Cuide-se
DANÇAR É PRECISO

"A dança é simplesmente vida intensificada." (Bernhard Wosie)

Qual foi a última vez que você desacelerou? Tirou um tempo para cuidar de si?

O caos diário e a correria contra o tempo faz com que nos tornemos negligentes em relação a nossa saúde física e mental, no entanto, é preciso canalizar a pressão da rotina de alguma forma e uma das melhores alternativas para isso é a dança.

Mais do que extravasar, o tipo de dança que ilustra esta matéria é terapêutica, traz autoconhecimento, estimula a concentração, coordenação, aumenta a autoconfiança de seus praticantes, alivia o estresse e ajuda, inclusive, no combate à depressão.

Estamos falando da dança circular, conhecida também como dança circular sagrada, prática desenvolvida pelo coreógrafo alemão-polonês Bernhard Wosien (1908 – 1986) na década de 50, a partir de pesquisas sobre danças folclóricas de inúmeros povos.

Sua principal característica é o sentimento de união que se instala na hora em que as pessoas do grupo ficam de mãos dadas. O apoio e auxílio mútuos desse momento transcendem o individual e focam no coletivo.

De forma alegre e lúdica as danças circulares trabalham fortemente o aspecto de união e colaboração, sem falar na maravilhosa oportunidade de poder errar, pois uma das características das danças circulares é a repetição dos passos durante a música que permite ao participante a aprender e ainda ajudar quem erra”, afirma Eliana Tessitore, fisioterapeuta e mestre em enfermagem psiquiátrica, que utilizou a dança circular em seu trabalho corporal dentro da Psiquiatria.

E completa: “No meu trabalho corporal, na Psiquiatria, nós dançamos tradições de povos distantes e, sobretudo, criamos as nossas a partir de movimentos que representavam uma pessoa em surto psicótico e depois saindo dele. Assim os pacientes se organizavam interiormente, aliviavam o medo do seu próprio descontrole e recebiam, como um bálsamo, o vislumbre da possibilidade de sair do surto. Foi extremamente importante e magnífico!”

As aulas são ministradas por focalizadores – nome dado a quem comanda a roda – e assim que as pessoas pegam o jeito, se soltam e entram em contato com seu interior mais profundo, com suas raízes, o que as remete à tranquilidade.

A atividade chegou ao Brasil nos anos 80 e rapidamente tornou-se popular. Atualmente é praticada em parques e está sendo cada vez mais difundida em centros culturais e esotéricos, além do mundo corporativo – já que muitas empresas adotaram a prática.

Em Cotia, um dos locais que oferece este tipo de atividade é o Ulabiná, espaço cultural dentro da Vila da Mata, localizada na Granja Viana. As aulas acontecem às sextas-feiras, das 19h20 às 21h00, e são gratuitas, entretanto, o participante pode colaborar com o preço que achar justo.

Gosto da dança circular porque ela mistura todas as idades e aceita a todos. A roda é feita de pessoas e, ao mesmo tempo, é uma coisa só. As pessoas mudam, a roda continua. Na verdade ela só existe quando as pessoas se colocam em círculo, se dão as mãos e dançam”, conta Jany Vargas, focalizadora no Ulabiná.

Agora que você já conhece a dança circular e seus benefícios, quando pegar horário de pico na Raposo, saia do trânsito e pare num desses lugares para praticá-la.

E lembre-se: quem está vivo se move! Quem respira, pode dançar.

Fuja do caos. Dance.
Benefícios da Dança Circular
- Faz bem para o corpo, para as emoções e para a mente;
- É para todos;
- Ensina cidadania, é lúdico e terapêutico;
- É uma meditação;
- Alivia o estresse;
- Estimula a concentração;
- Ativa a memória;
- Ajuda a sair da depressão;
- Proporciona conexão com a natureza;
- É uma poderosa prática de bem estar e desenvolvimento pessoal.
Parque Cemucam
Todo domingo, das 9h30 às 11h00, ao lado da administração
Preço: Gratuito
Focalizadora: Céline Lorthiois 
Tel.: (11) 4702-2126 - Rua Mesopotâmia, s/n (km 25 da Rodovia Raposo Tavares sentido Capital) - Jd. Passárgada, Cotia.
Toda sexta-feira, das 19h20 às 21h00
Preço: Gratuito (Colabore com quanto puder)
Focalizadora: Jany Vargas
Tel.: (11) 9 8245 - 5118 - Av. São Camilo, 288 – Granja Viana
E-mail:

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Toda terça - feira, às 15h30
Preço: gratuito
Tel.: (11) 4704-4710 - Rua Alberto Giosa, 390 (km 282 da Rodovia Régis Bittencourt) - Embu das Artes
criamos as nossas (danças) a partir de movimentos que representavam uma pessoa em surto psicótico e depois saindo dele”, Eliana Tessitore

ONDE ENCONTRAR

Ulabiná – Vila da Mata

Parque do Lago Francisco Rizzo


Olho da Matéria

 
Wakeboard, muito prazer Leia +

  • Equipe da Tudo é desafiada a experimentar
  • Marta Fonterrada
  • Se você nunca subiu numa prancha nem esquiou, acha que jamais conseguirá sair surfando atrás de um barco, está enganado! Tudo é possível quando você está disposto e, claro, se for orientado da maneira certa. A aventura faz bem para a autoestima, te deixa atento com a postura e, ainda, melhora o seu condicionamento físico. Antes de mais nada, estou falando do Wakeboard, um esporte aquático em que você sobe em uma prancha e é rebocado por um barco, com auxílio de um cabo e um manete.
  • A história deste esporte começou na década de 1980, quando algumas pessoas introduziram alças para prender os pés nas pranchas de surf. Em 1984, o surfista Tonny Finn, de San Diego, desenvolveu o Skurfer - um híbrido de esqui-aquático e prancha de surf, o primeiro shape de prancha para a hidrodinâmica de ser puxado por um barco ao invés de ser empurrado por uma onda. A prancha era menor e mais estreita que a prancha de surf, com fundo do esqui slalom (côncavo) e grande flutuação.


 
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