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Viva la Revolución!


A história do Brasil nos permitindo vermos o Daniel todos os dias nas telinhas

Nem com o papel casca grossa que está interpretando na supersérie Meus Dias Eram Assim, na Rede Globo, a gente consegue ficar com uma raiva infinita de Daniel de Oliveira.
Os fãs já adiantam: “Calma gente, é só dramaturgia”. Até mesmo porque quem conhece esse cara a fundo, sabe que de bandidinho metido a conservador ele não tem nada; é mesmo um mocinho fofo sem qualquer semelhança com o personagem Victor, um direitista a favor da repressão durante a Ditadura Militar. “Temos sempre que olhar para esse período e tomar muito cuidado para não repetir, porque a história é cíclica. Apesar dos pesares, a democracia até agora é o melhor sistema”, diz Daniel que, apesar de ter ficado famoso por meio das novelas, teve sua aterrisagem triunfal para o sucesso com o filme Cazuza – O Tempo Não Para, onde interpretou fielmente o ídolo do rock brasileiro. Após o sucesso da cinebiografia do roqueiro, Daniel conquistou seu primeiro protagonista na novela "Cabocla", onde contracenava com Vanessa Giácomo, sua ex-esposa, de quem é amigo.

Completando 40 anos nesse mês de junho, ele relembra que foi na adolescência a tomada de decisão para a vida de ator, apesar do ponta pé de peso ter sido em 1988, na novela Brida, da extinta Rede Manchete.
Maduro, hoje afirma, sem delongas, dar preferência ao cinema e aos seriados. “Foi justamente aí que encontrei liberdade de dialogar”, explica à equipe da Tudo enquanto exibe os olhos azuis, fixados perfeitamente no rostinho de galã.
Parece pintura.
No cinema, três filmes devem estrear em breve: “Dez Segundos”, “Aos Teus Olhos” e “Morto Não Fala”. “São três filmes com pegadas diferentes”, comemora.
Geminiano, mineiro, torcedor fanático do galo, dublador de primeira – é dele a voz do personagem principal da animação da Disney, "O Galinho Chicken Little" – pai de três garotões e maridão de Sophie Charlotte, com quem contracena na supersérie, Daniel é mesmo o namoradinho do Brasil e querido por todos nós. 
Olhem que legal!
Aos sete anos, Daniel Oliveira mudou-se com a família para o Iraque, já que seu pai, empreiteiro, viajava o mundo em função do trabalho. 
Que susto!
O famoso acidente com um avião da TAM, em 2007, que fazia o trajeto entre Porto Alegre e São Paulo, chegou a assustar parentes do ator, já que ele estava viajando neste mesmo dia, com mesmo destino e origem. No entanto, o famoso escapou da tragédia ao optar por uma outra companhia aérea.
Ufa!

Em “Os Dias Eram Assim”, você interpreta um personagem de caráter duvidoso. Como é para você viver personagens com essa característica? Quais são os desafios?
Todos os personagens vêm com desafios. Você tem que fazer o que está escrito e isso já é um desafio, porque a composição do personagem, às vezes é mais lenta ou mais rápida. Você vai descobrindo aos poucos essa personalidade. Cada ator descobre o seu universo, e juntos organizamos tudo isso. Eu estou curtindo muito fazer o Victor. Ele tem um negócio meio pedante, com aquele cabelinho do lado. Sempre emperiquitado. Ele é obcecado pelo dinheiro, e pelo amor da Alice (Sophie Charlotte), que ele nunca vai ter, mas é também ambicioso e tem a questão a posição social. Ele quer galgar uma posição, que ainda não está. Tem uma certa agressividade, que até passa do ponto, mas depois reconhece e sabe que avançou o sinal. Ele tem uma medida, mas isso não justifica.

Para o ator é mais gostoso trabalhar esse tipo de personalidade, seja na televisão ou no cinema?
Eu fiz outros personagens também que estavam do outro lado da moeda, como o Stuart, em “Zuzu Angel” (2006), e o Frei Beto (Batismo de Sangue, 2007). E agora estou do lado corporativo, de terno e gravata, concordando com a ditadura. Temos sempre que olhar para esse período, e tomar muito cuidado para não repetir, porque a história é cíclica. Apesar dos pesares, a democracia, até agora, é o melhor sistema. Vemos exemplos vizinhos, como a Venezuela, que está passando por um momento terrível. O Nicolás Maduro (Presidente) que já está até podre, mas não larga o osso de jeito nenhum. Esse lance de ser o lado obscuro da força me atrai muito, porque você fala algumas coisas que não falaria no seu dia a dia. Graças a Deus eu sou um cara muito positivo, mas o personagem me dá a liberdade de expressar essa outra coisa, esse sentimento ruim, que ainda bem que eu não tenho.

