Saúde
A Dislexia invadiu a minha casa. E agora?

Talvez você não saiba, mas nomes como Tom Cruise, Woopi Goldberg e Robin Williams são disléxicos. Não culpe seu filho – ou o chame de preguiçoso - se ele tem dificuldades em ler e escrever, um problema comum entre crianças com dislexia. Aliás, aproveite essa leitura e se inteire sobre o assunto.

Dislexia, ou Transtorno Específico de Aprendizagem, é uma disfunção Neurobiológica que se manifesta por dificuldades linguísticas variadas, incluindo, além das alterações de leitura, problemas na capacidade do aprendizado da escrita e da soletração.

Portanto, não se trata do resultado de uma alfabetização ruim, desatenção, falta de motivação, condição socioeconômica ou baixa inteligência. Diferente disso, geralmente o Q.I. de uma pessoa disléxica varia de médio a alto.

Apesar de ser um transtorno que se manifesta no período da alfabetização, hoje em dia, já é possível detectar na criança, que ainda está na educação infantil, sinais de risco, possibilitando um trabalho preventivo, podendo diminuir muito o impacto negativo na sua vida acadêmica.

"Fiquem atentos se seu filho, aos cinco anos de idade, ainda tiver inversões de sílabas na fala, como gasolina/galosina, se tem dificuldade de memorizar as musiquinhas da escola e de lembrar as palavras quando quer lhe contar algo", diz Cassia A. C. Valeriano, especialista em Fonoaudiologia Educacional.

Segundo a fonoaudióloga, no período da alfabetização, os sinais são as dificuldades que a criança apresenta em pensar nos sons das palavras ouvidas, em aprender a relação entre estes sons e as letras que os representam, além de ter complicações em memorizar os nomes das letras do alfabeto. "Tanto a dificuldade de decodificação nos anos escolares iniciais, quanto o déficit na fluência nos mais velhos vão atrapalhar a compreensão da leitura e, consequentemente, o aprendizado por meio dela. Assim, antes de pensarmos que uma criança é 'preguiçosa', 'desinteressada' ou que não gosta de ler, devemos investigar se ela não tem um transtorno primário que está gerando estes comportamentos", aconselha Cassia.

É na escola que a dislexia, na grande maioria das vezes, aparece, local onde a leitura e escrita são permanentemente utilizadas e, sobretudo, valorizadas. Entretanto, a escola que conhecemos certamente não foi feita para o disléxico. Objetivos, conteúdos, metodologias, organização, funcionamento e avaliação nada têm a ver com ele.

Neste contexto, o educador deve estar aberto para lidar com as diferenças e estimular o prazer do aprender. Para que isto ocorra, deve transformar a sala de aula em uma “oficina”, preparada para exercitar o raciocínio, onde os alunos possam aprender a ser objetivos, mostrar liderança e resolver conflitos de opinião. A partir deste momento, a interação com o aluno disléxico torna-se facilitada, pois, apesar do distúrbio de linguagem, o aluno terá um potencial intelectual e cognitivo preservado. Desta maneira estará sendo estimulado e respeitado, além de se ter auxílio resultando num melhor desempenho.

A criança com dislexia não gosta de ler, porque sua leitura requer muito esforço mental para decodificar o código, sobrando pouco recurso de memória para pensar e compreender o que foi lido. Ao ler pouco ela vai se privando de informações linguísticas que também vão contribuir para a fluência e velocidade de leitura.(que contribuem para a fluência e velocidade de leitura) Algumas vezes, por conta desta dificuldade, podem apresentar comportamentos negativos como, por exemplo, chorar para ir à escola, falar muito durante a aula e, até mesmo, rasgar os itens de estudo.

"O papel dos pais e professores é de não deixar que a criança perca este contato com o mundo das palavras; é fundamental que se leia com ela e proponha leitura compartilhada a cada frase ou parágrafo, possibilitando o treino com estímulos curtos e registrando suas ideias quando necessário, pois a escrita também estará comprometida”, explica a especialista. (registrando suas ideias, quando necessário, pois a escrita também estará comprometida)

Auxiliar uma criança disléxica não é um dever somente da escola; você também pode ajudar seu filho em casa. Dê amor, seja generoso e respeite-o. Uma pessoa com dislexia terá que enfrentar muitos desafios, tanto com as habilidades de ler como emocionais. No entanto, há formas de deixar esses desafios menos assustadores.

 
O processo de envelhecimento

Após 15 anos imersa nos estudos, geriatra volta para a Granja Viana com bagagem para atender adultos e idosos

 

Nascida na Granja Viana, Juliana Berreta saiu aos 19 anos de casa para iniciar sua jornada na medicina. Cursou a graduação na Faculdade de Medicina de Jundiaí, fez residência em Clínica Médica na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e residência de Geriatria na Universidade Federal de São Paulo. Em 2015, motivada a estudar melhor o processo de hospitalização e reabilitação do idoso após a alta hospitalar, passou uma temporada em Boston, onde estagiou na disciplina de Geriatria da Harvard Medical School, na área de Transição de Cuidados. No mesmo ano, tornou-se membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

A Geriatria entrou na sua vida quando percebeu a importância de entender o processo de envelhecimento, a necessidade de conhecer as alterações esperadas com o avançar da idade e diferenciá-las do impacto que as doenças mais prevalentes nessa faixa etária ocasionam na saúde do idoso. “Cada paciente é único; podemos ver um indivíduo de 100 anos que vive de forma saudável e ativa em um corpo de 100 anos e, por outro lado, alguém de 60 anos com limitações decorrentes de doenças crônicas”.

Além disso, o olhar que o médico deve ter ao ver o paciente como um todo sempre a motivou. “Com o avançar da medicina, o médico de família perdeu espaço para os especialistas. Não é raro um paciente acompanhar com quatro, cinco médicos diferentes e nenhum elo entre eles ser estabelecido. O geriatra tem o papel de ser, muitas vezes, a referência na gestão da saúde do seu paciente e fazer a interligação com outras especialidades quando necessário”.

Umas das perguntas mais frequentes é quando devemos procurar um geriatra. “A rigor, começamos a envelhecer na terceira década de vida e o quanto antes nos prepararmos, maior a chance de um envelhecimento saudável. Além disso, antes de cursar geriatria, nos especializamos durante dois anos em clínica médica, nos tornando aptos a cuidar da saúde de adultos”.

Feliz em poder voltar para a Granja Viana e prestar um atendimento de referêcia em geriatria no Espaço Saúde do Granjardim, Dra. Juliana também faz consultas domiciliares, atua no seu consultório em São Paulo e faz parte do corpo clínico do Hospital Samaritano, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital Israelita Albert Einstein. Atualmente, também é afiliada da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo onde, além de trabalhar no seu projeto de mestrado, é preceptora dos residentes e coordena um protocolo de fratura de fêmur em idosos, em conjunto com a Disciplina de Ortopedia e Anestesiologia.

 

 

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