Aventure-se na casa de Makunaima Leia +


Para os índios Macuxi, antigamente existiam apenas terras baixas e alagadas naquele pedaço, sem nenhum tipo de elevação. As tribos daquela área não precisavam disputar comida, pois a caça e a pesca e outros frutos eram abundantes. Certo dia surgiu uma bananeira, uma árvore que os índios não conheciam. Ela cresceu impressionantemente rápido e deu belos frutos, mas segundo um recado divino recebido pelos pajés, a bananeira era um ser sagrado. Ninguém poderia tocar ou comer seus frutos. Caso alguém desobedecesse, muitas desgraças aconteceriam ao povo daquela terra. Durante muito tempo todos temeram e respeitaram as ordens dos pajés. Mas certo dia ao amanhecer, a tribo percebeu que um cacho da bananeira havia sido decepado e em instantes a terra tremeu, trovejou forte, os animais fugiram e começou a tempestade. Assim nasceu o Monte Roraima.

Para as comunidades indígenas, os platôs e montanhas locais são considerados como mundos habitados por espíritos. As lendas mantidas vivas pelos índios fazem com que os visitantes e estudiosos jurem ter vistos criaturas pré-históricas, ou ouvido urros quando alojados no Monte Roraima.

Os mistérios da região inspiraram escritor inglês Conan Doyte, o criador de Sherlock Homes, a escrever a ficção "O Mundo Perdido". Mas os únicos seres vivos devidamente registrados no topo do Monte, são alguns pássaros, insetos e anfíbios. Estima-se  que pelo menos 400 tipos de bromélias e mais de 2 mil tipos de flores e samambaias compõem a diversidade da flora.

A expedição do sertanista Marechal Rondon chegou ao topo em 1927. Veja trecho de seu diário de viagem:

... Atingimos o último grande degrau do considerável maciço. Penetramos pelas galerias formadas por imensos blocos de arenitos. O vento e a umidade neles haviam esculpido formas caprichosas de castelos em ruína, de fantásticos animais antediluvianos...achamos um mundo perdido”. (Marechal Rondon – 29.10.1927)

Esse Mundo Perdido deveria ser protegido e, em 1989, o Parque Nacional do Monte Roraima foi criado. São 116 mil hectares de Floresta Amazônica abrigando uma grande diversidade de fauna e flora. Espécies vegetais exóticas, algumas endêmicas da região, integram a paisagem com as formações rochosas que lembram dinossauros.

Se a sua ideia é fazer trilhas, a época melhor para conhecer é de dezembro a março, a menos chuvosa. Por outro lado, nos períodos chuvosos, as cachoeiras formadas nos tepuis ficam espetaculares. Uma delas, o Salto Angel, é a maior queda d´água do mundo, com 979 metros de altura. Em cima do platô, faz sempre frio a noite.

Apenas 10% do Monte encontra-se em território brasileiro, tendo o seu restante em estão na Venezuela e Guiana Inglesa.

A caminhada até o topo é realizada pelo lado venezuelano. O ponto de partida é uma aldeia de índios tepuis, os melhores conhecedores da região. Durante toda a subida e também lá em cima, a paisagem é formada por rios, lagos, vales e formações rochosas. Muitos trechos dos seus quase 90 km de área permanecem intocados, seja pela dificuldade de acesso ou pelas crenças indígenas que os isolam. Para se ter uma ideia, somente em 1976 é que o primeiro homem (o escritor venezuelano Charles Carias) desvendou o impressionante Vale dos Cristais, local próximo ao ponto que marca a tríplice fronteira. No vale dos cristais, ocorrem formações de pequenas esculturas pontiagudas de cristal.

Como deu pra perceber, a viagem é root, para aventureiros! O parque não possui infraestrutura, somente acampamento. A cidade mais próxima é Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, que fica a 212 km de Boa Vista, a capital de Roraima. Se quiser admirar de longe os montes, é bom ficar em Boa Vista, a cidade com a melhor infraestrutura, com hotéis e pousadas e viajar para lá para conhecer de longe.

O acesso ao local é feito a partir de Boa Vista, pela BR-174, percorrendo-se 212 km até o Posto Integrado de Controle do Parque em Pacaraima. Deste ponto até Santa Elena de Uairen (Venezuela) por estrada asfaltada. De lá, tem-se duas alternativas: de helicóptero (30 a 40 minutos de voo) ou de carro até Paraitepuy (aproximadamente 2 horas), e a partir daí caminha-se cerca de 22 km (2 dias) até a base do Morro e mais 10 horas até o seu cume, e em seguida 4 horas até o Ponto Triplo (Brasil,Venezuela e Guiana).

Há algumas agências de turismo de aventura que organizam trekkings de seis a oito dias pela região, com camping selvagem.

A visitação pública é controlada e a prioridade é para as pesquisas e grupos de estudos.

Não é permitido visitar o local sem guia. Para isso há agências no Brasil e na Venezuela.

A única agência brasileira a fazer o Monte Roraima é a Roraima Adventures. A empresa é muito bem estruturada e o atendimento é de primeira, mas chega a ser três vezes mais caro que as agências da Venezuela. É o preço por ter uma trip organizada e planejada, com seguro. Há diversos tipos de passeio.

Em Santa Elena de Uairén há muitas agências.

A melhor maneira de fechar negócio é estando pessoalmente em Santa Elena de Uairén. Por e-mail é possível também, mas o valor chega a ser 40% mais caro do que em uma negociação presencial.

Contratar um guia independente é outra opção, mas é praticamente o mesmo preço de uma agência.

 

Fontes:

RoraimaAdventures.com.br

Roraimabrasil.com.br

ciaeco.tur.br/roraima/pacotes+de+viagem+para+monte+roraima

Panoramacultural.com.br

 

Indique !