Educação

Por Adriana Rodriguez Xavier

“Para isto que servem as Escolas, não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas!” Rubem Alves

Cada vez mais todos têm acesso a qualquer tipo de informação em qualquer tempo e lugar. As crianças também já sabem que podem buscar  TUDO através do celular, tablets e computadores. A Escola teve que absorver toda esta mudança e muito se tem refletido sobre o papel da instituição de ensino e até do professor, quanto à divulgação do conhecimento e da informação, uma vez que os mesmos já têm sido propagados por diversas mídias, às quais a maioria das pessoas têm acesso. Para mim, de qualquer forma, com ou sem internet, a Escola nunca deveria ter somente a imagem de “detentora” das informações e dos saberes, mas sim, ser entendida como o lugar onde toda essa cultura e conhecimentos fazem sentido, são mobilizados, são relacionados, achados, explorados...enfim, o lugar onde tudo faz sentido! É impressionante pensar que, agora, depois de tanta reflexão sobre  essa temática, em meio à tanta tecnologia, eis que surge de maneira cada vez mais veemente o verdadeiro lugar da Escola na sociedade, posição esta, almejada por tantos educadores que de fato, acreditam e querem atuar como mediadores ou orientadores no processo de aprendizagem .

Entretanto, para ocupar esse privilegiado lugar, a Escola precisa refletir todo dia sobre sua prática, suas intervenções, seus objetivos, desde a Educação Infantil para garantir que esse discurso esteja sendo vivido! Que de fato, as crianças estejam mobilizadas, acesas em suas buscas e já apropriada dos processos e dos significados das mesma

E por falar em Educação Infantil, mesmo com a mais tenra idade, meninos e meninas se tornam pesquisadores em potenciais com estratégias didáticas que estimulam tais ações, uma delas é o trabalho com Projetos! Entre tantos formatos existentes, desde Paulo Freire com os Temas Geradores até Loris Malaguzzi com Reggio Emília, o que se tem como premissa básica é desenvolver junto aos alunos, estudos que façam sentido para eles e que tenham um aprofundamento e uma ampliação no tocante à exploração e tratamento de informações oriundas de diversas fontes, bem como em relação à vivência de diversas linguagens expressivas da criança.

Assim, a Escola se posiciona em um lugar de excelência, um pólo onde as coisas se fundem, se tocam, se movimentam, enfim: FAZEM SENTIDO!

E nós, pais e mães, como educadores, também devemos estimular nossos filhos a compartilhar dúvidas, descobertas, curiosidades com a Escola! Essa, portanto, tem que ter condições para absorver, esse novo “aluno”, cheio de informações, perguntas e vontade de descortinar este mundo que ele já é capaz de enxergar, tocar, pensar!!!!

 

 
PARA TER SEMPRE O QUE CONTAR


Por Adriana Rodrigues Xavier

Educação para nós se dava no silêncio. Nossos pais nos

ensinavam a sonhar com aquilo que desejávamos. Com-

preendi então que educar é fazer sonhar. Percebi que,

na sociedade indígena, educar é arrancar de dentro para

fora, fazer brotar os sonhos e, às vezes, rir do mistério

da vida.

Daniel Munduruku

“Eu ficava pulando elástico com minhas amigas na rua e minha mãe nos chamava para entrar no fim de tarde para tomar banho e almoçar!”

“Quando eu ia na praia meu pai brincava de peixinho comigo no mar. Ele me puxava pelos braços e eu ia pela água feito um peixe.”

“Enquanto minha mãe cozinhava, a gente brincava de banho dentro da bacia!”

“Eu adorava brincar de mãe da rua.”

“ Eu fazia carrinho com roda de chinelo de borracha.”

“Eu construía cidades cavando buracos no morro atrás da minha casa.”

“Eu gostava de brincar de Estrela nova cela, que é como uma pula cela!”

“Eu adorava brincar de carrinho de rolimã.”

“ Eu gostava de brincar de teatro. Eu colocava as minhas bonecas enfileiradas e fazia apresentações.”



 
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