Casa e Jardins
Casa cor 2016

Por Beatriz Dutra

Desde 2013 a Casa Cor são Paulo vem num crescente e, nesse 2016, chega aos seus 30 anos no auge, em sua melhor forma. Aberta no último dia 17, a Casa Cor recebe o público até dia 10 de julho. A mostra anual conta com 70 ambientes projetados pelos profissionais de maior destaque da atualidade nos ramos de arquitetura, decoração e paisagismo.

Além dos renomados Dado Castello Branco, David Bastos, João Armentano, Rene Fernandes, Roberto Migotto, novos escritórios, como a Triart, e o jovem arquiteto Nildo José despontam e conquistam espaço em meio a esses gigantes.

Espelhando tendências, o branco é a vedete dos estofados. Cor de 2016, o rose quartz desponta em alguns espaços e muitos detalhes. Tons cromados e metalizados, como bronze e dourado fosco, perdem a timidez e tomam frente em diversos acessórios e na decoração. No piso ainda predominam a madeira clara e porcelanatos de grandes formatos. Nas paredes, fotos tomam o lugar das telas a óleo e acrílico. Além disso, as paredes ganham destaque com materiais nobres, como o painel de madeira de Roberto Migoto e o mármore, no ambiente de Guilherme Torres, ou inusitados, como a parede de blocos de concreto encaixados que tomam o lugar dos tradicionais suportes de madeira, na adega da Triart.

Ainda com destaque à parede, o jardim de entrada de Alex Hanazaki é surpreendente, em especial devido a parceria com Eliane Revestimentos e também pela ortogonalidade e originalidade do espaço que se vale de elementos como porcelanato com aspecto fosco e perfeita combinação dos elementos naturais e plantas nativas.

Dado Castello Branco ficou responsável pelo living e jardim de inverno nessa edição. Ótimo exemplar da escolha pelas cores claras e sóbrias, o ambiente tira proveito da iluminação natural. O aspecto colorido e marcante fica por conta da decoração, que mistura mobilliário moderno à peças contemporâneas, e tem como resultado conforto e bem-estar.

Em 13 m², o ambiente de autoria da Triart arquitetura, que debuta na mostra assinando a adega, é formado por três jovens arquitetos: André Bacalov, morador da região da Granja Viana, Kika Mattos e Marcela Penteado. O ambiente resume bem o espírito da casa cor 2016: funcional, elegante, inovador e inspirador. Mescla o refinamento e sobriedade típicos de uma adega à pegada informal dos jovens.

O aconchego de um terraço e a versatilidade típica de um espaço gourmet como extensão do living, definem o ambiente de Joana Requião. Com paisagismo assinado pelo Studio Externo, é mais um projeto no qual a parede, de rocha, atrai olhares e contrapõe-se à sofisticação do mobiliário claro e revestimentos.

Projeto do Escritorio Très Arquitetura, o “quarto da menina” tem a cara da nossa região: desde a escala aconchegante até a escolha de tons e materiais mais pessoais transformam o que poderia ser um simples cômodo em uma experiência única e deliciosa, que agrada a, não apenas os mais jovens mas também os adultos.

Marina Linhares ficou responsável pela assinatura do espaço deca. Com muita classe, no projeto da casa conceito é possível ver um pouco de cada tendência já citada: o rose, os tons claros, madeira mesclada ao porcelanato.

Aos já amantes da boa arquitetura e decoração, a casa cor é um prato cheio que não decepciona e, para aqueles que ainda não conhecem, esse ano está ainda mais especial, ótima oportunidade para se inspirar e se apaixonar pela mostra. Não perca!

De 17 de maio a 10 de julho de 2016
Terça à quinta das 12h às 21h
Sexta, sábado e feriados das 12h às 21h30
domingo das 12h às 20h

Jockey Club De São Paulo -  Av. Lineu De Paula Machado, 775 - Cidade Jardim

os preços variam de r$ 26 à r$ 150.

Fonte:

Beatriz Dutra (arquiteta)

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Santiago Calatrava – Arquiteto do Museu do Amanhã Leia +

Por Beatriz Dutra

Santiago Calatrava recentemente ganhou destaque  no Brasil por ser o arquiteto do museu do amanhã, inaugurado no Rio de Janeiro, em 2015.

Nascido em Valência, Espanha,  em 1951, Calatrava formou-se em arquitetura   em 1974, depois mudou- se para a Alemanha, onde cursou engenharia.

Com suas obras, verdadeiras esculturas, conquistou admiradores ao redor do mundo. O artista mescla racionalidade e arte, conferindo movimento e plasticidade aos projetos.

Seu declarado interesse pela arte, aflorado já na infância, é evidenciado por seus métodos de projeto, pois é comum que suas obras tomem forma através de coloridas aquarelas. Segundo o arquiteto, a arte deve ser a fonte para a arquitetura, portanto a encara como tal. A existência concomitante da arquitetura e engenharia, somadas a forte influência da arte, torna Santiago um exponente. A agilidade e inovação de suas ideias eram tamanhas que faltavam as técnicas necessárias para torná-las físicas. Por essa razão, inclusive, é que Calatrava ingressa no mundo da engenharia, afim de possibilitar a construção de seus projetos mirabolantes.

É instintivo ligarmos uma boa estrutura à noção de rigidez. Porém, bem como na natureza, para Calatrava, o movimento é condição básica e imprescindível da estrutura. Com formas limpas e aparentemente simples, os “esqueletos” dinâmicos são protagonistas na totalidade de suas obras, como na ponte da mulher, em Porto Madero, Buenos Aires e no planetário de Valência.


 
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