Viajar é preciso
É Amazônia... É Brasil!

É muito maluco pensar que o maior bioma e a maior floresta tropical do mundo não está entre os principais destinos turísticos do Brasil. Com aquele calorzinho básico de 40 graus – reduto de índios, cachoeiras e animais selvagens - a Amazônia é tudo isso e mais um pouco, além de ser um motivo de orgulho para o país. Nas suas próximas férias, que tal se hospedar lá, no meio da selva amazônica, e se apaixonar de vez por ela? Confira nossas dicas para, você mochileiro, se preparar e desbravar esse pulmão que é seu, é nosso, é do Brasil.

A Revista Tudo respondeu a algumas perguntas comuns para quem quer conhecer a Amazônia e ainda não criou coragem.

Serei devorado pelos mosquitos?
Com mata por todos os lados, longe da civilização, ser atacado por pernilongos e borrachudos é um fato, certo? Não, exatamente. O Rio Negro, onde está localizada a maior parte dos hotéis de selva, tem um elevado grau de acidez e, por conta disto, os insetos não se proliferam. Em Ilhabela (litoral norte de São Paulo), por exemplo, tem muito mais insetos do que nesta região da Amazônia. Os hotéis e navios também contam com mosquiteiro na janela. E outra... é só se lambuzar de repelente (Santo repelente!). Nas incursões na selva, há uma quantidade maior de insetos. Para se livrar das picadas, além do repelente, usar calça comprida e camiseta de manga longa ajuda na proteção.

Os nativos dizem que tem uma abelhinha que se enrosca no cabelo e fica picando o coro cabeludo até ela resolver sair ou você conseguir tirar. Nas trilhas, chapéu, bonés ou gorros são fundamentais.


Qual a melhor época para ir?
A região Norte é dividida em duas estações. Na época (mais) chuvosa, que vai de dezembro até maio, os barcos podem percorrer percursos maiores; os deslocamentos são mais fáceis e dá para fazer passeios de canoa pelos igapós (floresta inundada). No entanto, o período da seca, de julho a novembro, é ideal para aproveitar as praias fluviais, que somem quando o rio está cheio. Como faz calor e chove o ano todo, é difícil falar qual a melhor época para ir. Dá para aproveitar todos os meses.

Quanto tempo ficar?
Quatro ou cinco dias em um hotel de selva ou em um cruzeiro é tempo suficiente para aproveitar o local sem que os passeios se tornem repetitivos, de acordo com os viajantes e agentes de viagens.

O que não posso deixar de levar?
Na mala, coloque roupas leves e confortáveis, chapéu, trajes de banho, repelente e a farmacinha com os medicamentos habituais. Para os passeios na mata, leve calças compridas leves, evitando o jeans. Como chove bastante, é bom levar uma capa de chuva e um tênis confortável. Levar dinheiro também é importante, pois no passeio à comunidade indígena, tem produtos artesanais para comprar e você vai querer encher a sacola de lembrancinhas.

Verei bichos por todos os lados?
Apesar de ter a maior biodiversidade do planeta, observar animais na Amazônia não é tão fácil quanto em outras regiões, como no Pantanal. Muitos turistas acreditam que irão ver todos aqueles bichos mostrados nos documentários e acabam se decepcionando. Durante as incursões na floresta, dá para avistar pássaros, alguns macacos, jacarés, botos e uma ou outra preguiça. Mas mamíferos terrestres, como anta, paca e onça, dificilmente são observados.

Preciso tomar vacina? Quais os cuidados com a saúde?
A vacina contra a febre amarela é recomendada para toda a região Norte do País, mas não é obrigatória. Vale também atualizar a vacina contra o tétano. Além disso, não deixe de preparar a farmacinha de viagem, com os medicamentos que costuma tomar. No meio da selva, é bom não contar com os remédios disponíveis.

Onde dormir?
Tanto os hotéis de selva, quanto os cruzeiros de barco são boas opções para quem quer conhecer a Amazônia com conforto e grandes emoções. Ambos oferecem quase que os mesmos passeios inclusos no pacote. Por isso, na hora de escolher entre um e outro, é preciso levar em consideração o tipo de experiência que quer ter. Em um hotel de selva, você entra em contato com a natureza o tempo todo, interage com a comunidade local e conhece melhor a região em que está hospedado. Por outro lado, no navio, você tem a vantagem de percorrer uma distância muito maior e dormir em lugares diferentes. A paisagem muda sempre e a experiência de navegar nos rios é única. Para quem não abre mão de conforto, há hotéis de selva com boa infraestrutura, com ar-condicionado e água quente. Todos eles incluem no pacote as atividades diárias, traslado e todas as refeições. Veja no App opções a partir de R$800 por pessoa, para duas noites.
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E se optar por cruzeiros?
Há diferentes embarcações que realizam roteiros de 3 a 7 noites pelo Rio Negro e pelo Solimões. A mais famosa é o Iberostar Grand Amazon. O navio, com capacidade para 150 passageiros, tem as facilidades de um cruzeiro tradicional e opera no sistema all-inclusive. Tem duas saídas semanais, às segundas e às sextas. O preço do roteiro de três noites sai a partir de R$1.959 por pessoa e o de quatro noites, R$2.572 por pessoa. Para quem busca uma experiência mais tradicional e com menos pessoas, a Amazon Clipper Cruises tem barco regional com capacidade para 16 pessoas, de madeira, com cabines com beliches. O preço do roteiro sai por R$ 1.200 por pessoa (o passeio de três noites) e R$2.400 aos sábados.

