Moda
Pequeno dicionário dos habitantes do mundo fashion: De I a Z

Por Celso Finkler

Neste mês sigo com o meu pequeno dicionário para te ajudar a entender mais  as diferentes tribos do mundo em que vivemos.

Indie rock: surgiu no cenário de bandas de rock independentes na década de 80.

Geek: olhe-se no espelho. Se estiver usando óculos grandes de acetato, ostenta um ar meio vintage, retrô, está com cabelos bagunçados, veste t-shirts com piadas nerds ou quadrinhos e adora carregar por aí dispositivos tecnológicos, você tem estilo geek.

Grafiteiro: ligado às linguagens de rua. Como os grafiteiros sujam muito as suas roupas quando estão grafitando, os tecidos manchados e salpicados de tinta são os preferidos. As peças são casuais, como calças xadrez e social mais largas, seguindo o estilo skatista, hip hop.

Gypset: mistura entre a cultura cigana e movimentos como os hippies, os beatniks, os motociclistas acabaram criando um estilo de vida alternativo e anti-consumista. A pegada étnica é a principal característica das peças, mas sempre de um modo simples e descomplicado.

Hip hop: o hip hop (gangsta) incorporou o uso das calças de cintura baixa e que sobram na cintura. Combina jeans folgados com camiseta branca e larga. Combine com camisetas vintage de times de basquete ou futebol americano. Boné, tênis com cadarços soltos e joias enormes compõem o estilo.

Hipster: pessoas com estilo próprio que gostam de inventar moda e ditar tendência. Eles resgataram acessórios antigos como chapéus Fedora e óculos escuros modelo Wayfarer. A ordem é misturar estilos. Brechós, feirinhas e lojas vintage são os locais preferidos.

Kidult: É a presença dos personagens infantis nas roupas para adulto. Os mais representados são o Mickey e Minnie. Mas vale tudo: do Bob Esponja ao Avengers, do Star Wars à Hello Kitty.

Mipsterz: é alguém de vanguarda que curte música, moda, arte, pensamento crítico, lifestyle e muita criatividade, esbanjando estilo com hijabi, o véu islâmico.

Motociclista: os zíperes são acessórios chave neste estilo, como os das jaquetas de motoqueiro. As calças devem ser apertadas e, se possível, pretas. Roupas em couro sintético com base de neoprene compõem o look.

New rave mods: o termo, influenciado pelo estilo musical dos anos 80 (New Wave). Cores berrantes e fluorescentes, brilho, estampas lúdicas e até mesmo patchwork fazem parte do figurino. Também usam maxi colares coloridos, cintos extravagantes e sandálias com cores fortes.

Rastafári: se você é fã de Bob Marley já é meio caminho andado. As cores predominantes são: o verde, o amarelo e o vermelho. Jeans com desgastes, rasgos e com uma lavagem desgastada combinam com este estilo. Use touca de lã com as cores tema.

Rolezeiro: estilo dos jovens que marcam encontros em shopping centers e praças aos fins de semana. Chamam os lojistas de parceiro e os estudantes nerds de mongão. O tênis Mizuno, Nike e Vans calçam a tribo.

Sapeur: para um sapeur a elegância é uma “condição” de estar no mundo. O estilo pode ser definido como uma espécie de “dândi do Congo”, que preza pela elegância de antigamente mas com uma leitura tipicamente africana.

Scene kid: Roupas coloridas, acessórios grandes e sempre um sapatinho cool é o básico para um scene. Blusas com bolinhas, bem chamativas. Calças skinny, camisetas de bandas indies, casacos estampados com ossos de caveiras, corações e arco-íris. Tiaras coloridas, com lacinhos, tic-tacs. Bolsas enfeitadas com chaveiros grandes de caveiras, Betty Boop etc.

Skatista: para ele: boné, bermudão ou calças largas e camisetas coloridas. Para ela: boné, bermudão ou calças largas e tops coloridos. Para os dois: conforto e urbanidade.

Surfista: desde a antiga Hang Ten - marca com uma força gigantesca nos anos 50 - o jeito surfista de se vestir representa um estilo de vida. Um modo mais livre, mais solto, mais conectado com a natureza. Bermudas de nylon são o hit deste estilo. calças soltas no corpo e com a barra dobrada, camisa xadrez e chinelo, para andar pela praia durante a tarde. Listras, xadrez, muitas cores, estampas que remetem à natureza estão entre as características do estilo.

