Moda
A hora e a vez dos nossos pequenos fashionistas

A internet vem mudando o comportamento de todas as gerações e isso não é novidade pra ninguém. Foi-se o tempo em que ser criança era brincar descalço na terra, disputar partidas de bolinhas de gude, rodar pião e fazer comidinha com as folhas secas do jardim. A onda agora é outra e o universo fashion não poderia estar de fora.

Quando crianças, eram nossas mães que nos vestiam. Escolhiam nossas roupas e o gosto delas prevalecia, sempre. Hoje a história é bem diferente. Cada vez mais cedo as crianças vem descobrindo que se vestir é bacana demais! Já as marcas infantis, sempre de olho nesta geraçãozinha ávida por novidades, invadem os corredores virtuais habitados pelos pequeninos com lançamentos de tirar o fôlego.

Para as meninas então, nem se fala. São roupas, maquiagens, sapatos e acessórios que não deixam em nada a desejar às últimas coleções desfiladas mundo à fora. Antes, levar as crianças ao supermercado ou à loja de brinquedos era uma aventura à parte. Hoje são os tablets que cumprem o papel de vitrines expondo um universo de desejo num piscar de olhos e clicar de mouse. Fora das redes virtuais a moda infantil também se democratizou e está presente nas passarelas, em eventos e feiras cada vez mais importantes no setor.

Entretanto, quanto menor a quantidade de tecido usado na roupa, mais cara se torna a peça. Pelo menos é esta a lógica que prevalece nas confecções infantis por aí. Comprar roupinhas pode ser muito mais difícil e caro pois, infelizmente, ainda não existem magazines que deixem a moda - com uma infinidade de estilos, tamanhos e cores - à disposição.

Cansadas do rosa, as meninas ousam nas estampas que colorem o seu dress code atual. Repletas de corações, florzinhas e até mesmo com xadrezes minimalistas, as roupas do novo mundo infantil vieram para comprar um look diferenciado dependendo do estilo da pequena fashionista, seja ela descolada, romântica, moderninha, hippie ou a underground do playground!

Porém, tem coisas que as mamães e papais não abrem mão de jeito algum: a qualidade e acabamento dos produtos que vestem os seus rebentos. Vestir bem e confortavelmente ainda está na lista das prioridades na hora da compra. Sai na frente a marca que sabe entender e aliar a vontade das crianças de sair por aí desfilando aquela roupa bonita, com a necessidade dos seus pais de preservar o bem-estar dos seus consumidorezinhos.

Era bom o tempo em que o desejo das crianças era brincar na rua sem se preocupar com a violência. Mas também, quem disse que elas não curtem à beça este jeito moderno de encarar o mundo, viver seus relacionamentos infantis e conhecer seus coleguinhas através das redes sociais? Os tempos são outros.

O importante é passarmos os valores que adquirimos ao longo de nossas vidas a estes pequenos seres e deixar que escolham a melhor forma de interagir com o mundo e com tudo o que estiver por vir.


Celso Finkler é publicitário, pós-graduado em psicobiofísica

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Da música para o armário


 
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