Entrevista Capa
Maju Coutinho . Tempo, racismo e superação


Por Michele Marreira

Em meio ao descompasso do tempo e as destemperadas mudanças climáticas, ninguém mais se dá ao luxo de sair de casa sem estar a par da previsão meteorológica.
Seja para planejar aquele final de semana na praia ou, simplesmente, a ida a uma reunião importante, Maria Júlia Coutinho, responsável por apresentar a meteorologia do Jornal Nacional, sabe da influência que exerce no dia a dia de milhões de brasileiros.
Leonina, 38 anos, Maju nasceu em São Paulo, cortejando o mês de agosto. Filha de professores e integrante de uma família de classe média baixa, prestou vestibular para pedagogia e jornalismo e passou nas duas provas. Trancou a faculdade de Jornalismo - que era particular - e optou pela gratuita, de pedagogia. No ano seguinte, conciliou as duas graduações e se descobriu na comunicação, deixando de lado o futuro como professora, mesmo tendo lecionado por dois anos em uma escola municipal de São Bernardo do Campo.

Casada há 13 anos com o publicitário Agostino Paulo Moura - com planos de se tornar mãe em 2017 - e eleita uma das mulheres mais sexy do mundo pela Revista VIP, costuma dar uma boa resposta quando criticada: “Meu lema é o seguinte: ‘É previsão e não precisão’”, esclarece ela à equipe da REVISTA TUDO, já que é muito cobrada, inclusive pelo marido, quando a previsão do tempo não se concretiza.

Maju, apelido que veio da época do magistério, mas que William Bonner transformou em nacionalmente conhecido, iniciou carreira como estagiária na Fundação Padre Anchieta, galgando seu espaço em diversos cargos até chegar à função de repórter. No ano de 2005 passou a apresentar o Jornal da Cultura ao lado de Heródoto Barbeiro. Em seguida, foi transferida para comandar o Cultura Meio-Dia. Mostrando competência e habilidade no universo da comunicação, em 2007, fez sua estreia na Rede Globo voltando às reportagens. Um portfólio enviado por email com o assunto - “Segue meu currículo” - foi a oportunidade que precisava para construir sua trajetória na maior emissora do país. .

Seis anos depois, ainda na emissora, fez um teste para ocupar a função de “moça do tempo”. E foi além. Carismática, faz o maior sucesso entre os telespectadores diariamente. Não à toa, ano passado foi eleita pela equipe do jornal O Globo, a personalidade do ano. Também recebeu o prêmio Faz Diferença e, por dois anos consecutivos, herdou o Trofeu Observatório da Televisão - Categoria Melhor Garota do Tempo (2015-2016).

Maju teve passagens marcantes em sua trajetória.
Para quem não se lembra, em 2015, foi vítima de ataques racistas - investigados pelo Ministério Público - nas quais atingiram, inclusive, a sua mãe. Na ocasião, jornalistas da Globo, colegas de trabalho da apresentadora, se solidarizaram e criaram a campanha hashtag "Somos Todos Maju", que repercutiu imediatamente nas redes sociais.

O que os criminosos da web não sabiam é que Maria Júlia Coutinho era - e continua sendo - uma ativista que levanta a bandeira pela igualdade racial e luta para que o preconceito e o racismo sejam extintos de qualquer âmbito, seja na televisão ou na periferia. Em uma entrevista a um site de notícias, ela contou que, por anos, se submeteu a um rito para ser aceita: esquentava no fogão um pente de metal e alisava o cabelo. “Fora dos pequenos círculos, era difícil assumir a identidade. Precisa coragem para usar o crespo, símbolo de estar à margem", defendeu.

Maju é uma inspiração.
E o Sol é todinho dela.

A experiência de Maju no assunto, fez com que surgisse a vontade de falar mais sobre curiosidades despertadas pelo público. Foi assim que a jornalista lançou a boa humorada publicação intitulada “Entrando no Clima”, pela Editora Planeta. “O livro traz informações que apurei com as fontes que construí ao longo desses anos na meteorologia”, explica ela que contou também com ajuda do especialista Mauro Neutzling Lehn, meteorologista do Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica) e fera no assunto. A publicação desmistifica, de forma didática, efeitos climáticos que podem parecer de difícil compreensão.

