Casa e Jardins
Casa cor 2017

Após a edição espetacular no ano passado, achamos que seria difícil a Casa Cor se superar. Erramos!
A Mostra de 2017 não decepciona e se aproxima da realidade factível, contando com 69 ambientes projetados por um time formado pelos mais conceituados profissionais nos ramos de arquitetura, decoração e paisagismo da atualidade.

O tema do evento, esse ano, é “Foco no Essencial”, objetivando mostrar o que seria indispensável para se viver bem em espaços tão plurais, tanto para quem os frequenta, quanto para quem os projeta. Assinam tais ambientes os renomados David Bastos, Olegario de Sá e Gilberto Cioni, Rene Fernandes, além de Alex Hanazaki, Triart, Yamagata e muitos outros que despontam e dividem o espaço com esses gigantes.

A cartela de cores usadas esse ano na Mostra é, preferencialmente, mais austera e “invernal”, principalmente para os estofados. Nas paredes, um leque de inspirações permeia essa edição: a preferência é por tons claros e neutros como greenery, rosa seco e matizes de azul.

Porém, não mais apenas do modo usual: chapado! O ombrè promete chegar com força nos projetos. Já conhecida pelas mulheres pela tradição estética capilar, a técnica francesa produz efeito degradê de cores, como foi usado, por exemplo, na sala íntima da arquiteta Paula Neder, partindo de um salmão e chegando praticamente à um off-white. Outra técnica in voga nessa edição é o efeito geométrico irregular, que alia mais de uma cor de maneira geométrica, formando desenhos não necessariamente lógicos. Painéis de madeira ou mármore não são deixados de lado, mas disputam lugar com essas técnicas.

Quanto aos metais, observamos permanência de infinitas cores e brilhos, protagonistas do ano passado, além da presença de louças em tons escuros e foscos. No piso, madeira e porcelanatos de grandes formatos seguem sendo a grande escolha dos profissionais.

Com paredes claras, porcelanato S.O.H.O Smoky Blue e revestimentos da cozinha Decortiles em estilo anos 1970 e decoração azul “navy”, a Casa de Praia projetada por Marina Linhares traz todo o ar litorâneo à Casa Cor. A arquiteta harmoniza os móveis de junco com armários em estilo industrial, além de utilizar tapete de kilim da By Kamy em tons de azul para atribuir mais aconchego ao espaço.

Quem também teve o mar como grande muso inspirador foram as arquitetas Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli na “Casa do Mar”. Como em outros ambientes desse ano, no projeto, as arquitetas optaram por poucos móveis, porém marcantes e de qualidade, como é o caso do sofá polo, da Saccaro. Seguindo a tendência comentada há pouco, vemos revestimento com madeira e pedra: aconchegante sem perder o refinamento.

A “Casa Niwa”, projeto do escritório Yamagata Arquitetura, tem como protagonistas o concreto, o vidro, texturas naturais e madeira. Os materiais de tons profundos e densos são usados com linhas retas e traços marcados. A estante de madeira escura formada por pequenos nichos encaixáveis é o grande destaque do ambiente que conta com um jardim tranquilo projetado em parceria com o paisagista Alex Hanazaki.


Em sua segunda participação consecutiva na Mostra, o jovem escritório Triart Arquitetura tem como um de seus sócios o “granjeiro” André Bacalov, além de Kika Mattos e Marcela Penteado, e assina o Estúdio +55, de 38m² (mais varanda). Nele, é possível perceber o DNA jovial, prático e elegante que já caracteriza esse trio, através de elementos como a iluminação com fios aparentes, desenhando paredes e teto e com o sofá, único e versátil, servindo vários ambientes ao mesmo tempo. Dedicado ao design e à arte contemporânea brasileira, apostam na paleta de tons verdes e azulados, a fim de trazer a natureza para dentro da casa.

Alex Hanazaki, que ano passado assinou o Jardim de Entrada, esse ano ficou responsável pelo Espaço Deca. Com muita criatividade e bom gosto, ele ressignifica produtos da marca, como os chuveiros que se transformam em cascatas, conferindo, além do efeito plástico e sonoro, uma umidade ao jardim sobreado pelas oliveiras.

O Estúdio do Curador de Arte ficou a cargo de Marília Veiga, que cumpriu lindamente sua missão, usando tons de cinza e azul. Desenhou ela mesma, como foi visto em vários outros projetos esse ano, uma estante modular com nichos angulados que, junto à escultura de parede como uma rede formada por ossinhos, conquistam o protagonismo do ambiente despojado sem perder a classe.

Não é novidade aos amantes da boa arquitetura e decoração que a Casa Cor é um programa imperdível e, para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de visitar, está aí uma ótima maneira de se inspirar e se apaixonar pela Mostra. Não deixe de aproveitar!


