Blindagem, quanto custa essa proteção


A blindagem de veículos têm sido cada vez mais procurada pelas pessoas, amedrontadas com a criminalidade crescente. Recentemente um erro de digitação no gps pôs fim à vida de uma jornalista no Rio de Janeiro e esse foi apenas um dentre tantos casos, entre balas perdidas e acertadas.

E parece que mesmo com a instabilidade econômica, a demanda por carros blindados no Brasil tem se mantido alta. Segundo a Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem), em 2014, o segmento fechou em crescimento pelo quinto ano consecutivo. Foram blindados 11.731 carros no país, alta de 15,5% em comparação a 2013. A pesquisa contou com a participação de 29 blindadoras associadas à entidade e que representam 70% da produção total de veículos blindados no país.

Mas blindar o carro não é tarefa simples nem barata. Se a ideia  é se proteger, é preciso ficar atento! Primeiro é preciso entender como se dá o processo de proteção contra balas. Para deixar o seu carro resistente, é necessário que ele passe por um processo bastante complexo. Ele é todo desmontado para ser protegido por um material bastante pesado, o que acarreta em custos nada convidativos e gastos maiores com combustíveis, pois o carro torna-se muito mais pesado e demanda mais do motor.

Além dos custos adicionais com o peso do carro, fazendo com que ele consuma mais combustíveis, blindar um carro custa de R$ 25 mil a R$ 70 mil, de acordo com o tipo de automóvel e os níveis de proteção.

Os carros menos indicados para blindagem: grandes vans, que pelo alto peso exigirão revisão da parte de suspensão, gerando um custo muito elevado; carros com motores inferiores a 1.6, porque com a blindagem e o acréscimo de peso a potência é retirada de forma muito significativa.

Os carros mais recomendados:  os com maior potência, que suportam melhor o peso adicional da blindagem, e carros de médio porte, pela maior economia, como os sedãs médios.

No Brasil existem quatro níveis de proteção de blindagem: o I, II-A, II e III-A. Eles seguem as normas americanas, que especificam a quais projéteis um determinado nível de blindagem deve resistir.

Nível I: É a menor proteção disponível. Resiste a disparos de armas calibre 32 e 38, mas é vulnerável a calibres maiores.

Níveis II e II-A: Esses níveis resistem a armas de calibre 9 milímetros e à Magnum 357. Não seria uma proteção resistente, por exemplo, em sequestros, quando bandidos costumam usar armas de maior porte.

Nível III-A: Segundo a Abrablin, o nível III-A tem uma resistência quatro vezes maior que o nível I e é a proteção usada por 95% mercado. É resistente a armas de mão de todos os calibres, inclusive a submetralhadoras (pistolas) 9 milímetros e à Magnum 44.

Vale ressaltar que, mesmo com a maior proteção, o carro não será completamente resistente. Alguns pontos do carro como colunas e maçanetas podem impedir um perfeito ajuste dos materiais e os vidros também têm uma resistência limitada. Segundo a norma internacional, o veículo deve ser capaz de resistir a até cinco tiros numa área de 20 centímetros quadrados,  o que significa que se houver uma sexta bala naquela área o veículo pode não resistir.

Na hora de blindar o seu carro, é necessário pesquisar a empresa e não ter medo de perguntar tudo sobre o carro e seus níveis de proteção. Lembre-se, o barato pode sair caro.


Fontes:

Abrablin.com.br

Autoesporte.globo.com

Exame.abril.com.br

 

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