Moda
No pain, no gain... com elegância é melhor!



 

Já foi o tempo em que as roupas de academia seguiam a linha básica, simples e sem estampas, com cores neutras. As tendências da moda tornaram as roupas que antes eram apenas para ir à academia, em modelos que também podem ser utilizados no dia a dia.

 Foi então que surgiu uma combinação muito comum no mundo fashion fitness – a moda athleisure, que é a mistura de athlete (atleta) com leisure (lazer). Nas leggings, uma das aplicações da moda athleisure é a estampa que imita o jeans. A estampa é tão perfeita que coloca até os detalhes de bolso, botões e costuras.

 A estampa digital é uma das mais revolucionárias mudanças nos últimos anos na maneira de colorir as peças fitness. Além da vantagem estética, reduz em até 73% a quantidade de água gasta para a produção das peças. Isso porque, no método tradicional, as peças passam por diversas lavagens, gastando uma quantidade grande de água. Sem falar na água residual repleta de corantes que deve ser tratada para reuso, gerando um alto custo. O digital elimina todo este processo.

Bem, antes de informar o que é ou será tendência nas academias do país, acho importante sinalizar o que não se deve usar, de jeito algum. Não é por que você está com um corpinho sarado que qualquer coisa que vestir está valendo, concorda? E se a sua forma ainda não é a almejada por você, pior ainda.

 Virilhas marcadas: o seu short ou legging foi feito para lhe proporcionar conforto durante os exercícios e não para hiper destacar seus atributos físicos. As partes íntimas não foram feitas para serem refletidas em todos os espelhos, pelo menos não nos espelhos da academia.

 Leggings brancas ou cor da pele: transparentes, elas revelam até os seus segredos mais profundos na hora de fazer um agachamento. Na verdade, você não as deve usar em lugar algum, nunca. Nem se for médica ou enfermeira.

 Meias super esticadas: você já não é muito alta e ainda estica a meia até os joelhos? Todos ficam olhando? Talvez por que você esteja parecendo uma anã colegial tentando subir nos aparelhos. Não pode.

 Leggings furadinhas: ninguém merece ver parte de seu corpo se espremendo, querendo sair por um buraquinho na altura de sua coxa direita. O destroyed é legal, mas não em uma legging super justa para malhar.

Agora que você já sabe o que não deve usar na academia por nada desse mundo, veja as tendências de roupas fitness para 2018:

Veludo fitness: para quem frequenta a academia pela manhã, os casaquinhos ou coletes de veludo em diversas cores, esquentam bem, evitando aquele desânimo para o treino nos dias com temperaturas mais baixas.

Estampas animal print ou geométricas: já muito utilizadas nas academias, a promessa das estampas continua em alta. Nas leggings, as estampadas aumentam o volume dos quadris e pernas e, quando o objetivo é esse, por que não aderir?

Short saia: geralmente, devido a posição nos aparelhos, é preciso utilizar uma toalha para cobrir as partes íntimas, que ficam expostas com as roupas de lycra ou cotton. A sainha acoplada ao short elimina essa necessidade, deixando-a mais à vontade enquanto se exercita, além de ser bonita.

Cores neutras: apesar de não estarem mais na linha de frente na moda fitness, as cores neutras também têm seu valor. São ideais para equilibrar o look esportivo e valorizar os acessórios.

Calça legging tipo jeans: já é tendência e tudo indica que continuará sendo. Com ela você pode sair da academia e continuar com a mesma roupa sem parecer que acabou de sair da ginástica.

Top que sustenta: perfeito para quem tem seios grandes ou para as mamães que se sentem inseguras com aqueles tops fininhos.

Macacões de costas nuas: um modelo que chegou para ficar é o de costas nuas, que favorece o corpo e o visual. Mas todo cuidado é pouco para não parecer vulgar. A ideia da peça é mostrar a definição desta parte do corpo e nada além disso, ok?

Botinhas de academia: os tênis tipo botinhas são super lindos e confortáveis, além de garantir um ar despojado ao look. Só não os utilize para exercícios de alto impacto e nem para a sua corridinha na esteira, combinado?