Revista Tudo: Como surgiu a oportunidade de se enveredar pelo viés da meteorologia no Jornalismo?

Maju Coutinho: Minha chefia informou-me que gostaria de fazer um teste comigo na meteorologia. Fiz o teste, passei e um novo mundo se abriu para mim. Foi ótimo!

De que maneira você se informa, se atualiza e se reinventa em um segmento que não é muito exato, ou seja, pode tornar-se imprevisível a qualquer momento?

Tenho contato diário com meteorologistas que prestam serviço à Rede Globo. Nesses três anos e meio trabalhando com meteorologia, também fiz fontes em universidades e institutos meteorológicos nacionais e internacionais. Essa base é essencial para o meu trabalho. Sobre a imprevisibilidade, meu lema é o seguinte: “É previsão e não precisão”.



Conte-nos tudo sobre seu livro “Entrando no Clima”. Qual a mensagem você deseja passar ao leitor e como foi o processo de elaboração do conteúdo?

É um almanaque com informações básicas sobre a atmosfera. O livro traz informações que apurei com as fontes que construí ao longo desses anos na meteorologia. Para a elaboração do livro, contei com a ajuda do meteorologista Mauro Neutzling Lehn. Ele passava as informações, eu as reescrevia do meu modo e acrescentava dados apurados com minhas fontes. O texto passava por seu crivo, das fontes consultadas e de leigos (familiares e amigos que não entendem nada de meteorologia) para ficar o mais correto e claro possível. Com o livro, pretendo despertar a curiosidade do público para a atmosfera, que é essencial para nossa sobrevivência na Terra. A obra também conta com trechos de letras de músicas que citam o tempo. Afinal, pela minha percepção, depois do amor, o tempo é um dos temas mais cantados na nossa MPB. O último capítulo traz ditos populares sobre o tempo. Tanto os trechos de músicas quanto os ditos populares foram coletados nas minhas redes sociais. Pedi ajuda aos meus seguidores que prontamente me enviaram sugestões.



Você já teve diversas demonstrações de carinho do povo brasileiro. Isso a envaidece? De que maneira encara esse feedback?

Agradeço todo o carinho, mas procuro não tirar os pés do chão. Costumo dizer: divirto-me, mas jamais me deslumbro.



Nesse ano você completa 10 anos de Rede Globo. Qual balanço você faz de sua carreira desde a TV Cultura até aqui?

Minha carreira tem sido pautada por muita dedicação. Procuro ouvir as críticas construtivas para lapidar o trabalho. Ainda tenho muito chão pela frente e sei que o aprendizado é eterno. A frase do filósofo Sócrates me guia: "só sei que nada sei”.



O que faz para relaxar, que tipo de música que gosta de ouvir, quais lugares costuma frequentar em São Paulo?

Faço ioga e medito em casa, em pequenos intervalos durante o dia. Gosto de nadar. Ouço quase todo tipo de música. Em São Paulo, curto cinema, livrarias e restaurantes.

Vamos falar de beleza. Seus cachos são bem definidos. Qual a receitinha para deixar a cabeleira assim?
Eu uso cremes apropriados para ativar os cachos e hidrato em casa três vezes por semana. Tenho consciência que um cabelo crespo nunca terá um brilho intenso como um cabelo liso. Assumo e curto a opacidade dos meus fios.



Qual estilo você segue quando o assunto é moda e quais peças não podem faltar em seu closet?
Gosto muito de macacões, pantalonas e vestidos.
São as peças que preenchem meus armários.