Tecnobrega: tem como musa Gaby Amarantos. Homônimo do estilo musical surgido no Pará no início dos anos 2000, abusa de blusas extravagantes e roupas com muito brilho. Brincos que acendem, sandálias de couro vazado e acessórios quase carnavalescos fazem parte do acervo visual das peças.

Teddy boy & teddy girl: foram jovens que adotaram um modo provocante de se vestir em reação ao esnobismo dos alfaiates da Savile Row de 1952 (rua de Londres que concentra as mais refinadas e tradicionais casas de alfaiataria da Inglaterra). Mais conhecido por Rockabilly, a referência é clara: topete a lá Elvis Presley e toda aquela vibe dos anos 50 e 60. Sapatos de camurça ou creepers.

Tiozinho: é o marido da doninha (leia a descrição: doninha na versão online).

Tropicália: inspirado em Carmen Miranda, a ordem é usar maxi estampas em bolsas, bijuterias, sapatos. Folhagens com abacaxis, coqueiros, paisagens naturais se juntam a animais exóticos como araras e libélulas.

Wayfarer: A ordem é misturar estilos. Brechós, feirinhas e lojas vintage são os locais preferidos.

Yuppie: derivação da sigla YUP (Young Urban Professional). O yuppie foi um movimento dos anos 80, no qual os jovens buscavam o sucesso profissional. O estilo se consagrou principalmente entre os homens, pelo uso de casacos de grifes, como: Ralph Lauren, Armani, Gucci ou Hugo Boss. Hoje o estilo é  mais conhecido como estilo metrossexual.

Ufa! Se você chegou até aqui significa que, a partir de agora, perceberá de maneira diferente o comportamento estético-visual de pessoas que antes achava meio estranhas. Seja o que quiser ser e vista o que lhe der na cabeça! Você verá que nada é tão esquisito quanto parecia ser.

(Veja o dicionário completo no nosso site : Colocar link)

 

Celso Finkler

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 Celso Finkler

É publicitário pós-graduado em psicobiofísica

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Pequeno dicionário dos habitantes do mundo fashion: De A a H

Por Celso Finkler

 Na edição anterior relatei alguns casos sobre pessoas estigmatizadas pela cor da roupa que vestiam (acesse tudo.com.br). O mundo mudou e a globalização disseminou a moda além dos mares, criando diversas tribos que se conectam pela forma de pensar, agir, vestir. Escrevo aqui mais um trecho do meu pequeno dicionário dos habitantes desse mundo fashion.

Afropunk: a rebeldia e criatividade do punk com as cores das raízes étnicas. Elementos dos anos 80 e 90 meio rock’n’roll, e peças étnicas. Os cabelos são black powers, coques, tranças, moicanos e até coloridos.

Amish: originado no movimento anabatista suíço no início do século XVI. O look impõe roupas simples, feitas de fibras naturais e em cores neutras. O estilo farmer do amish ressalta peças do jeanswear, em tamanhos grandes. Acessórios como as toucas para as mulheres, e os chapéus de aba larga para os homens. A bolsa feminina é carregada como uma bíblia.

Andrógino: mistura de características femininas e masculinas em um só look. A pioneira foi Coco Chanel, que, na década de 20, causou polêmica ao trazer elementos e acessórios masculinos para o universo feminino. Os looks são compostos por sapatos oxford, chapéu panamá, coletes, suspensórios, gravatas, paletós, peças masculinas com cores, texturas e brilhos bem femininos.

Atleta urbano: que tal desfilar pelas ruas com a mesma marca usada pelos campeões de boxe? A busca pela praticidade nas roupas fez com que a alta tecnologia utilizada nos esportes fosse adaptada ao nosso cotidiano. O que antes era usado somente por atletas se encaixou no nosso dia a dia, mesmo para quem não pratica esporte algum.

Chola: exagero é a característica deste estilo. Sobrancelhas ultrafinas, lábios delineados com tons de batom mais claros, camisas abotoadas até o topo, correntes de ouro com crucifixos, mechas de cabelo, entre outros traços. Nasceu do termo cholo criado para designar a miscigenação latino-americana ocorrida nos EUA.

