É cultural, é questão de gênero, é machismo, é feminismo! Vamos falar sobre homens e mulheres numa relação amorosa

Desde muito cedo as mulheres são ensinadas a seguirem um padrão social dentro das relações afetivas. Embora as coisas tenham mudado muito nos últimos anos, ainda há uma certa imposição por parte de seus companheiros, família e da própria sociedade.

Com a ascensão do movimento feminista – movimento social e político que tem como objetivo conquistar o acesso a direitos iguais entre homens e mulheres – elas vêm se empoderando e mostram que não engolirão mais sapos dentro e fora de seus relacionamentos.

O machismo, por sua vez, é estrutural e isso se dá porque os meninos, muitas vezes, crescem ouvindo o discurso equivocado de que são melhores do que as meninas, o que acaba prejudicando a ambos. Na fase adulta, quando começam a se relacionar, eles tendem a reproduzir, infelizmente, esse mesmo discurso, como por exemplo, censurando as roupas da companheira, não dividindo as tarefas domésticas e a criação dos filhos ou a impedindo de ser independente financeiramente.

"Numa relação aonde prevalece o machismo, observamos uma mulher desprovida de liberdade e de realização de seus desejos (vontades), limitando-a a ser conduzida pelo seu parceiro. Para combater essa relação, muitas feministas procuram um distanciamento de atitudes cavalheirescas da parte dos homens, pois atitudes como atenção, respeito e cuidado, podem ser confundidos com machismo", explica a psicóloga Lucia Amaral.

Companheirismo acima de tudo

Segundo Lucia, dentro de uma relação é fácil detectar um comportamento machista quando observamos as atitudes do casal no seu dia-a-dia. "Divisão de tarefas na qual somente ela é responsável por cuidar da casa e ele é o único responsável por sustentar a família, são características machistas", diz a especialista.

O casal Manuela Robatini e Fernando Macedo Moreira passa bem longe desse tipo de situação em seu relacionamento. Os dois se conheceram numa festa rave, onde Fernando estava à trabalho e, desde então, se tornaram parceiros também profissionalmente.

Para eles, o diálogo dentro de uma relação é fundamental. Fernando vê na namorada uma parceira, uma pessoa que caminha lado a lado com ele e não alguém que está a sua sombra. “A Manu é, acima de tudo, minha parceira, minha amiga. Nossa cumplicidade transcende qualquer tipo de papel social imposto por quem quer que seja”, afirma.

Já Manuela diz que quando há consenso, muita coisa se resolve. “Quando os dois estão em harmonia e iluminados pela consciência, a tranquilidade interior domina o nosso ser! Ter companheirismo e reciprocidade é o melhor presente que se pode dar ou receber”, completa.





 

 



 

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