 

 






 
Claudia Raia festeja 50 anos em boa forma


Por Michele Marreira

O ano era 1979, a cidade, Campinas, quando aos 13 anos de idade, a menina do interior paulista, Claudia Motta Raia de Mello, decide embarcar para Nova York em busca do sonho de se tornar uma famosa bailarina. Sua história serviu de enredo nos palcos de teatro. Ano passado, pôde dividir com o público sua trajetória de obstinação e sucesso através do espetáculo “Raia, 30”. No início da carreira, pouco a pouco, a atriz foi se enveredando pelo teatro de revista até consagrar-se em musicais brasileiros nos anos 90. Profissional versátil, viu na linguagem televisiva uma maneira de expandir seu talento. Walter Clark é um dos principais diretores importante em sua inserção no gênero. No humorístico “Viva o Gordo”, atuou com Jô Soares na pele da divertida personagem Carola. Em 1987, ganhou reconhecimento nacional, sendo acarinhada pelos fãs no folhetim “Sassaricando”, na pele da feirante Tancinha. “Ela foi minha primeira oportunidade de fazer uma grande personagem”, relembra com carinho. Participou de inúmeros folhetins: “Rainha da Sucata”, “Vamp”, “Deus nos Acuda”, “Engraçadinha”, “Torre de Babel”, “Terra Nostra”, “Belíssima”, “Sete Pecados”. Como esquecer a maquiavélica Lívia Marini, responsável pelo tráfico humano em “Salve Jorge”? Versátil, consegue transitar com intimidade entre o drama e o cômico. Em seu trabalho atual em “A Lei do Amor”, vive as peripécias de uma mulher que não se priva da felicidade, enfrentando criticas de moradores conservadores da cidade onde vive. Confira na íntegra a entrevista que realizamos com a diva das artes.

Revista Tudo: Em “A Lei do Amor” Salete se envolve com política. Na vida real você também é interessada no assunto?

Claudia Raia: Salete vai estragar todo esquema! Como ela é a figura mais popular e carismática da cidade, vai apresentar uma política honesta. A mulher é multifacetada, consegue fazer muita coisa. Tenho em comum com ela essa generosidade. Política é algo à parte, me envolvo como cidadã e não como artista. Nem se minha mãe se candidatasse faria campanha para ela.

Como você descreve sua personagem? De que maneira se deu a preparação para compor seu novo trabalho?

Salete é dona de um posto de gasolina, tem duas filhas, uma delas adotiva, mas é a biológica quem a rejeita. É uma mulher bonita e sensual que namora os frentistas novos que ela contrata. Solteira, ela curte a vida. Não fica presa em uma jaula. Ninguém sobrevive sem um grande amor.

Em 2016, você teve a oportunidade de celebrar trinta anos de carreira, nos palcos, através do musical “Raia, 30”. Qual balanço faz de sua trajetória artística?

Não era um espetáculo autobiográfico, nem contado de forma cronológica. É a história de uma menina, que, desde muito cedo, queria ser isso, lutou para ser isso e tornou-se isso. Poderia ser qualquer pessoa, mas, por um acaso sou eu. Foi um trabalho bem cantado, bem dançado e alegre, com cenários e figurinos lindos. Contamos a trajetória de forma humorada de uma lutadora que venceu os perrengues. Adoro debochar de mim mesma, falar que eu era nariguda e magra feito uma folha de papel (risos). Em uma hora e meia de duração não conseguimos fazer todas as personagens de TV no teatro. Optamos pelas caricaturas, algo mais estereotipado que funcionasse no palco. Relembramos diversos momentos icônicos da minha carreira, porém, outras partes não entraram. O palco é a minha casa.

Nesse período você teve a chance de viver papeis distintos. Deseja interpretar algum perfil específico?

Uma carreira é feita de talento, oportunidades e trabalho. Eu tive mãos que me foram estendidas e me proporcionaram grandes papeis com muita luta e trabalho. Tenho tanta coisa para realizar ainda... Mas por enquanto não estou pensando no próximo, esse personagem está muito bacana. Sou uma atriz física, sou movimento. Quando não derrubo tudo (risos). Televisão me dá um prazer enorme, adoro fazer, é diferente.

Cantar, dançar e interpretar tudo ao mesmo tempo. Revela uma de suas técnicas para não se cansar tanto em cena!