Clubber: cada roupa tem um significado. Alfinetes: contra o aborto. All Star: humildade, baixa renda. All Star de cano alto: contra o militarismo. All Star branco: só usa quem sabe todas as ideologias. Cabelos em pé: contra o armamento nuclear. Cabelo moicano: contra a matança. Cadarço branco: a favor da paz. Cadarço cinza: contra as drogas e o fumo. Cadarço colorido: a favor do homossexualismo ou sem preconceito. Calça rasgada: anti-social. Calça xadrez: contra o racismo. Piercing nos lábios ou no queixo: contra as drogas. Piercing na língua: contra a fome. Roupas de nylon: a favor do modernismo. Roupas de vinil: a favor da moda e sua evolução.

Cosplayer: são os adeptos de Cosplay (abreviação de costume play) e indica a caracterização fiel de um personagem feita por seus fãs. Os personagens mais comuns são os de mangás, comics e até mesmo grupos musicais. A caracterização costuma ser muito bem feita e quase não é possível perceber a diferença entre o Cosplay e a personagem.

Doninha: vá até a janela de sua casa e dê uma olhada no look da mãe de sua vizinha.

Drag queen: Sutiã com enchimento e uma calcinha apertada para esconder os seus genitais. Sim, você precisa ser homem. Raspe os pelos do seu corpo. Não economize nos paetês e no strass. Vestidos metálicos são peças básicas no closet. Use penas como acessórios, coloque boás nos seus ombros e presilhas no seu cabelo, ops... Na sua peruca. Aplique sombras com brilhos, cílios postiços extralongos e maquiagem à prova d'água.

Emo: roupas escuras, xadrez e com listras, tênis All Star, piercings, cabelos coloridos e  franja caída nos olhos. Nasceu na década de 1980, nos EUA, com raízes no rock e no punk emocore, um gênero que mistura a música hardcore com letras românticas.

Flapper: se jogue nos brilhos, bordados, canutilhos e pérolas dos anos 20. Os vestidos remetem diretamente à era do All That Jazz. Os modelos com inspiração boudoir, com detalhes luxuosos como franjas e plumas, são apostas certas para as festas mais badaladas. Ouse nos acessórios com penas, broches e cristais mas misture-os com outros mais contemporâneos.

Fruit: nasceu da criatividade radical da moda de rua em Tóquio, que apareceu em toda sua plenitude através de uma exposição de fotos do idealizador da revista FRUITS, Shoichi Aoki, que vem retratando esse cenário desde 1997. Suas fotos mostram adolescentes e jovens que criaram uma excêntrica subcultura baseada na reinvenção de elementos típicos japoneses misturados a elementos ocidentais e peças de segunda mão.

Geração fitness: Gracyanne Barbosa +Juju Salimeni + Instagram. Preciso dizer mais?

Geek: olhe-se no espelho. Se estiver usando óculos grandes de acetato, ostenta um ar meio vintage, retrô, está com cabelos bagunçados, veste t-shirts com piadas nerds ou com personagens de revistas em quadrinhos e adora carregar por aí dispositivos tecnológicos, você tem estilo geek.

Grafiteiro: ligado às linguagens de rua. É a liberdade de expressão da moda onde não há certo ou errado. Como os artistas grafiteiros que sujam muito as suas roupas quando estão grafitando, os tecidos manchados e salpicados de tinta são os preferidos. As peças são em estilo mais casual, como calças xadrez e social mais largas, seguindo o estilo skatista, hip hop.

Gypset: os adeptos valorizam a mistura entre a cultura cigana e movimentos como os hippies, os beatniks, os motociclistas que, por não conseguirem lidar com a nova situação, acabaram criando um estilo de vida alternativo e anti-consumista. A pegada étnica é a principal característica das peças usadas pelos gypsets mas sempre de um modo simples e descomplicado.

Hip hop: o hip hop (gangsta) incorporou o uso das calças de cintura baixa e que sobram na cintura. Combina jeans folgados com camiseta branca limpa e larga. Combine com camisetas vintage de times de basquete ou futebol, americanos. Boné, tênis limpo com cadarços soltos e joias enormes compõem o estilo.

Hipster: pessoas com estilo próprio que gostam de inventar moda e ditar tendência. O que é incomum é o estilo de vida destes alternativos. Os hipsters resgataram acessórios antigos como chapéus Fedora e óculos escuros modelo Wayfarer. A ordem é misturar estilos. Brechós, feirinhas e lojas vintage são os locais preferidos.

Se você gostou, acompanhe a sequência do dicionário na próxima edição.  Vista-se de conhecimento pois, como sempre digo, essa roupa lhe cairá muitíssimo bem!

 

Celso Finkler

É publicitário pós-graduado em psicobiofísica

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