Cresce a credibilidade do Ensino a Distância


O relatório “Manual do Ensino a Distância no Brasil” divulgado pela HSBC Global Research em 2012 prevê que, daqui a 10 anos, existam 1,2 milhão de brasileiros matriculados em universidades online.

Com a informatização e as facilidades que ela proporciona, tornou-se muito comum as discussões sobre a eficiência da educação a distância. Mas sua criação veio bem antes da internet. Remonta ao século XVIII nos Estados Unidos da América. No Brasil, os Institutos Universal e Monitor foram os pioneiros nesta iniciativa, formando inúmeros técnicos, secretárias, entre outros profissionais, além dos antigos supletivos por correspondência. Hoje, este tipo de ensino chegou definitivamente às universidades e a tendência é expandir-se cada vez mais.

Com o mercado de trabalho exigindo maior conhecimento, os MBAs são uma necessidade de qualquer bacharel. Se for em uma universidade de primeira linha do exterior ou do Brasil, melhor ainda. Para se ter uma ideia, um curso  presencial de MBA em escolas norte-americanas e europeias custa entre US$ 55 mil (R$ 110 mil) e US$ 60 mil (R$ 120 mil) por ano e tem duração de dois anos. A esse valor devem ser somadas as taxas das universidades e o valor de moradia, alimentação e seguro, por exemplo. Nas opções de ensino a distância, a diferença no custo é enorme. O MBA Gestão Estratégica da USP, por exemplo, custa cerca de R$ 13 mil. Um MBA a distância conceituado no exterior, como da Aston Business School, de Birmingham, no Reino Unido, custa £ 17 mil (R$ 55 mil). De acordo com o Instituto Ling, que oferece bolsas para que brasileiros estudem no exterior, somadas as despesas anuais, não se gasta menos de US$ 100 mil (R$ 200 mil). No entanto, o instituto lembra que existem facilidades, como o financiamento de 100% dos custos, que podem ser pagos até quatro anos após o término do programa.

Faculdades como Oxford, Harvard, Navarra e Barcelona oferecem diversos cursos online relacionados a administração, tecnologia e outros segmentos profissionais. O único pré-requisito para fazer os cursos pela internet é saber falar inglês. Na Espanha, por exemplo, 14% dos estudantes de cursos a distância são estrangeiros, o que comprova a popularização desta modalidade de ensino. O psiquiatra e educador Içami Tiba, autor de 38 livros sobre educação, concorda: “Acho sensacional. Extremamente válido. Só quem quer aprender os procura. Se ele não tem condições de estar naquela escola ou faculdade e pode aprender via videoconferência ou com trabalhos a serem desenvolvidos, ótimos. Acho que é uma tendência. As aulas presenciais vão diminuir e os trabalhos, pesquisas aumentar”.

Para ter certeza de que a instituição escolhida e o diploma são reconhecidos pelo MEC consulte a  Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED www.abed.org.br,  uma sociedade científica, sem fins lucrativos, criada em 21 de junho de 1995 por um grupo de educadores interessados em novas tecnologias de aprendizagem e em educação a distância, que tem por objetivos: 

- estimular a prática e o desenvolvimento de projetos em educação a distância em todas as suas formas; 
Para aqueles que ainda têm dúvidas  e acreditam que  o ensino a distância é para alunos que não têm tempo e querem tirar um diploma sem muito trabalho, a consultora da ABED Arlete Guibert argumenta:  "O ensino a distância proposto por instituições de ensino competentes pode requerer muito mais trabalho do que em uma sala de aula presencial. Para que você assimile o conhecimento, tem de se programar, ter disciplina, assumir o compromisso de estudar com autonomia, gerenciando seus horários. Para aqueles que entram em um curso qualificado, saibam que terão de trabalhar bastante para obter o diploma", enfatiza.

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Fontes: educacao.uol.com.br/exame.abril.com.br/ www.brasilescola.com/

www.1.folha.uol.com.br/www.abed.org.br, Prof. Dr. Içami Tiba: Tel.: 3815-4460

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“O ensino a distância proposto por instituições de ensino competentes pode requerer muito mais trabalho do que em uma sala de aula presencial.

 

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