Quando?
Até 23 de julho de 2017 – de terça à domingo (e feriados) das 12h às 21h

Onde?
Jockey Club de São Paulo - Av. Lineu de Paula Machado, 1075 - Cidade Jardim

Além dos lofts, lounges, banheiros e apartamentos, tomou lugar na Casa Cor eventos de gastronomia, workshops e encontros.

Quanto?
Os preços variam de R$28 à R$165.
Valet: R$ 35

Beatriz Dutra 

beatrizdutra.com.br
Av. José Giorgi, 1181, lj. 108, Cotia.
Rua Coronel Alfredo Cabra, 99, Jd. Paulistano.
Tels.: 4612-4467 / 3061-2826

 
Tendências de cores fazem retratos de comportamentos

 Todos os anos, os principais institutos de pesquisa, fabricantes de tintas e coolhuntings (caçadores de tendências) apontam quais são as cores que ganharão destaque nas casas, roupas e até mesmo nos carros. O Instituto Pantone, por exemplo, apontou um tom de verde hortelã (Greenery) como a cor do ano, além de definir paletas para cada estação.

O outono, por exemplo, para a Sherwin-Williams chega como um sopro trazendo folhas secas em transições e cores bem características para esta época do ano. A energia transmitida pelas cores estará em sintonia com a sensação dos dias curtos e das noites longas, bem como com o clima ameno (nem tão quente e nem tão frio), que já começa a ser notado neste período.

A forma de usar as cores nas superfícies e detalhes na decoração podem transmitir a ideia de conexão com a natureza. Graças ao apelo sustentável, o verde está muito associado ao bem-estar das pessoas e isso faz com o que o ambiente fique mais confortável e aconchegante. Já o amarelo é a cor da luz que, em conjunto com uma boa iluminação, deixa o espaço aconchegante. O alaranjado, por sua vez, é mais divertido. “Seguindo os detalhes e as cores na decoração que sugerimos, o ambiente ficará mais alegre e agradável aos olhos também”, compartilhou Patrícia Fecci, gerente de marketing da Tintas Sherwin-Williams.

Para que você possa compreender melhor como estas cores podem ser aplicadas, a Tintas Sherwin-Williams sugere seis ambientes: SW 6418 (Rural Green) e SW 6204 (Sea Salt) simbolizam equilíbrio e plenitude. As cores SW 6659 (Captivating Cream) e SW 6678 (Sunflower) instigam a criatividade e passam entusiasmo. Já as cores SW 6363 (Gingery) e SW 6321 (Red Bay) passam boas vibrações. Todas, no entanto, permitem que o espaço permaneça em harmonia.

Tendências para 2017 a 2019

Entre os anos de 2015 e 2017, um grupo de empresários - profissionais e estudiosos no assunto - se reuniu em diversas oportunidades para definir quais seriam as cores para os dois anos seguintes. Este estudo do Comitê Brasileiro de Cores (CBC) já está disponível e aponta três caminhos diferentes, com combinações entre a paleta escolhida.

Esta instituição existe há trinta anos, sempre analisando os principais comportamentos em diversas áreas (cinema, moda, feiras) para identificar as cores que serão usadas e reconhecidas na sociedade. Entre as inspirações para 2017 foram definidas três linhas:
Por fim, a terceira inspiração foi denominada pelo CBC como SOLARIZAÇÃO – nela, a influência é dada pela terra e o homem, que em condições extremas, se adaptam às mudanças climáticas. Esta inspiração traz tons que remetem a natureza e variam dos vermelhos queimados, passando pelos laranjas e ocres e culminando na cor com maior destaque: o DOURADO. “Esta tonalidade apareceu de forma abundante nas peças exibidas dentro e fora do Salão de Milão, nas banquetas, mesas, cadeiras, luminárias (quase todas) e incluindo torre da Fondazione Prada, que é totalmente revestida em folhas de ouro e em marcas como a Kartel, Drade, Edra”, finaliza Shisha Kessin. Também se destacaram cores como cobre e latão, inclusive misturados a outras cores e variações metalizadas.
Num futuro próximo, quando se pensa em novos caminhos e tendências, fiquem atentos às CORES LÍQUIDAS – que mesclam e interagem pelo movimento das emoções, como o voo e rastros de uma borboleta.


EXPANSÃO: as cores definidas estão conectadas a tecnologia, que anda silenciosa e influencia cada vez mais as nossas vidas. “No Salão do Móvel de Milão deste ano, por exemplo, nas poltronas da Moroso e marcas LUXXURY como Baxter, Poliform e FlexForm, com cores que variam dos verdes a azuis, incluindo o prata e o preto”, explica a arquiteta especialista em cores e membro do CBC, Shisha Kessin.


A segunda tendência é denominada como TRANSFORMAÇÃO – com a percepção do mundo virtual, que gira mais rápido e acelera as nossas percepções. “Neste cenário, destacam-se tons de areia, bege, verde, azul, roxo, uva, diversas tonalidade de rosa, que foram marcantes nas peças lançadas pela designer espanhola Patrica Urquiola e sofás da Cassina”, destaca Shisha.




 






 
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