Onde comer

Parrilla de pirarucu, jambu, camarão, tucupi, pirão, tambaqui ou carne de sol.
No aplicativo da TUdo, confira opções sensacionais de gastronomia local, com pratos, inclusive, abaixo de R$50.

O que fazer na Amazônia? 

Os hotéis de selva e cruzeiros têm uma programação de atividades diária. Os principais meios de hospedagem no Amazonas costumam incluir focagem (passeio de observação) de jacaré, caminhada pela mata, visita a uma comunidade indígena, pesca de piranha, ida ao encontro das águas e passeio para ver o boto cor-de-rosa. Mas, para aqueles que preferem se aventurar por conta própria, separamos alguns passeios que são, tipicamente, amazônicos. Confira a lista no App.

A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. Sobretudo, a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das consequências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra. Mesmo com problemas ambientais, a Amazônia recebe três mil visitações por mês. Quem viaja para a maior floresta do mundo, tem a oportunidade de cuidar das florestas e dos animais que lá vivem, além de conhecer mais sobre a cultura indígena e o folclore. Quem vai para Amazônia, sem dúvida, vive uma aventura inesquecível.

Como chegar lá?

Utilizar o Aeroporto Internacional de Manaus não apenas a opção mais rápida, como também a mais confortável. Manaus está no meio da floresta, então, chegar a outras capitais da Região Norte pelas estradas precárias é cansativo. O transporte fluvial, característico nas cidades banhadas por rios, é uma das alternativas mais utilizadas pelos moradores locais.

Barco
Os barcos são muito utilizados para ir de uma cidade à outra. É comum utilizá-los para ir de Itacoatiara e Parintins a Manaus, por exemplo; no entanto, fatores negativos dessas viagens são o tempo de duração e a questão do conforto de algumas embarcações, que só possuem redes para dormir.
Entre Belém e Manaus, a viagem de barco dura cerca de quatro dias.

Carro e Ônibus
Antes de tudo, é preciso saber que ir de carro ou ônibus até outras capitais da Região Norte é demorado. A única rodovia de acesso à capital é a BR-174, conhecida como Manaus-Boa Vista. Para quem parte da região central do Brasil é desaconselhável utilizar a Transamazônica, devido à precariedade de sua estrada.

Avião
Principal meio de chegada de turistas nacionais e estrangeiros, o Aeroporto Internacional de Manaus fica um pouco afastado do centro da cidade. Chegar e sair do aeroporto em um táxi é a opção mais confortável, uma vez que o micro-ônibus (R$4,50 - Linha 813) que passa no local não tem espaço para bagagens. Uma corrida entre o aeroporto e o centro custa cerca de R$50.
É importante ressaltar que, além de servir como chegada a Manaus, o aeroporto oferece voos para países no exterior, principalmente Estados Unidos, alvo de muitas promoções ao longo do ano. A agências de viagens, CVC, oferece pacotes a partir de R$1.808,65, por pessoa, de São Paulo à Manaus.



 
COTSWOLDS, LOVE IS IN THE AIR!


O ninho de Willian Shakespeare te espera

Como foi dito, não existem voos diretos de São Paulo à Cotswolds, mas, chegando em Londres, as opções são diversas. A mais barata é de carro, com alugueis que variam entre 17 e 27 euros ou 60 e 90 reais. O tempo de viagem é de 1 hora e 43 minutos. Indo de trem, as passagens saem de 43 a 81 euros, ou de 150 a 280 reais. A viagem dura 1 hora e 50 minutos.
O que não faltam são opções poderosas de hospedagem na região. Já pensou em se acomodar num castelo? Em Cotswolds você pode! Quer opção melhor do que essa para celebrar o amor?
Baixe o App da TUdo e veja onde se instalar, com alternativas que custam a partir de 538 reais.
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Apesar de pequenina, o que não falta em Cotswolds são coisas para fazer. Se você e seu par gostarem de uma agitação, os bares e pubs são uma ótima pedida. Eles encerram as atividades no início da madrugada e resgatam a tradição inglesa da boêmia. O mais conhecido e badalado é o The Kingham Plough, já citado na parte gastronômica.

Aproveite também para dar um pulo em Stratford-upon-Avon, o vilarejo em que nasceu, cresceu e que, inclusive, está enterrado o poeta e dramaturgo Willian Shakespeare.
Não deixe de visitar a casa em que ele foi criado.
Essa é uma daquelas oportunidades únicas que devem ser aproveitadas até o último segundo.

Não deixe de visitar a casa em que ele foi criado.
Essa é uma daquelas oportunidades únicas que devem ser aproveitadas até o último segundo.

