HOUSE ON THE ROAD

Funcional e cheia de estilo, a chamada “casa sobre rodas” vem ganhando cada vez mais espaço e se tornou o principal sonho de consumo de quem tem o mundo como quintal. A novela é sempre a mesma: viagem marcada e mala transbordando. A impressão é que não dá para deixar nada para trás. A boa notícia? Você não é o(a) único(a) a sofrer desse problema. Melhor ainda? Já existe uma forma de levar, literalmente, sua casa durante suas viagens e, finalmente, dar adeus ao excesso de bagagens!

 Trata-se do movimento Tiny House - mini casa, em inglês - criado nos anos 90 nos Estados Unidos, com a ideia de que os viajantes pudessem levar o conforto de seus lares para onde fossem. Ganhou adeptos e popularidade. Para colocar em prática? Basta ter um carro ou caminhonete para puxar o “cafofo” e muita vontade de sair por aí.

 Este movimento propõe uma reflexão sobre como é possível não apenas viver com menos e em lugares menores, como também que acumular coisas, ao invés de memórias, é uma grande perda de tempo.

 Por essa razão, o número de adeptos a “Tiny house” cresce cada vez mais, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, onde é mais comum. São pessoas que prezam por uma maior qualidade de vida e possuem uma pegada mais ecológica - onde viver em harmonia com a natureza e conhecer vivências diferentes das delas, é o que realmente importa.

 Apesar de pequenas, a ideia é que as casas sobre rodas tenham o máximo de aconchego. Elas são uma espécie de evolução dos trailers convencionais, transformando-se em ambientes mais arrojados e funcionais, embora compactados. Além disso, como são construídas sobre rodas, essas micro residências devem respeitar o limite de largura exigido para que possam circular em ruas, avenidas e estradas – ou seja, não será muito mais larga do que um ônibus de viagem.

 Apesar de a Tiny House não ter uma metragem fixa, ela raramente passará dos 40 m², o que, é claro, obriga os moradores a selecionarem absolutamente tudo que será mantido e guardado na casa.

 Neste sentido, a mobília é pensada para diferentes funções. Como no caso de um armário que, quando aberto, revela uma cama, transformando o espaço em um quarto. A boa notícia é que mesmo sendo “mini”, cada projeto é customizado ao gosto e estilo do cliente, desde a planta e design exterior até os materiais usados no acabamento.

 No caso do banheiro - um dos maiores “tabus” quando se trata deste tipo de moradia, já que as pessoas ficam se perguntando para onde vão os dejetos - as saídas são diversas. Pode-se optar pela solução mais prática, como a chamada “privada seca”, que funciona como uma espécie de composteira. Ou, se preferir, é possível produzir modelos com caixa de detritos e caixa d'água, conforme for à necessidade de cada cliente. Além é claro da possibilidade de conectar a Tiny House ao um sistema comum de água e esgoto.

 Nos Estados Unidos, existem várias fabricantes que criam esses pequenos lares. Uma dessas empresas é a Tiny Heirloom, que oferece um pacote inicial que inclui iluminação a LED, sistema de som interno, geração de energia eólica ou solar, vaso sanitário compostável, além de todo o licenciamento necessário.

 A empresa entrega ainda, a casa móvel em qualquer endereço nos Estados Unidos sem custos adicionais com a entrega. Na terra do tio Sam, um modelo básico dessas casinhas custa em torno de US$ 65 mil e leva, em média, de três a quatro meses para ser entregue.

 

Verde e amarela

 Apesar de o conceito ainda não ser popular por aqui, já existem projetos saídos do papel. É o caso da “Tiny House” do casal Robson Lunardi e Isabel Albornoz, os primeiros donos deste tipo de moradia no Brasil. O mini lar tem 29m², foi feito em metal e madeira e dispõe de banheiro, cozinha, sala e, na parte superior, dois quartos. Um luxo!

 Existe ainda, uma empresa brasileira especializada no assunto, a Container Box, que falaremos a seguir.

 Diz aí:

 Onde eu posso estacionar a minha mini casa?

 Até pode parar em vias públicas e passar alguns dias estacionado ali, mas antes é preciso pedir autorização à prefeitura local ou ao órgão responsável. Em alguns casos, geralmente em cidades pequenas com baixa população, você pode pedir autorização para estacionar em vias públicas por até três meses. Mas se você tiver mesmo a intenção de fazer isso, lembre-se de que vai precisar se programar com relação ao abastecimento de água e luz da sua Tiny House, e claro ter o cuidado de estacionar em um lugar seguro da cidade para não ter surpresas desagradáveis.

 No Brasil existem dezenas de Campings preparados para receber Trailer e Motorhomes, e são justamente esses que tem espaço e estrutura para receber uma mini casa. Em muitos deles você pode pagar um aluguel mensal pelo espaço que ocupa, podendo ser então o local fixo de sua residência.

 Custa caro?

Em geral, a Tiny House não é uma casa barata de se fazer. No Brasil, a Container Box, por exemplo, estima-se que a construção de sua versão, dependendo dos acessórios escolhidos pelo cliente, deve variar de 90 e 180 mil reais.

 A grande vantagem, porém, vem na hora de morar. Com menos espaço, contas básicas, como água, luz e supermercado, diminuem. Em alguns lugares, somam-se a isso alguns descontos em impostos, já que a casa é pequena e muitas vezes não está fixa em um terreno.

 

Qual é a diferença entre a Tiny House e uma MotorHome - carro transformado em casa?

 Suas janelas e paredes são mais grossas e os isolamentos acústicos e térmicos são iguais ao de uma casa convencional.

 Amou? Nós também!

Agora é se organizar, juntar uma grana e: pé na estrada sem sair de casa!



 

Indique !