Para cantar e dançar em cena não podemos ofegar. Ou seja, vocês precisam achar que estamos lichando as unhas, quando na verdade estamos morrendo (risos). Nesse momento utilizo de uma técnica de abrir as costelas. É um músculo que precisa se manter aberto precisa treinar. A dança é aeróbica, são picos elevados. Comecei a cantar notas longas enquanto corria na esteira tentando descobrir o meu limite.

Viver uma personagem densa é mais complexo? Como lida na hora de compor o perfil?

Eu não sou dessas atrizes que ficam chorando horrores, dilacerada. Porque ali estamos brincando de ‘ser’, senão a gente fica bem doida! Essa coisa de se envolver com o personagem demasiadamente é uma piração que vai de cada um. Faço o melhor possível. É uma carga dramática forte, mas chego em casa tomo um banho de sal grosso e está tudo certo.

Em 1987, você ficou conhecida do grande público ao interpretar a feirante Tancinha no folhetim “Sassaricando”. Quais lembranças guarda desse trabalho e o que achou da interpretação de Mariana Ximenes, que reviveu o papel em “Haja Coração”?

A Tancinha é meu xodó, foi muito especial. Ela foi minha primeira oportunidade de fazer uma grande personagem. O Silvio de Abreu – eu nem sabia direito quem ele era – passou pelo corredor da TV Globo, me abordou dizendo que tinha escrito um papel para mim na novela dele. Disse que escreveria um dos maiores sucessos de minha carreira. Eu confesso que não coloquei muita fé (risos). A partir dali, nos tornamos amigos íntimos. Mariana foi uma escolha perfeita, ela é ótima!

O que costuma fazer para manter a silhueta em dia?

Minha vida é malhar, fazer aeróbica e aula de balé. É o que faço sempre, não houve nenhuma alteração. Faço musculação e aula de canto. Sigo uma dieta e acabei perdendo três quilos. Não fumo, não bebo, não me drogo e me alimento muito bem. Na dança e no canto se você ficar uma semana sem se exercitar, parece que regredimos cinco anos. Mesmo fazendo novela não abro mão das minhas aulas.

O que mudou ao completar 50 anos de idade em dezembro?

Suor e lágrimas, não é brincadeira, não. Quando não tenho uma noite boa de sono, percebo que não tenho mais vinte anos, mas de resto... Eu tenho uma energia, sou muito animada, praticamente uma adolescente (risos). Todos nós vamos envelhecer, isso é fato! Mas é legal que isso aconteça de uma forma bacana. Me sinto bem com minha idade. A pele, o corpo e o cabelo também estão legais. Com a maturidade a gente aprende o que quer da vida.

É verdade que você é apaixonada por chocolate?

Chocolate é o doce da vida. Não chego a ser chocólatra, como pouco doce, mas garanto meu pedacinho (risos).

Você lançou uma fragrância que leva seu nome em parceria com a Jafra. Como surgiu a idéia de ter seu próprio perfume?

Eles têm o slogan “liberdade para ser o que você é”, me convidaram dizendo que eu preenchia a imagem dessa mulher. Eu adorei, sempre quis ter meu próprio perfume. Tive a liberdade de procurar a fragrância, eu opinava junto à perfumista, até chegarmos ao ponto certo.

Há outros produtos que levam seu nome?

Tenho uma linha de esmaltes da Luxor, uma cinturita para malhação e uma linha de suplementos alimentares só para mulheres, que alivia os sintomas da TPM.

Qual seu envolvimento em causas beneficentes?

Gosto de me envolver, sempre que posso ajudo mesmo! Se cada um de nós doarmos um pedacinho, vira uma coisa enorme. Questões sociais são importantes e nós artistas temos que defender e ajudar.

Podemos afirmar que sua mãe é a maior inspiração quem te impulsionou em sua vida e carreira?

