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SANDRA ANNENBERG Parabéns pra ela! Parabéns pra nós.


Entrevista Michele Marreira

Sandra Annenberg é uma linda do mundo.
E com muito orgulho comemora 50 anos de vida. Sem tintura nos cabelos, segundo ela.
Sandra assopra velinhas navegando entre a seriedade da âncora do Jornal Hoje e a descontração da apresentadora do Programa Como Será, exibidos nas manhãs de sábado.
Ter a versatilidade como marca é para poucos profissionais. Ela tem.
A mãe de Sandra era produtora de televisão e, talvez por isso, desde os 6 aninhos a jornalista percorra com intimidade os estúdios de televisão. Ainda pituca, aparecia numa atração da TV Cultura.
Chegou ao mundo num parto relâmpago, em 1968 - o ano que não terminou, como disse o jornalista e escritor Zuenir Ventura - em meio a ditadura militar. Mais precisamente no olho do furacão. Aos finais de semana, visitava militantes presos, amigos dos pais, que lutavam contra o regime.
E ela sempre foi assim, apressada e precoce. Até para nascer. Quando sua mãe chegou ao hospital, Sandra já estava nascendo, preparadíssima para chegar ao mundo. Uma loucura!
Na vida, Sandra engatou a primeira e foi embora, sem olhar pra trás.
Aos 23 já era a moça do tempo e mandava tão bem que foi a primeira mulher a ter um quadro fixo no Jornal Nacional.
Paulistana, mãe de Elisa e esposa do jornalista Ernesto Paglia - com quem é casada desde 1994 - a geminiana reúne no currículo mais de 50 comerciais, atuações em novelas e muito jornalismo, desde nova. Trabalhar cedo permitiu que, aos 18 anos, já saísse da casa dos pais e fosse caminhar com as próprias pernas.
Ah! Sandra também criou algumas polêmicas. Depois de levar um tombo, ao vivo, no palco, durante a apresentação do programa Como Será?, o que rendeu milhões de acesso, (revelado depois ter sido um tombo falso, realizado por uma dublê) e, recentemente, ela revelou a idade e foi um dos assuntos mais badalados nas redes sociais. “Chego aos 50 anos com muito orgulho e estou me cuidando para chegar aos 90 com saúde”, contou ela.
Enquanto a Revista TUdo comemora sete anos de informação e entretenimento, Sandra se prepara para alcançar meia década de vida em junho, em meio a copa do mundo e pré-campanha eleitoral, ou seja, trabalhando muito.
Parabéns pra ela! Parabéns pra nós.

Box
Rainha dos memes, ela não se incomoda nem um pouco em viralizar pelas redes afora. “Memes são divertidos e servem para nos descontrair um pouco”.


Curiosidades sobre a Sandra
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Com 14 anos Sandra virou repórter do programa Crig Rá - dirigida pela granjeiro Fernando Meirelles - e fazia perguntas sobre sexo nas ruas.
-
Foi aos 19 anos, como atriz da novela Chapadão do bugre, que ficou nua ao lado do galã Edson Celulari.
- Em Junho de 2016, durante uma entrevista à Revista Contigo, a apresentadora revelou que já sofreu discriminação, preconceito e até foi vítima de Assédio Sexual.
As revelações de Sandra repercutiram em todo o país.

Revista Tudo: Cinquenta anos de vida e 20 anos de Jornal Hoje. Rola um sentimento diferente aí dentro? Tem a ver com a forma como conduz a notícia?
Faço questão de transmitir a notícia do jeito que eu a entendo; com verdade e coração aberto, da forma que gostaria de receber. As notícias não são boas, não são fáceis. Se além de tudo isso, eu transmiti-las de uma forma desagradável, não fica legal para quem está do outro lado. Eu tento ao máximo me colocar nessa posição também, de ouvinte. Trato a informação com carinho, cuidado e delicadeza dentro do possível.

Como foi se despedir do Evaristo Costa e dar às boas-vindas ao novo âncora do Jornal Hoje, Dony de Nuccio?
O Evaristo foi tocar o lado dele, está feliz assim. Nos despedimos e recebi o Dony de braços abertos; um grande companheiro, parceiro incrível, bem preparado e chegou com muita vontade, isso é importante. Como é um jornal feito a dois, ambos precisam estar super a fim. Eu estou feliz com a companhia dele.

Algumas de suas frases de impacto tornaram-se conhecidos bordões, transformando-se em verdadeiros “memes” da internet. Isso é algo que te incomoda?
Eu acho engraçado. O mais recente é “Eu não ouvi o que eu ouvi... ouvi?”. Sempre falamos e pensamos “Que deselegante”, eu só destaquei, não criei. Mas é bom explicarmos que as duas frases surgiram em dois momentos de desrespeitos. O primeiro, quando minha colega Monalisa Perrone foi empurrada em uma situação e, no segundo, um médico disse absurdos que eu não acreditei ao ouvi-lo. Acredito que seja a minha forma de falar que vira meme, o que não classifico algo negativo. Ao contrário. Memes são divertidos e servem para nos descontrair um pouco.

