Estética
TROCAR MAMA POR PRÓTESE?


Saiba quando isso deve ser feito

 Nos últimos anos, vem se popularizando a cirurgia de substituição mamária parcial devido a resultados diferenciados e ao baixo índice de complicações. O procedimento é estético e caracteriza-se pela retirada de parte do tecido glandular mamário sadio e a colocação de prótese de silicone de igual ou maior peso. Entretanto, muitas pacientes buscam este procedimento sem parar para pensar em coisas elementares:

  1. 1. silicone não produz leite! Acredite, toda semana atendo pelo menos uma mulher jovem sem filhos procurando este procedimento. É imprudente a retirada de glândula mamária sadia em mulheres que não tenham sua prole constituída, exceto nos casos de mamas gigantes submetidas a redução do volume mamário.
  2. 2. as  próteses de silicone deverão ser substituídas! Ao fazer uma mamoplastia sem prótese, a paciente não tem obrigação de retornar ao Centro Cirúrgico, mas nos casos com prótese isso irá ocorrer: até um terço das próteses podem se romper num prazo de 10 anos.
  3. 3. a mama só ficará mais consistente se o tecido glandular remanescente for fino! A principal expectativa das pacientes é ficar com as mamas semelhantes à pessoa que tem mamas pequenas e coloca prótese: uma mama juvenil, firme e mais consistente. Entretanto, se colocarmos uma prótese de 300mL por trás de uma mama de tamanho médio (cerca de 700g), o único ganho significativo será no volume e não na consistência! Assim, é necessária a retirada de volume significativo de mama para que a prótese passe a ser o elemento mais importante na composição do volume mamário.

Não devemos confundir esta técnica com a adenomastectomia profilática, que consiste na retirada de cerca de 95% das glândulas mamárias e colocação de próteses em mulheres com alto risco de câncer de mama (cirurgia realizada pela Angelina Jolie), ou com a mastopexia com prótese, que é o levantamento da mama associado a colocação de prótese com o objetivo de aumento volumétrico.

Sem dúvida, este tema é extremamente controverso e vem sendo debatido de maneira entusiasmada nos últimos congressos de Cirurgia Plástica. Ainda não existe consenso, mas a recomendação tem sido a indicação deste procedimento em mulheres que tenham flacidez da glândula mamária e que não tenham expectativa de amamentar.



Dr Mauro Henrique Milman – CRM 101.917

Cirurgião Plástico – Membro da SBCP

Dúvidas e sugestões: www.drmaurohenrique.com.br


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O paciente determina o resultado da sua cirurgia???


 Muitas pessoas acham que são máquinas e, ao se submeterem a um procedimento cirúrgico, o resultado será determinado exclusivamente pelo cirurgião e pela qualidade dos produtos, equipamentos e instrumentais utilizados. Como seria bom!!!

O corpo humano é um ser vivo influenciado pelo ambiente e interage com microorganismos todo o tempo. Por este motivo, o sucesso de uma cirurgia é determinado por três fatores: 1. A capacidade do corpo de reagir ao trauma cirúrgico, 2. A qualidade do cirurgião e materiais utilizados e três. Os cuidados do paciente após a cirurgia.

Sem dúvida, o cirurgião influenciará em todos os fatores. É obrigação do médico avaliar a condição clínica do paciente e propor uma cirurgia adequada a ele, influenciar na redução de fatores de risco (como parar tabagismo ou uso de anticoncepcionais), determinar os locais apropriados para o procedimento e orientar (inclusive por escrito) os cuidados pós-operatórios que deverão ocorrer. Entretanto, o paciente fará a maior interferência em todo o processo. Involuntariamente, pode haver a presença de alterações da cicatrização como o queloide ou as deficiências de fibras colágenas, que podem não ser evidentes até aquele momento. Mas o paciente será o protagonista da história em dois momentos: na escolha do cirurgião e nos cuidados após a cirurgia. Nos casos de procedimentos estéticos, existe o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no qual toda a população pode consultar o cadastro de todos os cirurgiões plásticos habilitados no Brasil.


 
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