Educação
À criança o direito a esperança

Por Adriana Rodrigues Xavier

 Crise, crise...governo corrupto, impeachment, inflação, violência, refugiados, arrastão no Rio de Janeiro etc.

Todos os dias, pela mídia em geral, nas redes sociais e até à mesa da família, na hora do café ou de outras refeições, os adultos estão conversando sobre os problemas que o mundo, ou mais especificamente o Brasil, está enfrentando atualmente. Independente da faixa etária, os pequenos já estão inseridos nessa escuta pela boca de seus responsáveis ou através do Jornal exibido pela televisão todos os dias.

É claro que desde que o mundo é mundo sempre houve problemas, más notícias, e nos tempos de hoje não é diferente, porém o que tenho percebido como educadora é o surgimento de uma atmosfera de desespero, de depressão, de falta de perspectiva e isso pode, e na minha opinião já está, afetando as crianças!

As crianças são seres dotados de senso de justiça e moral desde a mais tenra idade e ao longo do seu desenvolvimento, vão reunindo recursos para lidar com as mais diferentes situações que se apresentam na vida. Sendo assim, os pequenos começam a apresentar suas hipóteses para os acontecimentos, suas ideias...

Essas ideias nascem a partir da elaboração construída na brincadeira, na fantasia, mas suas raízes estão na leitura e na escuta da realidade que está em volta da criança. Certo. É assim que funciona para tudo quando se é criança, portanto se a imersão nesse ambiente inóspito, sem esperança , onde tudo está perdendo seu valor, sua beleza, for densa, frequente, que experiência a infância levará? O que e como a criança irá elaborar? Com quais recursos?

É preciso ao menos garantir o genuíno lugar do bem e do mal, se há problemas e se alguém for mal, o bem e o bom deverão triunfar. Esse é o universo infantil! É um lugar onde sempre há uma solução para tudo. Não estou dizendo que na infância não haja problemas, conflitos, tristezas, dor...sim...há! Entretanto, estamos falando sobre as respostas e as resoluções dessas questões para as crianças...

 

A bruxa fez maldade então vai cair do penhasco...

O ladrão roubou, mas a polícia vai pegar...

Está doendo, mas vai sarar...

O meu cachorrinho morreu, mas vai virar estrelinha...

É preciso sim preservar esse universo cheio de coerências lindas, poéticas, intensas, tão verdadeiras e possíveis para nossos pequenos!

E nós, adultos, precisamos ser os guardiões desse universo e para isso também temos que nos nutrir de esperança, de bons valores...Temos que nos cercar de pessoas, ambientes e até dentro da mídia, é preciso escolher essas influências...Elas devem ser mais positivas, menos alarmistas ou sensacionalistas. É possível ter informação, ler os jornais todos os dias, mas preservar o estado saudável de espírito para ter força para nadar contra essa maré do sentimento de depressão coletiva.

À criança o que é da criança! O direito de crescer com esperança, sabendo que a justiça não irá falhar, sabendo que vale a pena ser bom, tendo a convicção de que se eu pegar esse besouro que está dentro da minha casa e o levar para a natureza, terei  feito um grande bem para o mundo!

Então temos que contar mais histórias, ensinar a cuidar das plantinhas, colocar o curativo, mas não esquecer de beijar o machucado...

Vamos ensinar a ter fé!

 

Deixo essa dica de literatura infantil que inspira a pensar que vale a pena ser bom e lutar por bons valores!

O Pote Vazio – Demi – Ed. Martins Fontes

Adriana Rodrigues Xavier é pedagoga, psicopedagoga e diretora pedagógica da Escola da Carol

coordenaçã Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

 
Brasil, Pátria Educadora

Tendo em vista todos os problemas enfrentados pela educação no nosso país, como falta de recursos e o recente caso ocorrido no protesto de professores do Paraná, convidamos alguns educadores de instituições de ensino conceituadas para que fizessem um raio x da nossa pátria educadora.

“ Na educação faltam recursos de fato destinados às melhorias nas condições das escolas, no tocante à parte material e à parte humana. As remunerações dos profissionais estão sempre muito defasadas, com variações absurdas entre os Estados do Brasil. Aqui mesmo em nossa região, há diferença entre os municípios vizinhos, em relação à estrutura das escolas, salários dos professores, etc. Eu acredito que haja muitas pessoas sérias e comprometidas em mudar, melhorar, mas que ficam sufocadas com políticas públicas equivocadas e que em nada contribuem para isto!

Faltam duas coisas:

Boa remuneração porque é óbvia a necessidade de se valorizar e reconhecer urgentemente nossa querida e sofrida classe de professores e Capacitação porque " a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão e arte"...Parafraseando os Titãs, não adianta só melhorar os salários se o ambiente não é de formação, de avaliação, de reflexão à luz de tantas boas influências que temos em educação no Brasil e  no mundo!

Utópico??? Pode ser, mas não custa sonhar!”

Adriana rodrigues Xavier – Escola da Carol

Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

 

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 Próximo > Fim >>

Página 6 de 8

Indique !