É uma emoção vê-la bem no auge de seus 92 anos de idade. Ela é minha rainha. Com uma filha insana que queria sair da gaiola, ela abriu a porta e me permitiu viver tudo isso, monitorando todos os passos como boa matriarca. Ela é uma mãe energicamente doce. Sempre prezou pelos princípios, educação e boas maneiras.

E se sua filha Sophia quiser seguir carreira artística...

Uma hora ela quer moda, outra deseja o palco. Sophia sapateia lindamente. Isso não significa nada. Ela é muito jovem pode até seguir com isso por anos e, depois, optar por outro caminho. Não crio a menor expectativa sobre ela ou o Enzo. Eu fui o que quis ser com uma carreira bem sucedida. O Edson (Celulari, pai e ator) também. Que eles tenham a sorte de encontrar algo que os faça felizes.

 
De Menina A Mulher, Marina Ruy Barbosa Tornou-Se Referência Na Moda E Na Televisão

Por Ester Jacopetti

Quem não se lembra da atriz novinha, quando desempenhou seu primeiro papel na televisão? Com rostinho de boneca, ela deu seus primeiros passos, na novela “Começar de Novo” (2004) em que interpretava uma anjinha. Em seguida, foi trabalhar ao lado de ninguém menos que, Fernanda Montenegro em “Belíssima” (2005). Recentemente a atriz recordou esse momento postando uma foto ao lado da atriz. Pois bem, Marina cresceu e hoje aos 21 anos de idade, tornou-se uma das pessoas mais influentes da televisão, e super disputada por escritores conceituados. Aliás, ela também é referência quando o assunto é moda. Exibindo modelitos luxuosos, ela comentou que está sempre antenada com esse universo, mas acima de tudo, preocupa-se com a questão do que se adequa ao seu estilo e corpo. Recentemente Marina foi eleita a mulher mais sexy do mundo. Quando questionada sobre o título, ela pondera e argumenta que sensualidade é relativo. “Toda mulher que se sente bem, e que está feliz, com a autoestima boa, é sensual”, comentou. Aproveitando as merecidas férias, Marina tem sido elogiada constantemente por seus seguidores nas redes sociais, quando posta alguma foto de biquíni. E apesar dela confessar que come de tudo, e malha super pouco, a falta de rotina no trabalho ajuda a manter a forma, mas ela busca alimentos saudáveis que fazem a diferença. “Eu tento manter um equilíbrio”, completou. Nesta entrevista, você irá ficar por dentro de um pouco mais sobre o que pensa essa jovem atriz, que tem um futuro brilhante pela frente. Prepare-se!

No início da sua carreira, durante algumas entrevistas, percebia-se uma Marina mais tímida, e hoje você fala super bem, mas ainda é reservada...É normal, porque quando eu comecei tinha nove anos de idade, e hoje estou com 21. Eu ainda sou muito nova, mas já passei por várias coisas, já trabalhei bastante. Eu amadureci. Você me acha reservada? Talvez um pouco. Chega um momento em que você percebe que, dependendo de quem está entrevistando, sente às vezes, certa maldade na pessoa. Tem coisas que você fala de um jeito, mas vai aparecer de outro. Isso já aconteceu comigo várias vezes, de eu falar algo, mas quando vai para o papel sai de forma totalmente diferente. Não era bem o que eu havia dito. Mas hoje em dia, sou bem mais relaxada com essas coisas.

Diante de tantos trabalhos na televisão e fora dela, você acredita que tenha alcançado o auge do sucesso?

Não sei, você acha que eu alcancei? Tomara! Sucesso, é você estar feliz na carreira e realizada. Eu trabalho desde pequena, e sempre levei o meu trabalho muito à sério. Sempre fiz as minhas coisas direitinho, estudei bastante. Isso é bacana. Pra mim, o sucesso é receber bons papéis, e ter ótimas oportunidades. Conseguir ter a chance de fazer personagens mais maduros, que me desafiem como atriz. Eu fiz a Maria Isis em “Império” (2014) e depois uma série que era completamente diferente, com expressionismo alemão (Amorteamo, 2015), em que eu interpretava uma noiva cadáver. Depois fiz a Elisa em “Totalmente Demais”, e a Isabela em “Justiça”. Eu tive a oportunidade de fazer vários tipos de personagens que me desafiaram. Por isso, estou realizada e plena.