Um brasileiro em Cotswolds
“Conhecer uma igreja do século XI.
Pois é, essa foi uma das coisas mais legais que rolou nessa viagem! De repente, pegamos uma saída errada em uma rotatória e demos de cara com uma plaquinha indicando o caminho para a St. Nicholas Church, construída no século XI. Tocamos para lá sem pensar duas vezes. A surpresa foi grande quando vimos que a porta estava encostada e não tinha absolutamente ninguém lá dentro – e nem num raio de 2 quilômetros. Era dezembro e nossos companheiros de estrada eram chuva e vento. Ficamos um bom tempo dentro desse tesouro, “ouvindo” o silêncio e imaginando como seriam as celebrações nos séculos passados (se bem que ainda rolam missas lá até hoje!)”. João – praveromundo.com.br

Já pensou em levar a sua cara metade para um destino digno de contos de fadas? O Velho Continente sempre nos reserva boas surpresas e, como forma de homenagear os apaixonados, a equipe da Revista Tudo escolheu Cotswolds, a região mais encantadora da Inglaterra, para ilustrar a edição dos namorados. E alertamos: ao terminar de ler esta matéria as chances de você correr para garantir os pacotes para o destino serão altas.

Localizada a 140 km de Londres, capital da Inglaterra, Cotswolds – que leva esse nome por conta das pedras cor de mel usadas em suas construções – é uma junção de pequenos vilarejos (100 no total, com pouco mais 1.000 habitantes) repletos de belas paisagens, daquelas que parecem saídas de livros infanto-juvenis. A região é digna de muitos elogios e o modo de vida rural deixa tudo ainda mais charmoso.

A beleza de Cotswolds é tanta que serviu como porta de entrada e locação para vários sucessos do cinema, como “O Diário de Bridget Jones” e “Cavalo de Guerra”, de Steve Spielberg. Alguns astros e estrelas da sétima arte e da música, inclusive, possuem residências na região. Nomes como a cantora Lily Allen, a top model Kate Moss e a estilista Stella McCartney não só compraram casas no local, como também viraram cidadãos “cotswoldianos”. Estas casas têm, no mínimo, 400 anos. A família real também bate cartão por lá. Um dos mais ilustres visitantes foi, sem dúvidas, sempre foi Willian Shakespeare, que nasceu num dos pedacinhos de Cotswolds, o vilarejo Stratford upon Avon.

A região tem pouco mais de 2.000 quilômetros quadrados, o que faz com que suas cidadezinhas sejam bem pequenas, possibilitando conhece-las facilmente a pé, de uma ponta a outra. Mas não se engane, apesar de ser um lugar que foge do desenvolvimento urbano, pode-se assim dizer, Cotswolds tem muitos atrativos turísticos. Suas ruas estreitas abrigam pubs, igrejas medievais, casas de chá, pousadas e hotéis de luxo, isso sem contar na gastronomia típica, uma atração à parte. Vale ressaltar que o comércio local não tem atendentes, o que significa que bolos caseiros, cookies e sucos orgânicos, por exemplo, ficam expostos em frente as lojas, em barracas. Os clientes pegam o que desejam e deixam o dinheiro por ali.

Para chegar a Cotswolds é preciso ir primeiro à Londres e de lá embarcar num trem ou alugar um carro. Os voos de São Paulo com destino à terra da rainha saem a partir de 3.998 reais pela United.

A melhor época para se conhecer o condado é na primavera, entre abril e junho. É o período ideal para a prática de caminhadas e esportes.

A Tudo recomenda que sua viagem por esse lugar encantador comece por Cirencester, o “seja bem-vindo” da região. Logo depois, programe-se e escolha entre Bibury, Castle Combe, Bourton-on-the-Water, e Snowshill, que estão entre os vilarejos mais bonitos do condado.

Já está completamente apaixonado(a)? Apostamos que sim. Depois do nosso roteiro completo, então, será difícil você não organizar a Lua de Mel.

Desembarcando em Cotswold

Para saber mais sobre rotas e preços, recomendamos este site: www.rome2rio.com/pt/s/Londres/Cotswolds

 

Reposição de energias


Parada gastronômica

- Daylesford Organic

O condado é conhecido pela sua produção de orgânicos, então nada mais justo do que colocar nesta lista a maior loja de orgânicos de Cotswolds, não é mesmo? Recomendamos de olhos fechados e paladar aguçado o risoto de quinua, cogumelos e mix de queijos acompanhado de um suco de frutas frescas. O prato sai por 27 libras ou 110 reais.

 

Batendo perna


 

Saindo do roteiro turístico tradicional, nossa dica é que vocês façam uma visita a Stanway House, uma supermansão do século XVI. O local é aberto apenas no verão, abriga peças da época e possui um imenso jardim. Um passeio e tanto! Outro ponto imperdível desse roteiro da contramão é o grandioso Berkeley Castle, o castelo mais antigo da Inglaterra. A construção do ano 1.100 ainda é habitado pela família Berkeley, que já ultrapassa a sua 28ª geração. Mesmo sendo privado, o local pode receber visitas de acordo com a disponibilidade da família.





 
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