O que você considera um ato deselegante?
A deselegância básica é a falta de respeito pelo próximo, com o diferente, com quem você não concorda. Recentemente o que fizeram com a Titi, uma criança de 4 anos, maravilhosa, filha do lindo casal Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. As pessoas ouvirem [sobre o preconceito] e não fazerem nada; o silêncio nessas horas é deselegante. E o que se faz contra o nosso país? A corrupção, o tratamento que se dá a quem tem tão pouco...
Que deselegante!

Olho da matéria
Recentemente o que fizeram com a Titi, uma criança de 4 anos, maravilhosa, filha do lindo casal Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. As pessoas ouvirem [sobre o preconceito] e não fazerem nada; o silêncio nessas horas é deselegante.

Você também apresenta na emissora o programa “Como Será?”, atração que comanda há três anos. Defina a importância desse projeto em sua carreira.
É um programa que me alimenta com tudo que a dureza do dia a dia me tira. Costumo dizer que é o meu oásis, minha paixão. Nesse período de duas horas de exibição da atração aos sábados de manhã, as pessoas descansam, respiram sem ver tantas notícias ruins. Tenho paixão pelo que faço; quero continuar trabalhando.

É difícil dar notícias sobre a política brasileira?
É tão difícil darmos as notícias, como para os brasileiros recebê-las. Ainda mais agora com o ano eleitoral se aproximando. Eu, como cidadã, só posso esperar que daqui, a gente consiga partir para adiante. Acho que o brasileiro é extremamente persistente, não desiste fácil e nem podemos.

Na década de 80, você iniciou sua carreira na dramaturgia. E fez muito sucesso. Em que momento decidiu fazer essa transição da arte para o jornalismo?
Não houve um momento específico, a transição foi acontecendo naturalmente. A vida é mais complexa que um simples estalar de dedos. As coisas foram se encaminhando, eu fui mudando, percebendo que não fazia mais parte daquele grupo. Outras oportunidades apareceram. Foi muito interessante trabalhar em diversas emissoras. Aos 17 anos estreei no palco do Teatro Faap no espetáculo “Um dia muito especial” ao lado de Tarcísio Meira e Glória Menezes com direção de José Possi Neto. Voltei a trabalhar com o casal no seriado “Tarcísio e Glória” (1988). Antes havia feito “A República” (1982). Depois fiz “Bronco” (1985/87) e “Chapadão do Bugre” (1988), ambas na TV Bandeirantes. Participei da novela “Pacto de Sangue” (1989), “A, E, i, O... Urca” (1990), “Cortina de Vidro” no SBT (1990) e mais de 50 comerciais. Ou seja, trabalhei bastante nessa área. E no jornalismo participei com Luciano do Valle no “Show do Esporte” da TV Bandeirantes, ainda menina; com Osmar Santos na TV Record no “Sport Shopping Show”; daí somo “Super Esporte” e “TV Franchising”, TV Cultura, Abril Vídeos. Enfim, tenho uma carreira de quase 40 anos.

Quais valores você tenta passar para sua única filha, Elisa?
Os valores básicos da vida: respeito e a ética de viver em sociedade. Digo a ela: se não fizermos algo acreditando, melhor não fazer. Verdade, transparência e vontade.

Ela deseja trilhar o caminho do jornalismo, assim como os pais?
Não... Ela quer ser atriz (risos).

Em 2018, você completa 50 anos. Como é a Sandra Annemberg no dia a dia, longe das câmeras?
Sou vaidosa porque gosto de me sentir bem. Porém, não me maquio e nem uso salto quando não estou trabalhando. Gosto de manter a pele limpa. Faço uma produção mais elaborada caso eu tenha um evento. Sou simples. Realizo exercício físico não somente por uma questão de estética e sim de saúde. Tenho orgulho de chegar aos 50, com meus cabelos brancos sem pintar e trabalhando muito.

Fale-nos um pouco mais de sua relação com São Paulo.
Sou nascida na Avenida Paulista, paulistana! Eu já passei uma temporada no Rio de Janeiro, morei em Londres, adoro os dois lugares. Mas, minha casa é São Paulo, cidade que amo.

Com uma mistura de emoção, música, informação e humor, a Globo relembrou as principais iniciativas de mobilização social promovidas pela empresa em 2017, na 4ª edição do Mobilize. Como você se sente em divulgar diversos projetos sociais apoiados pela Rede Globo?
É interessante observar tudo o que foi colocado no ar; o que tem a ver com responsabilidade social. A Rede Globo fez muita coisa. É gratificante observar que ao longo do ano podemos nos mobilizar estimulando mais pessoas. Nosso trabalho é esse o tempo todo. Começando pelo jornalismo, desempenhando nossa função de informar, com consistência e transparência; é um trabalho incrível e necessário.


Você sabia?
Das seis vezes que Sandra Annenberg concorreu ao prêmio “Melhores do Ano” do programa “Domingão do Faustão”, a jornalista levou o troféu por quatro vezes nos anos de 2012, 2014, 2016 e 2017.
Em janeiro de 2000 se mudou para Londres, assumindo o posto de correspondente internacional e coordenadora do escritório da Globo em Londres.


 

 

 

 


 
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