Educação
Por Uma Infância Com Mais Tempo Para Os Tatus-Bolinha! Leia +

Por Adriana Rodrigues Xavier

Numa tarde calma lá na Escola, todos estavam no parque e, de repente, sobe a rampa, acompanhado pela Carol, nossa diretora, um menino grande, usando jaqueta de couro. Todas as professoras foram se aproximando tentando reconhecer quem era aquele mocinho que adentrava o nosso imenso gramado, cheio de lembranças, quando a Carol disse: “Eu o encontrei na rua, andando de moto!”

Então, num misto de surpresa e alegria, uma professora exclamou: “Nossa! É o Luigi!!!”

Era um ex-aluno, tão querido como tantos outros que já passaram pela nossa Escola! Ele, um pouco sem jeito, rodeado por tantas professoras que o estavam admirando, medindo-o da cabeça aos pés, como para averiguar se estava bem, forte, tal qual uma mãe quando revê um filho, algo assim...

Então, no meio desse verdadeiro mapeamento do nosso querido e inesperado visitante, uma das professoras, minha amiga Tânia, muito espontânea, abriu os braços e, em bom tom, falou: “Vem aqui, me dá um abraço porque eu cuidava de todos os seus tatus-bolinha!!”

Ele disse com firmeza: “Eu me lembro, eu me lembro bem disso!”

 
O resto de nossas vidas Leia +

A preparação para o que vem a seguir

Este é um dilema vivido por todo (ou quase todo) aluno que está finalizando a etapa escolar. É um momento cheio de dúvidas, desde a escolha da profissão até a forma como deve se preparar para o que vem por aí. Muitas vezes ele não sabe nem o que quer construir para o seu futuro. Aflito, este aluno acredita que tem que acertar de primeira e tem um curto período de tempo para descobrir o que quer fazer, se preparar para conseguir ingressar na profissão e ainda conseguir ter sucesso profissional. Há também o aluno que sabe o que quer, mas não sabe como chegar ao seu objetivo. Nesta matéria especial do caderno educação, conversamos com três especialistas em assuntos relacionados aos rumos deste estudante angustiado, desde a escolha, o preparo e a inserção do mercado de trabalho, antes mesmo de cursar uma universidade.

A orientadora do Colégio Rio Branco, Maria Eugênia Rossetti explica que no nono ano do fundamental começa essa fase da angústia com  escolha da profissão: “Eles pensam que a escolha é para a vida toda. Isso gera muita ansiedade.” O Coordenador pedagógico do Mario Schenberg e professor do Colégio Anglo Da Vinci, Marco Antonio Xavier, comenta que o aluno precisa ter formação de base, ter conteúdo e também aprender a pensar, para ter um bom resultado no ENEM. Ele explica que o exame nacional diminui as diferenças entre alunos da rede pública e particular. E falando em alunos da rede pública, conversamos também com a diretora do CEPRO (Centro de Estudos Profissionalizantes), Suzana Penteado. Ela está à frente de um trabalho que dá oportunidade de ensino profissionalizante aos estudantes da rede pública com perspectiva de inserção no mercado de trabalho.

 

 
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