Bolsa marmita: para quem tem uma rotina alimentar aplicada à treinos, é normal andar com várias marmitas. Uma tendência é o uso de uma bolsa colorida ou com estampas, e com várias divisões. Essa bolsa permite organizar as marmitas e tê-las à mão onde for preciso, além de compor o visual.

Cropped: o cropped tornou-se um queridinho da moda há algum tempo e, na academia, não poderia ser diferente. Super usado, o modelo não pretende sair do armário de quem busca um visual moderno para o momento dos treinos.

 

 O verão já está chegando e ainda é tempo de colocar o seu corpo e sua saúde em dia. Aproveite as dicas do que usar e também do que não usar, e comece a praticar exercícios, seja na academia, no parque, na praça, na rua ou até mesmo em casa.
O que vale é se manter saudável e em forma.

Celso Finkler é publicitário e pós graduado em psicobiofísica. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 
Somos muito mais do que meninos ou meninas.

À medida que os jovens questionam o papel da identidade de gênero, eles também passam a buscar looks versáteis como uma forma de autodescoberta. Conhecida por muitos nomes, a moda genderless ou agender, que não foca sua produção de peças em apenas um público, ganhou as passarelas e, muito mais que isso, as ruas.

O gênero popular "unissex" não é novidade para ninguém.

E foi nesse caminho que o consumo e a produção de moda se encontraram.

Viva a disruptura. O que é importante entender sobre a moda sem gênero é que modelagens, cores e formas responsáveis por valorizar atributos femininos ou masculinos existem para servir o público, mas não para serem enquadradas em um gênero ou outro. Com isso em mente, novas marcas surgem com essa proposta agender. Para elas não existem camisetas femininas ou masculinas: existem camisetas. A diferença da moda feminina e moda masculina vai continuar existindo, pelo menos nos próximos anos, entretanto estamos em tempo de aceitar que, acima de tudo, a roupa é feita para vestir corpos independente dos órgãos genitais que carregam.

O mundo fashion sempre em ebulição. Genderless também expressa uma mudança de paradigma social. Embora palavras como "unissex" e “androgenia” possam ser tratadas como sinônimas no mundo da moda, “gênero” nomina um papel social específico para o homem e a mulher. Mesmo numa peça desenhada para ambos, são os fatores pessoais de estilo que darão uma nova expressão, leitura e movimento à roupa. Logo, quem define o look da peça é quem a veste. Em 1920, o designer francês Paul Poiret foi o primeiro a desenhar calças para o corpo feminino, popularizando entre as mulheres peças que eram exclusivas do guarda roupa masculino. Na década de 30, Marlene Dietrich, famosa atriz do início do século XX, já adotava um estilo próprio de se vestir. Quem lembra?

A moda na geração Z: diversidade. Já para os nativos digitais, o altruísmo fala mais alto do que o egoísmo, o narcisismo já não predomina e a obsessão pelo consumismo vem diminuindo. São eles que estão ditando esse novo padrão de comportamento. A ideia agora é ser autossuficiente, participar dos processos de fabricação, empreender, ser realista, preocupado com o meio ambiente e acabar com estereótipos de gênero, classe e cor. Diversidade é, inclusive, a característica que mais os diferem e que faz com que a indústria se veja obrigada a se modificar, evoluir.

Money, money, money. Só não podemos esquecer também que vivemos em um mundo capitalista. A indústria, como de costume, se apropria desse momento para, mais uma vez, nos lançar ao consumismo. Não podemos ignorar o fato de que algumas marcas farão de tudo para se apropriarem das novas tendências e, até mesmo, tentarem modificar comportamentos. Cabe à essa nova geração criar suas próprias tendências e não se deixar levar por padrões de consumo ditados por uma indústria que só quer manter o ciclo comercial ativo.

 

Rosa ou azul? Por fim, devemos parar de dividir roupas em seções. Uma roupa é uma roupa. Mas, ainda assim, a moda sem gênero deve atentar ao fato de que a mesma calça tem que ter modelagens adequadas para tipos de corpos diferentes. É certo que um homem ou uma mulher devem ter a possibilidade de comprar a mesma peça e ela ficar legal em ambos. O que define seu gosto é você mesmo e não a sociedade que te observa.
Vista-se de você, sempre.

 

Celso Finkler é publicitário e pós-graduado em psicobiofísica. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.



 
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