Educação
Outubro chegou! Leia +


Por Adriana Rodrigues Xavier

 Apelos consumistas à parte, eu sei que nessa época eles são esmagadores, mas temos que concordar que o mês de outubro carrega com ele aquele ar maroto de criança sim! Pra começo de conversa, ele chega cerca de dez dias depois da primavera, que é a estação da cor, das peraltices, das borboletas em volta das flores, do néctar, da polinização, e isso significa vida, crescimento...enfim...tudo o que a criança é!

Engraçada uma outra relação desse mês com a criança é o início do horário de verão (apesar de ainda ser primavera). Por que pensei nessa relação? Porque os fins de tarde ficam mais longos, a brincadeira se estende, novas ideias aparecem, novas parcerias acontecem...o dia fica mais longo, o sol fica mais um pouquinho dando o ar da graça!

Não posso deixar de registrar que nesse mês também comemora-se o dia dos professores e é claro que uma grande parte de nós está imersa no universo infantil nas tantas escolas espalhadas por esse mundo, em meio aos barulhos, vozes, risadas, choros de crianças, é evidente!

 
Por uma educação infantil que não tire a infância das nossas crianças!


Quando falamos em educação infantil, muitos ainda perguntam “você está falando da pré-escola?”. Não! Falamos de um lugar que não é o preparatório para a escola, mas que é um espaço que valoriza e que potencializa esta fase tão importante da vida – a infância! Pois ser criança, não significa ter infância! Mas por quê? Porque ter direito a infância pressupõe ter experiências e vivências que aguçam a curiosidade, que dão espaço para a criação, a autoria, o jogo simbólico, o imaginário, a vivência com a natureza, enfim que permitam que a criança brinque! Porque é pelo brincar que ela se apropria do mundo que a cerca. É pelo brincar que ela ocupa diferentes papéis. E é pelo brincar que ela explora diferentes hipóteses.



Então por que as escolas “escolarizam” a infância? Por que as salas de aula não encantam as crianças, não as convidam a explorar?

Estas foram algumas das muitas reflexões da nossa equipe para que decidíssemos por um modelo disruptivo de ambiente em nossa educação infantil. Primeiramente porque somos pesquisadores de 1ª infância, e nossos estudos estão alinhados as tendências internacionais de educação para este segmento. Segundo porque todo nosso projeto de alteração do ambiente foi pautado em dados de pesquisas que demonstram o quanto o nível de aprendizagem é potencializado em ambientes exploratórios.

As publicações do  Center on the Developing Child – Harvard University, da Fundação Reggio Children – Centro Loris Malaguzzi,  do Território do Brincar, da Society for Neuroscience e Bernand Van Leer Foundation e da Fundação Maria  Cecilia Souto Vidigal, foram as principais referências para dar sustentação a desta decisão.

Desta forma, os alunos ganharam diferentes ateliês de exploração. Organizados de forma que as crianças tenham múltiplas vivências. Que testem suas hipóteses, que explorem um mundo tridimensional e que se sintam apoiadas e acolhidas para ultrapassar seus limites.

Dentro desta perceptiva, o brincar é um grande aliado, um recurso. E os ateliês? Ambientes potencializadores da curiosidade que movimenta o brincar. Criança aprende pela experiência, então criamos ambientes que não sufocam, não limitam, mas que aguçam e convidam! Ambientes que possibilitam.

Os ateliês foram divididos em 4 focos de exploração: construção, luz e sombra, artes, jogo simbólico. A cada nova exploração, uma nova proposta de olhar para estes espaços de uma maneira diferente, amplificando as experiências possíveis. Além disso, de tempos em tempos os ambientes serão modificados, renovando possibilidades, a partir do olhar atento dos professores para os caminhos apontados pelos alunos.

Com esta escolha reforçamos nosso compromisso em proporcionar para os nossos alunos as melhores memórias deste lugar que denominamos ESCOLA.

 
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