Falar e estudar a história do Brasil é um assunto que sempre te interessou?
Isso sempre! Até mesmo quando eu fiz outros personagens, aprendi sobre o início do Comando Vermelho, (400 Contra 1 – Uma História do Crime Organizado, 2010), a mistura entre presos políticos e comuns, que gerou uma facção criminosa. É sempre bom aprender com os personagens. A produção deixou alguns livros para gente, e eu acabei de ler o “Tropicália” (1997) do Antônio Callado. É fascinante observar como o movimento se iniciou. É um período muito conturbado, mas interessante, e virou história porque na época imagino que deveria ser um “pega pra capar”. Deveria ser horroroso conviver num país, onde a ditadura estava predominando. As ideias estavam sendo cerceadas. Estudantes e manifestantes eram presos. O Victor é de direta, a favor da repressão. Não vê mal nenhum. Dá até para refletir nos dias de hoje. Nós temos que ficar espertos com o que passamos na história, para não repetir. Quem for atrás vai saber muito mais coisa.

Você tem se dedicado bastante ao cinema, e feito muito mais séries do que novelas. Essa é uma liberdade de escolha que você tem dentro da emissora?
Eu tenho feito muitos trabalhos no cinema sim, mas a televisão vem de uma forma bonita também. Eu faço trabalho por obra. Foi justamente aí que encontrei liberdade de dialogar melhor com a casa (Globo). Faço outros trabalhos, e tenho outros caminhos que quero, que desejo. E “Os Dias Eram Assim”, é muito interessante. Achei que seria uma boa história para ser contada. O que me atraiu nesse personagem é o fato de poder trabalhar com o Carlinhos Araújo (Diretor Artístico), com quem eu fiz “Um Só Coração” (2004), com a Suzana Vieira, Valter Carvalho. E agora poder trabalhar com a Sophie é ótimo porque dá para tirarmos férias juntos (risos).

Você comentou sobre trabalhar ao lado da Suzana, e tem também o Antônio Calloni, com quem você contracena bastante. Como é essa interação entre os atores?
Está sendo sensacional. A Suzana é muito divertida, uma gata, uma parceira de cena, e a gente troca muito. Dou muita risada, porque ela tem um senso de humor muito bom. Com o Calloni é a mesma sensação, e não só pessoalmente, mas profissionalmente. Ele é um grande ator.

Você tem feito cada vez mais séries. Como tem sido a sua rotina de trabalho?
Não tem diferença. Eu vou fazendo aquele personagem, independente do tempo que dure. Se são 88 capítulos, eu enxergo como um trabalho de 88 capítulos. Você trabalha o personagem daquela forma que você não sabe o que vai acontecer com ele. O ritmo de gravação é igual. Às vezes, vem muitas cenas de uma vez, ou menos.

Você comentou um pouco sobre a rotina, mas como tem sido com a chegada do pequeno Otto?
Ele nunca deu trabalho. É um menino bom demais, muito calmo. É um menino “bão”. É isso.

Você sabe quantas novelas você tem no currículo?
Eu não faço ideia; vou fazendo as paradas e não vou contando não. Eu tenho alguns anos de carreira; se for olhar, desde os meus 14 anos de idade. Tem um tempo, uma estrada.

Além dessa série, quais são os projetos que você pretende desenvolver ao longo desse ano?
Eu tenho a história de Éder Jofre, um filme chamado “Dez Segundos”. Esse deve ser lançado em 2018. Eu faço o lutador de boxe. Tem também “Aos Teus Olhos”, da Carolina Jabor, que já está pronto, e deve ser lançado esse ano. E “Morto Não Fala”, do Dennison Ramalho, com produção da “Casa Cinema”, do Jorge Furtado. Esse também deve estrear esse ano. São três filmes com pegadas diferentes. Da Carolina, eu faço um professor de natação chamado Rubens e a história se passa em um único dia. Ele dá aulas para crianças pequenas, e uma mãe reclama que ele deu um beijo no filho dela. A partir daí, cria-se uma polêmica, e tem as redes sociais. Você já deve ter ouvido falar no filme “A Caça” (2012), que em um único dia já se tem uma repercussão. E você não sabe se ele é culpado ou não. Fala sobre pedofilia, é um filme bastante rico, conceitualmente interessante. No filme do Dennison, eu faço um assistente de necropsia, em que eu converso com os mortos. É muito interessante também, porque o diretor é muito bom em terror, ele manda muito bem nesse tipo de gênero no Brasil. Foi muito massa! Rodei no ano passado.

Você também tem se dedicado a carreira musical. Como está o andamento desse projeto?
Estou fazendo um disco com um camarada chamado Bid, ele era da Banda Tokyo, e desde os 17 anos, faz música. É um cara extremamente importante na música atual. Ele faz trilha sonora para o cinema também, e numa dessas eu conheci o trabalho dele, e pedi para produzir o meu disco. Os anos foram passando, e eu continuei tocando a minha carreira em outras áreas, e pretendo lançar um disco que se chama “Cine-Música Particular”. Esse nome é justamente porque vou trabalhar com performance, e fiz em processos cinematográficos, durante as filmagens. Às vezes, eu pegava o violão e escrevia uma letra.

E você já sabe quando será lançado?
Ainda não tenho data, mas quero que seja esse ano, e gostaria de fazer o primeiro show em Manaus, porque foi lá que surgiu um personagem que eu interpretei, chamado Homem Lama, que estampa a capa do álbum. É um personagem que eu criei durante uma viagem na cidade, junto com o Matheus Nachtergaele.

 
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