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Como está a sua memória?



 

Uma das principais queixas no dia a dia do consultório de um geriatra é em relação às alterações da memória, notadas tanto pelo próprio paciente como pela família e amigos. Mas antes de falarmos sobre as circunstâncias que podem gerar tais alterações, vamos entender o que é memória.

Ao longo da nossa vida, passamos por experiências que nos trazem aprendizado, recordações e nos tornam aptos para executarmos várias atividades do nosso cotidiano. A capacidade de registrar, armazenar e evocar tais informações é o que chamamos de memória. Graças a ela, sabemos como se vestir, escrever uma frase, fazer uma transação bancária, nos orientarmos nas ruas no caminho para casa, contar a história de um livro, reconhecer as pessoas e executar tantas outras atividades no dia a dia, de forma independente e adequada.

A atenção é um dos principais instrumentos que nos permitem registrar as informações e, se ela está comprometida, encontramos uma das razões que podem afetar nossa memória. Quadros depressivos, alterações do sono, estresse, ansiedade, medicações inapropriadas e, até mesmo problemas de audição, prejudicam a concentração, tornando o desempenho do dia a dia, muitas vezes, insatisfatório. Existem também outras doenças que comprometem a memória, como problemas de tireóide, deficiência de algumas vitaminas, infecções, doenças auto imunes e, muito comum com o envelhecimento, doenças neurodegenerativas como, por exemplo, a doença de Alzheimer.

Um dos principais desafios é sabermos quando estamos nos deparando com alterações da memória decorrente do envelhecimento cerebral natural ou quando tais alterações ja estão fora do esperado e merecem uma investigação. É muito importante falar sobre isso, pois não é raro retardarmos o diagnóstico de demências pela demora por parte do paciente e familiares em procurar a avaliação de um especialista, achando que aquelas falhas são normais pela idade.

No geral, quando as alterações de memória comprometem nosso desempenho em tarefas antes executadas de forma autônoma e adequada, podemos estar diante de uma situação que foge do envelhecimento normal, devendo ser investigada e acompanhada por um médico especialista. Um sinal de alerta deve também ser acionado quando a capacidade de guardar novas informações, de se lembrar de pessoas ou situações conhecidas e de conseguir se manter atualizado e com discernimento sobre seu meio estiver em declínio.

Os geriatras e neurologistas são os médicos especialistas mais indicados para diferenciar os problemas de memória, diagnosticar as situações potencialmente reversíveis e orientar sobre medidas para prevenção e cuidados com pacientes e familiares que convivem com esse acometimento, desde pequenos esquecimentos até condições que implicam em uma maior dependência. Caso haja dúvidas, procure um bom profissional para auxiliá-lo.

 

 

 

Dra. Juliana Marília Berretta

Geriatria e Clínica Médica

 

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