Viajar é preciso
Romênia, muito mais que a Terra do Drácula

Paisagens inigualáveis e muita história

 

Alguns dizem que a Transylvania, na  Romênia, tem um dos mais fortes campos magnéticos da Terra e que seu povo têm percepção extra -sensorial. Em algumas datas, como dia de São George (23/04) e na véspera de St Andrew (29/10), acredita-se que vampiros se penduram nas encruzilhadas. Pois é nessa região que vive o conde Drácula. Não importa se você acredita ou não, mas quando estiver percorrendo as estradas sinuosas do pedaço, cercadas de florestas escuras no meio das montanhas, terá certeza de que o drácula vive por ali. Contos sobrenaturais já eram tradição há muitos séculos quando Bram Stoker começou a recolher lendas locais para escrever seus contos. O de maior sucesso foi o Conde drácula, inspirado em uma das figuras mais conhecidas da Transilvânia, Vlad Dracula, que foi governante de Valáquia várias vezes.

Mas a Romênia não é apenas isso. Seu território é cortado por montanhas e muitos rios e lagos abriga sete patrimônios mundiais eleitos pela UNESCO, o que rendeu ao país o título de um dos melhores destinos a serem visitados. Os Cárpatos atravessam o centro do país. As florestas têm uma das faunas mais ricas da Europa, incluindo ursos, veados , linces e chamois. Para entender um pouco do local, é bom saber de sua história.

A Romênia foi durante muito tempo parte do império otomano, que incluía partes da Europa (Balcãs e Cáucaso), Norte da África e Oriente Médio. Com a invasão soviética no final da Segunda Guerra Mundial, o país se tornou comunista até 1989, quando o presidente ditador  Nicolau Ceaucescu foi deposto durante a Revolução Romena. Hoje o país é democrático e alinhado à Europa Ocidental. Basicamente, o território reúne características da Europa Central, do Leste Europeu e do Bálcãs em uma combinação única. O que mais chama a atenção de todos que passam pelo país são as fortes tradições folclóricas que sobreviveram até hoje graças às comunidades romenas rurais que sustentaram suas práticas por tantos anos.

Bucareste

É capital e a principal cidade da Romênia. Reúne 37 museus, 22 teatros, 18 galerias de arte, casas de ópera e salas de concerto.

A primeira vista não atrai muito, mas é preciso entender que ela sobreviveu aos bombardeios da segunda Guerra e dois grandes terremotos. Sofreu também a influência da estética comunista. Bucareste é um grande museu do comunismo a céu aberto. Carros soviéticos caem aos pedaços pelas ruas e blocos de edifícios caquéticos equilibram-se como podem sobre suas estruturas.

O edifício do parlamento, o Palatul Parlamentului , é o segundo edifício mais volumoso do mundo depois do Pentágono Americano. Através dele é possével entender a megalomania do ex-ditador comunista Nicolae Ceaușescu.

Visita obrigatória é o antigo centro da cidade (perto Lispcani), onde ficam os edifícios históricos e lindas igrejas, como a Stavropoleos. Um lugar para se visitar é a Caru’ cu Bere, que exibe garçonetes de vestidinhos de mangas bufantes servindo cerveja artesanal e pratos típicos. Em um edifício com vitrais e piso de mosaico, esta cervejaria ainda acolhe turistas em clima de festa e ao som de violinos.

Mas quem gosta de arte e história também não fica na mão em Bucareste. O Muzeul National de Arta Romaniei abriga 12 mil obras europeias, além de uma vasta coleção romena, dentro de um magnífico palácio do século 18. Fora do centro, à beira do lago Herastrau, o Muzeul National al Satului é um passeio ao ar livre entre ícones da Romênia rural: moinhos, casas de campo, carroças e muito mais.

Transilvânia

A Romênia é a terra dos castelos, com mais de 190 construções tradicionais espalhadas em seu território, a grande maioria na Transilvânia, como o conhecido Castelo do Drácula. Lá também fica o maior museu de sal do mundo, junto à salina Turda, criada no século 17. Também é da região a segunda maior caverna de gelo do mundo. A formação tem 3.500 anos e permite a visitação do público para admirar suas impressionantes estalagmites de seis metros de altura.

