Comportamento
Crianças empreendedoras

Não existe idade mínima para se empregar boas ideias

Aquela história de emprego com carteira assinada e salário todo mês, férias de 30 dias e benefícios parece estar cada vez mais distante da realidade de muitas pessoas. Vivemos um tempo de crise, em que patrões querem se libertas de obrigações trabalhistas. São comuns contratos de trabalho em que empresas se isentam da responsabilidade do vínculo empregatício. O empregado, muitas vezes é obrigado a se tornar micro empresário para assinar um contrato de prestação de serviço, mas nem sempre está acostumado a ser um empresário. Mas para muitos ainda falta uma visão  de empreendedor.


Hoje, para se destacar no mercado de trabalho é fundamental ter iniciativa e essa realidade já deve ser incentivada desde a infância como uma forma de preparar a nova geração para o mundo de hoje. Nos últimos 10 anos o número de empreendedores no Brasil cresceu 44%, chegando a 28% da população entre 16 e 64 anos, de acordo com pesquisa do Instituto Empreender Endeavor Brasil.

Segundo Alexandre Martins, gerente do Sebrae-SP, o  volume de brasileiros que optam por iniciar um negócio próprio é elevado em relação a outros países. Para ele, a atual conjuntura econômica do país é um dos motivos para esse cenário.

Se você acha que empreendedorismo é conversa para gente grande, está enganado! Essas habilidades, quando estimuladas nas crianças desde cedo, aumentam a capacidade de criar soluções, lidar com problemas e ainda incentivam a criatividade dos pequenos.

E já existem crianças empreendedora de sucesso. O inglês Henry Patterson, por exemplo,  começou vendendo adubo no eBay, depois passou a comprar produtos em uma loja perto de sua casa e revender na internet. A mais nova empreitada do garoto é a venda de doces para crianças, faturando como gente grande. O negócio deu tão certo que o garoto agora conta com a ajuda dos pais, mas diz que ele mesmo é quem cria as estratégias de marketing e as embalagens dos produtos.

Aqui no Brasil que se destaca no cenário é o garoto Davi Braga que, aos 13 anos de idade fundou um start-up e dá palestras sobre empreendedorismo.

Ele criou no final do ano passado um site para facilitar a vida de pais na hora de comprar material escolar para seus filhos.  E tudo começou em ambiente familiar, pois sua mãe, Cristiana Peixoto é dona de uma papelaria. Vendo a dificuldade que as pessoas tinham em encontrar os materiais em uma mesma loja, Cristiana começou a oferecer o serviço para a clientela, buscando a lista completa em outros estabelecimentos e cobrando pelo serviço. Mas chegou uma hora em que ela não estava mais dando conta do recado, pois a demanda crescia. Foi observando este problema que Davi criou o start-up com a solução. O site possui a lista completa de materiais de várias escolas para os pais escolherem os itens que precisam e efetuarem a compra e receber tudo em casa. Para dar conta do recado, Davi faz parcerias com lojas de materiais, responsáveis por juntar e entregar todos os itens da lista, ficando com 90% do valor da venda. Os 10% vão para o start-up.

A história de sucesso de Davi serve como estímulo para que outras crianças possam investir em negócios.

Para desenvolver características empreendedoras desde a infância, o Sebrae-SP possui metodologias por meio do Programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos, voltado para o ensino básico do 1º ao 9º ano e ensino médio. Os  programas são realizados em parceria com as instituições de ensino públicas ou privadas. O Sebrae-SP  transfere toda metodologia à escola, capacitando os professores.

A educação empreendedora utiliza a educação financeira como instrumento para efetivação de seus objetivos. Através dela,  escolas devem formar pessoas capazes de criar suas próprias oportunidades, ao invés de formar empregados para um mercado de trabalho onde há cada vez menos vagas.

A inserção do empreendedorismo nos currículos escolares e extraescolares ainda é pequena. Segundo o gerente do Sebrae do ABC, Paulo Marcelo Ribeiro, as escolas inibem criatividade dos alunos e é preciso mudar a cultura do ensino no país.

"As escolas seguem muitas regras e, na maioria das vezes, inibem a criatividade do aluno. É preciso que estimulem as crianças a desenvolverem suas ideias desde cedo, para que possam se tornar empreendedores mais capacitados", afirma.

Fonte: suaescolha.com.br,uol.com.br,cpt.com.br

 

 
Mobiles: praticidade ou dependência?

Você consegue imaginar sua vida sem um aparelho celular? Estar numa situação de emergência e não ter como se comunicar para pedir uma ajuda? Estar num lugar muito legal e não poder ligar para alguém para dividir a experiência? Ou não poder mandar uma foto em tempo real? Estar preso no trânsito, precisar falar com alguém ou mandar um e-mail urgente e não poder? Se perder em algum trajeto e não ter acesso a um GPS para ajudar?

Pois é, tudo isso e muito mais é possível hoje com um smartphone. E como facilita a vida, não? Mas, será que não estamos exagerando no uso desses aparelhos? Para todos os cantos que olhamos vemos pessoas compenetradas em seus celulares e alheias ao mundo à sua volta. É comum vermos pessoas num restaurante, cada uma interagindo com seu celular ao invés de conversarem.

 
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