sobrevive se não houver respeito às diferentes escolhas e projetos individuais, paralelos àqueles desenhados em conjunto.

Mas isso não pode nos levar ao egoísmo? Ao individualismo? Com convicção ele diz que não. Ou seja, é um jogo de estica e puxa. Uma hora um está mais próximo do núcleo do casal enquanto o outro está mais focado em seus projetos pessoais. Em outro momento os papeis se invertem. O importante é olhar pra si e pro outro sempre .

A mulher. O homem. Os relacionamentos.

Mas se olharmos para trás, não vemos uma sociedade totalmente diferente e isso reflete diretamente nos relacionamentos? Certamente!

Alexandre explica que a roda do mundo gira a partir da mulher. Ou seja, o empoderamento da mulher muda tudo! E toda uma nova configuração está sendo desenhada. As próprias mulheres, explica Alexandre, ainda estão entendendo como incorporar essa força e esse novo papel na sociedade, sem endurecer e não precisar abrir mão do desejo genuíno de querer viver uma relação romântica. Em outras palavras, os homens precisam entender quem são essas mulheres e elas, por sua vez, também precisam entender a si mesmas depois de todas essas transformações sociais e culturais. Desta forma, é preciso diferenciar o casal da porta pra fora de quando estão somente os dois. Ele esclarece que dentro da relação, a vulnerabilidade de ambos é a grande cola. “É na fraqueza  que se formam as alianças. A intimidade é construída quando se enxerga a vulnerabilidade do outro”, diz. Ou seja, mulherada, está tudo bem  não conseguir abrir um vidro de azeitonas e chorar com uma cena emocionante na novela.

Mas e aí? Votamos à nossa pergunta inicial, como encontrar o equilíbrio entre a individualidade de cada um e o projeto do casal?

Alexandre explica que duas palavras são fundamentais na rotina de um casal – pertencimento e autonomia. Porém, elas são antagônicas, ou seja, vai ter o momento de pertencer, o momento do nós e vai ter o momento do eu.  Encontrar esse equilíbrio é o grande segredo.  Mas não é simples. Ele é dinâmico, muda e se molda o tempo todo. É um acordo que precisa ser revisto sempre. E isso exige DR, sim senhor! Discutir a relação é o que faz ela dar certo, segundo Alexandre. É o diálogo.

Em resumo, um relacionamento é um projeto, uma história tecida a dois, que se renova de tempos em tempos, de acordo com os desejos de cada um. E é preciso atualizar, o tempo todo, para o parceiro sobre quem você é e o que você quer da vida e da relação.  Mas não tem receita de bolo não! Cada relação é única, assim como cada indivíduo. Para dar certo, tem que querer muito, lutar por ela, e construir bases sólidas não só de amor, mas de cumplicidade e parceria!

 

 

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