Mas você diria que falta realizar um sonho ou desejo?

Foi o que eu te falei, na minha carreira eu pretendo ter novos desafios. Papéis diferentes, fazer vilãs, loucas, e tudo o que puder vir pela frente. Na minha vida pessoal, estou super realizada. Estou namorando e feliz. Espero que continue assim! Que tudo dê certo, e continue nessa relação que seja duradoura.

Seu último trabalho na televisão foi a minissérie “Justiça” que aliás, fez muito sucesso. A experiência de trabalhar em seriados, é muito mais tranquila do que novela?

É diferente, mas tem o lado bom e ruim. Depois que nós assistimos, não dá muito tempo para ajustar e melhorar. Você faz o trabalho e só depois vê como ficou o resultado. Daí não tem mais jeito, é só assistir mesmo. O lado bom, é que você faz as gravações com muito mais calma, mais cuidado. A novela não, porque normalmente gravamos 30, 40 cenas por dia. Vamos para o estúdio, e ainda tem as externas. E na série, nós gravamos com mais tempo.

Então você procura assistir aos seus trabalhos na televisão. Normalmente consegue acompanhar as novelas?

Eu assisto porque é importante. É bom você saber o que está fazendo e entender porque - às vezes - estamos fazendo de um jeito, e na trama estamos passando de outro. Então, é preciso entender o resto da história também. Eu sou muito ansiosa e me cobro muito. Sou bem perfeccionista.

Agora você está de férias, mas quando está trabalhando, envolvida com um personagem, como é o seu processo de construção do personagem?

As pessoas às vezes pensam que é muito simples, e que a vida do ator é muito fácil, mas não tem noção do quanto nós estudamos. Por trás de um novo personagem, de uma história, de uma vida que nós vamos contar, tem todo um estudo, do que realmente nós queremos passar. Eu trabalho com uma psicanalista, que me ajuda a criar memórias de uma pessoa que não existe. Nós criamos a infância, o que ela gosta de fazer, quais são suas sensações, o que ela gosta de sentir, como é que ela se vê, como é cada relação com os outros personagens. Então, é muito bom porque mergulhamos num processo, dentro do personagem, e criamos uma nova vida.

Como é se tornar referência de moda para muitas pessoas, que adoram e seguem o seu estilo?

Eu adoro moda! Sempre gostei e surgiu de uma maneira muito natural. Gosto de assistir aos desfiles, de ir às lojas para ver o que estão lançando. Gosto de estar atualizada. Acompanho as tendências, mas também não uso tudo. Procuro mesclar com o meu gosto, com o que sei que vai me vestir bem, com o meu estilo e corpo. Não dá pra ser vítima da moda. Nem tudo que está na passarela, a gente pode usar. Também procuro me atualizar, através das redes sociais. Hoje em dia, todo mundo fica muito mais próximo, de um desfile que está acontecendo lá fora. É possível receber na hora, fotos instantâneas. Assim, fica muito mais fácil se inspirar.

Você tem um queridinho do mundo fashion?

Eu não tenho nenhum estilista específico e também sou muito eclética em relação às marcas. Gosto das peças e vou montando. Eu tenho um guarda roupa grande, mas não sou de gastar muito. Eu compro as peças certas, que sei o que vou usar mais. Às vezes gasto mais dinheiro com bolsas, mas são peças clássicas, que terei para a vida toda. A minha vaidade vai até onde eu me sinto bem.

Mesmo sabendo combinar as peças, já aconteceu de você montar um look errado e só perceber depois?

