Seul: encontro com o diferente

Foi bastante inusitado visitar esse destino. Eu tinha algumas ideias formatadas na minha cabeça, onde algumas vingaram e outras caíram por água abaixo.

Na verdade, achei que a capital Seul seria um tumulto geral e fiquei bastante surpreso ao dar de cara com uma cidade moderna, com um design singular e, ao mesmo tempo, com alma própria, preservando a história e seus costumes.

A Coreia do Sul passou por um verdadeiro "boom", sendo uma das sedes da Copa do Mundo junto com o Japão em 2002, e isso deixa (até hoje) boas marcas de contemporaneidade em todos os cantos, principalmente no coração do país.

A hotelaria, como em todo o mundo, tem suas redes de alto luxo e o conveniente é sempre ficar em uma bandeira internacional para não estranhar por demasiado os costumes.

Os museus de história e os antigos palácios são deslumbrantes e contam muito dos diversos períodos vividos pelo país e sua constante luta contra a política e os irmãos da Coréia do Norte. Uma luta triste, que volta e meia deixa os sul coreanos bem amedrontados e os norte coreanos oprimidos.

Edifícios como os da Samsung e da Hyundai são escandalosamente lindos e ficamos todos simplesmente de queixo caído ao visitá-los. Vidros, luzes, arquiteturas estonteantes, uma loucura criativa e inventiva sobre largas e fantásticas avenidas.

Talvez tenha sido a gastronomia o que mais estranhamos, afinal, os preparos dos pratos são um pouco gordurosos e isso deixou-nos um pouco ressabiados. Mas saibam, provamos absolutamente tudo, afinal, garimpar é exatamente não ter medo de experimentar o novo.

Tanto as roupas como os artesanatos típicos são ricos e incríveis, com muita riqueza de detalhes, com muitos bordados e cores, sedas e pedrarias.

Os banhos públicos, assim como no Japão, fazem parte do dia a dia dos sul coreanos e investimos bastante nesses spas com massagens e terapias maravilhosas.

O comércio é um delírio; tínhamos vontade de comprar tudo o que encontrávamos pela frente e, muitas vezes, comparávamos com outros países do oriente; os valores estavam bem mais acessíveis. Fomos obrigados a aumentar o número de malas e suas capacidades, afinal, como não aproveitar algumas relíquias e iguarias locais. Amamos trazer lembranças típicas para que possamos relembrar e contar histórias vividas.

Viajar, garimpar e descobrir são instrumentos que enriquecem tanto nossas vidas que não existiriam bibliotecas e mestres suficientes capazes de ensinar o que aprendemos em poucos dias, convivendo com um povo diferente do nosso e com culturas tão distantes.

São esses os verdadeiros presentes e prazeres da vida. Essa a verdadeira razão desse tamanho deslocamento: a autêntica comunhão entre os diferentes. Abraços povo sul coreano e amigo.

Marcelo Sampaio – Apresentador e Consultor Mercado Premium – (11) 3021-0116 / 99979-1784 – www.marcelosampaio.com - @garimpandolife



 

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