Na Transilvania também ficam algumas cidades medievais preservadas, como Brasov, com arquitetura saxônica e cheia de ruinas; Sibiu com ruas de pedras e casas coloridas em tons pastéis e Sighisoara, com  passagens secretas e uma torre do relógio do século 14. Em todas elas, lojinhas vendem souvenirs de artesãos locais. Próximo a Brasov e Bran ficam as igrejas de Harman, com torres saxônicas do século 13, e Prejmer, a maior igreja do sudoeste da Europa.

Nos pequenos vilarejos da Transilvânia ainda é possível encontrar pastores , tecelões , ferreiros e carpinteiros.

Moldávia

Moldavia também tem muita tradição folclórica. Suas  igrejas ortodoxas são responsáveis por mais de meio século de história. Um dos monumentos mais famosos  é a Igreja dos Três Hierarcas, construído em 1639. Outro marco importante é o palácio neo- gótico da Cultura, construído entre 1900-1926. Lá estão o Museu Etnográfico , o Museu de Arte e do Museu de História da Moldávia.

Situada nas colinas do norte da Moldávia, a região da Bucovina abriga um dos maiores tesouros de arte do mundo: os sítios Património Mundial da UNESCO dos mosteiros pintados de Bucovina.

Para uma viagem aos mosteiros, o melhor ponto de partida é a cidade de Suceava. Uma vez capital da Moldávia, tem muitas atrações, como os restos da fortaleza de Suceava, de 1388. Outros pontos turísticos são a George Church St. (Património Mundial da UNESCO) , Igreja Mirauti , o Mosteiro Zamca e uma série de museus dedicados a woodcraft , etnografia , história e arte popular.

Uma visita a Bucovina ainda merece as caminhadas pelo Parque Nacional Ceahla, o  Olympus da Romênia - a montanha sagrada dos dácios, os antepassados ​​do povo romeno. São cerca de 90 espécies diferentes de aves para se apreciar.

Danúbio

O Delta do rio Danúbio é uma das paisagens mais belas de todas com uma das maiores biodiversidades do mundo. Depois de passar por 8 países, o rio desagua no Mar Negro. O vilarejo de Sulina é um dos diversos pontos de partida pra quem quer explorar a região. Mas chegar a Sulina não é uma aventura. Como não há rodovias no delta, o transporte de passageiros é feito através das várias companhias de barcos privados, e também pela Compania de Navigație Fluvială Română – NavRom. Os barcos partem de Tulcea, e levam entre 1h30min e 4h,  dependendo da velocidade do barco e do valor que você quiser pagar.

De Bucareste pra Tulcea, pode-se pegar um microônibus que tem várias partidas ao longo do dia. Outra opção é o trem que sai de Bucareste às 6h40 da manhã, com previsão de chegada a Tulcea ao meio-dia. De Tulcea pega-se o barco a caminho de Sulina.

Praias

Se a ideia é ficar no mar, a melhor pedida é visitar a costa do mar negro. O clima é quente, com muitas praias de areia, monumentos antigos, vinhas e resorts para você passer um tempo.

Os principais resorts do mar da Roménia e incluem de Mamaia, Eforie, Neptun, Júpiter, Vênus , Saturno e Mangalia. .

Muitos dos spas são recomendados em tratamentos terapêuticos. Alguns na Magália são especializados em banhos de lama.

Muitos motivos podem te levar ao país. História, lendas, riqueza do folclore, paisagens deslumbrantes, gastronomia e tratamento de beleza. Boa viagem!

 

Fontes:

 maiscuriosidade.com.br

megacurioso.com.br

romaniatourism.com

 
Na trilha da Cerveja Leia +

Abençoai, Senhor, a cerveja, que da riqueza do grão vos dignastes produzir, para que seja remédio salutar ao gênero humano; concedei ainda, pela invocação do vosso santo Nome, que quem quer que dela beba receba a saúde do corpo e a tutela da alma”

Bênção da cerveja em antigo ritual romano


Para os Egípcios, a bebida era remédio. Um documento com prescrições médicas, de 1600 a.C., cita a cerveja para curar vários males. Claro que não estamos no Egito, Roma e Mesopotâmia e muito menos antes de Cristo. Mas essa bebida sagrada, de lá para cá, ganhou status, sabores, rótulos e marcas. E o viajante que é chegado numa loira, uma preta ou mesmo uma ruiva, tem muitas opções na hora de escolher o seu destino.

Nesta edição nós vamos dar dicas de rotas da cerveja, que incluem desde as bucólicas vilas do antigo império Austro-Húngaro até as cidades modernas de hoje. Procuramos as mais variadas trilhas e aqui reunimos as que nos pareceram mais interessantes.

 
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