Santiago Calatrava – Arquiteto do Museu do Amanhã Leia +


Apesar das belas obras e de inúmeros fãs, o arquiteto não escapa de duras críticas. Arquitetos, engenheiros e construtoras o criticam pelos custos das obras, muito acima dos orçamentos iniciais, e eventuais atrasos. Afirmam que seus projetos são complexos, que os desenhos são problemáticos, têm problemas de concepção, o que leva a encalços de cunho legal.

A cidade das artes e das ciências – um complexo com salas, planetário, museu de ciências, em Valência, teve um orçamento inicial de 300 milhões de euros, mas os gastos chegaram ao triplo, no final da obra. Esse é apenas um exemplo das inúmeras brigas judiciais em que se envolveu.

É sabido que toda inovação gera transtornos e necessita de ajustes. Seus edifícios podem ser encarados como protótipos, que demandam aperfeiçoamentos.  O artista acredita tanto na forma, que deixa a função em segundo plano.  “meu objetivo é criar algo excepcional que engrandeça as cidades e enriqueça as vidas de quem mora e trabalha nelas. Tem sido um privilégio trabalhar nesses projetos, todos terminados pelos padrões mais elevados.” (Calatrava, 2013)

Primeira obra de Santiago Calatrava no Brasil, o novíssimo museu do amanhã causou frisson não só entre especialistas da área, mas também no público em geral: já no seu primeiro final de semana de funcionamento atraiu 25 mil visitantes.

Exemplo inegável da inspiração na natureza e seus movimentos, característico de seu arquiteto,  o edifício de 15 mil metros quadrados foi inspirado nas bromélias, presentes no jardim botânico da cidade onde se localiza, e utiliza recursos naturais do local, como, por exemplo, a água da baía da Guanabara, que tanto climatiza o interior do museu, como é reutilizada no seu espelho d’agua.

Nos 30 mil metros quadrados da instituição, encontram-se jardins, ciclovias e área de lazer, além do museu, de per si. Local extremamente agradável e um prato cheio aos sentidos, vale a pena visitar!

 Referência:

Jodidio, philip. Calatrava: complete works 1979-2009. 2. Ed. Cologne: taschen, 2009. 520 p. Todos os desenhos por santiago calatrava. Todas as fotos, renderizações e plantas por archiv calatrava, exceto as notadas.

 Fonte:

"beatriz.dutra" <beatriz.dutra@uol.com.br>

 

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