Ah sempre! Eu acredito que já tenha acontecido com todo mundo, né?! Você coloca uma roupa, está linda, mas só depois percebe que não ficou legal. Ou se tocou que pessoalmente o vestido é lindo, combinou super bem, mas na hora da foto, não ficou tão bom assim. Eu já me arrependi, por exemplo, de ter usado calça saruel. Não combina comigo. Das peças que eu mais gosto, é jaqueta de couro e calça jeans, porque combinam muito bem. São duas peças coringas. Mas a calça jeans eu consigo usar no verão, no inverno, durante o dia ou à noite. Sou bem eclética. Às vezes gosto de me arrumar mais menininha, outras quero me sentir mais mulher. Depende muito do dia, e da ocasião também.

Mas você é daquelas mulheres que demoram muito pra se arrumar, ou costuma ser mais prática?

No dia a dia é rapinho, mas quando tenho algum evento, eu me arrumo um pouco mais, porque têm cabelo e maquiagem. Gosto de usar rímel e blush, porque sou muito branquinha, mas no meu nécessaire, que é um pouco grande, procuro levar sempre as mesmas coisas. Uso protetor solar, água termal, e hidratante, tanto para o rosto quanto para os lábios. A minha pele é muito sensível e começa a descascar.

Fica mais fácil para a artista cuidar melhor da alimentação, e fazer atividades físicas, quando ele está de férias?

Na verdade eu sempre comi de tudo, e muita besteira também. Malho de vez em quando, mas quando estou envolvida em algum trabalho na televisão, é mais complicado. Normalmente, nós gravamos de segunda à sábado, e domingo é nosso dia de folga, mas eu termino trabalhando, envolvida em outras coisas. Eu fico sem rotina. E essa falta de rotina faz com que eu não consiga me organizar para malhar. Quando eu tenho um tempo, procuro cuidar da alimentação, faço escolhas mais saudáveis, porque nós sabemos o que temos que comer e o que tem que ser feito. Eu, por exemplo, sinto a mudança na textura da minha pele. Costumo caprichar na minha hidratação, e faço renovação celular. É um tipo de peeling que ajuda na recuperação do viço da pele. Por isso, é importante fazer escolhas mais saudáveis. Se eu começar a comer tudo que eu tenho vontade, é claro que vou engordar. Eu tento manter um equilíbrio.

Existe alguma parte do seu corpo que você mais gosta e menos gosta?

Não, acho que está tudo direitinho, mas a que eu mais gosto é o bumbum.

Você comentou sobre os cuidados com a alimentação, mas em relação aos cabelos como você procura mantê-los saudáveis?

Com o cabelo, eu procuro usar bons produtos em casa também, porque não dá pra ficar indo sempre ao salão de beleza. Uso ampola de hidratação, porque quando estamos em novela, ficamos um ano inteiro fazendo escova e babyliss. E a ampola é o segredo de um cabelo saudável. Por isso, a importância de usar bons produtos. Costumo cortar sempre, aparar as pontas, levo um leave-in quando vou à praia. O cabelo é a moldura do rosto, não importa o cumprimento, um bom corte que combine com você é sempre interessante. Adoro praia e tenho o hábito de tomar sol, mas sempre uso muita água termal e hidratante pós sol, na pele do rosto e do corpo.

E já que estamos falando sobre cabelos, há um tempo surgiu uma polêmica sobre cortar ou não. Você faria qualquer coisa por um personagem?

Tudo depende do que você está fazendo, qual o trabalho, personagem, equipe. Tudo é muito relativo, e não dá pra generalizar. Eu sou atriz, e amo o meu trabalho. Sempre levei minha profissão muito à sério. Então, é claro que se for por um projeto bacana, um personagem interessante, nós temos que fazer mudanças.

Você é uma pessoa que se cuida, e se preocupa em estar saudável, mas você se sente uma mulher sexy?

Ah, eu acho que sensualidade é relativo. Toda mulher que se sente bem, e que está feliz com a autoestima boa, é sensual. Depende de como você quer ficar sexy. Eu acho que a mulher, quando não está, necessariamente produzida, está mais tranquila, relaxada, também é sexy. Mas é claro que, quando tem um evento, temos que nos arrumar, colocar um salto alto, um batom. Dá pra usar algumas armas também.

 
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