Cuide-se
Conheça a calatonia


 

Talvez você nunca tenha ouvido falar em calatonia (Kalos – relaxação, tonia – tônus), mas é uma técnica terapêutica que já tem uma certa idade, pois era utilizada para tratar feridos durante a Segunda Guerra Mundial. Ela foi desenvolvida pelo médico húngaro, Pethö Sándor, para aliviar a dor dos feridos e refugiados que sofriam com a guerra, muitos em estados lastimáveis com membros amputados e outras duras consequências. Durante os atendimentos, ele começou a notar que os toques na pele (mesmo sem uma técnica ainda definida) promoviam o conforto, relaxamento, melhora física como também psicológica para seus pacientes. Além de obstetra, Sándor também havia estudado medicina chinesa, desenvolvendo esta técnica baseada em pontos específicos nos pés e na cabeça. A sutileza do toque nestes pontos promovia o relaxamento e a recuperação do tônus muscular.

No final da década de 40, Sándor veio ao Brasil e por aqui ficou. Deu aulas na PUC e no Sedes (Instituto Sedes Sapientiae), onde hoje ainda existem os cursos de calatonia. Para a psicóloga junguiana, Josili Ramos Nogueira Fleury, a calatonia e a terapia junguiana são muito próximas: “a base do trabalho do Sándor é ligada à de Jung, a diferença é que Sándor é mais corporal. Só para se ter uma ideia, o curso em que eu tive o contato com esta técnica chama-se ‘Jung corpo’.”


Como funciona

Você se deita em uma maca, uma manta é colocada sobre o seu corpo e você é orientado a sentir as partes do seu corpo que tocam a maca e prestar atenção na respiração. O terapeuta toca muito sutilmente e lentamente alguns pontos do seu pé, provocando alguma reação, que depende de cada paciente. Entramos em um estado de relaxamento. Esse efeito ocorre por conta do suave toque na pele, que mexe diretamente com as terminações nervosas.

“Você toca levemente e estimula do relaxamento. Porque você está mexendo com a pele, que se desenvolveu junto com o sistema nervoso. Quando você toca os receptores, são ativadas frequências e aí é possível mexer com elas.” , explica Josili.

São nove pontos, muitos localizados nos pés e outros na cabeça. Mas existem outras posições de técnicas complementares que também podem ser utilizadas no tratamento, dependendo da pessoa em que estiver aplicando.

E além da parte física, a calatonia mexe com o mental, o psíquico. Geralmente na correria do nosso dia-a-dia, estamos numa frequência determinada que nos impede de enxergar ou sentir certas coisas. Josili explica que quando atingimos este estado de tranquilidade provocado pelo toque, é como se saíssemos da frequência diária, tendo de nos reorganizar: “A gente conversa com o mental. Quando estamos na maca, atingimos um estado que podemos comparar à meditação. Aí começa a vir o material, através de imagens, sonhos...e aí com cada pessoa vai ser de uma forma diferente.”

Esta técnica pode então ser utilizada simplesmente para relaxar ou auxiliar em outros trabalhos. Você pode aplica-la das mais variadas formas.

“Se você tem um objetivo, algo que queira alcançar, algo que queira compreender, pode utilizar.”

É um processo de autoconhecimento. É útil para insônia, stress e ansiedade.

“Não tem contra indicação. Abrir as portas, perdoar os pais, desatar nós, entrar num caminho mais interno, facilitando o autoconhecimento.”, descreve a psicóloga.

Assim como outras técnicas de imposição de mãos, a relação se dá entre o terapeuta, o paciente e o universo (energia cósmica). “É um tripé, o seu toque, a frequência da pessoa e algo que está fora.”, completa a terapeuta.

Mas atenção, as sessões devem ser realizadas por profissional habilitado e experiente para avaliar as possíveis reações emocionais do cliente após a sessão. Um dos cursos recomendados por ela é o administrado no Sedes.

 

 

Fontes:

Josili Fleury – psicóloga

Whatts 99639 3129

 

dicasdemassagem.com.br/o-que-e-calatonia#ixzz4M70Gw8IN

 

Instituto Sedes Sapientiae

sedes.org.br

 
Montanhismo, bom para o corpo, bom para alma Leia +

Muitos conhecem como alpinismo, mas como nem sempre a escalada acontece nos Alpes, o termo montanhismo é mais preciso. A complexidade do esporte é tanta que convidamos um praticante para falar deste tema, Alexandre Vicentini.

“Quando conheci o montanhismo, percebi  que nada se compara ao seu sabor, pois usa-se de tudo na composição do que é necessário para a sua prática, pois ele exige concentração, preparação, autoconhecimento, estudo, técnicas diversas, criatividade, logística... e o melhor de tudo, a percepção de que tudo tem seu tempo certo para acontecer e que se ainda não aconteceu, é porque ainda não amadureceu...”, explica Alex, que fez três viagens em alta montanha: duas no Aconcágua e uma no Mont’Blanc.

Ele soube que havia uma trilha pelo lado Norte do Aconcágua (Argentina) que dava acesso apenas andando. “Apenas 20%  das pessoas que tentam essa rota conseguem atingir o cume.”, conta Alex.

As maiores dificuldades são a temperatura, que pode chegar nos -35º C e a falta de oxigênio e diminuição da pressão atmosférica devido à altitude (6.952 m). Alex começou com uma viagem de reconhecimento do parque e do entorno do Aconcágua, levando a família (mulher e filha).

“Levantei toda a logística necessária e diversas informações de o que fazer,  como fazer, o que contratar, como contratar.”

De volta a São Paulo, pesquisou por um ano tudo o que ia precisar, além de estudar num livro de medicina.

Ao fazer o planejamento logístico, pensou em diminuir o tamanho da montanha.

“Defini que deveria ter 3 objetivos menores... primeiro o acampamento Confluenza (3.300 metros) partindo da Hosteria de Ponte Del Inca (2.750 metros). Seria meu “Objetivo C”, o mais baixo e mais fácil, onde eu acamparia, dormiria, descansaria o dia seguinte inteiro para seguir no outro dia e realizar um bate e volta ao meu “Objetivo B” Plaza Flancia (4.200 metros), para então voltar dormir novamente em Confluenza, descansar para no dia seguinte seguir ao meu principal intento, dormir no “Objetivo A” Plaza de Mulas (4.300 metros).”, relata o montanhista em artigo sobre a viagem.

Por falta de parceiros, Alex partiu sozinho para a primeira aventura. Contratou um serviço de alimentação no local e barraca.

“A grande satisfação vem do aprendizado para poder vivenciar a montanha com segurança, de estar pronto e apto para estar com suas próprias forças no estágio da montanha, que lhe foi permitido estar. Trazer esse aprendizado para a vida do cotidiano é o grande sentimento de prazer e equilíbrio que esse esporte me oportuniza.” , resume.

A segunda experiência de Alex foi em 2008, no Mont’Blanc.

 
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